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Resenha: Ed Motta - Criterion Of The Senses (2018)

Por: Márcio Chagas

Acessos: 133

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Album Cover
Elegância e sofisticação made in Brazil
4
10/10/2018

Ed Motta está lançando novo disco no mercado, o já aclamado  “Criterion fo the Senses”. Neste trabalho, o terceiro totalmente em inglês, o músico tenta dosar todas as suas inúmeras influências musicais, criando um trabalho calcado no soul, funk, pop e até M.P.B., mas encharcado de jazz;
No que se refere as composições o cantor deu um passo evolutivo na construção de seus temas, com acordes rebuscados e harmonias complexas, privilegiando ritmos sincopados e elegantes. Na verdade, este álbum é uma continuidade do que Ed começou em AOR de 2013, mas em uma linha mais jazzística e intrincada. 

A abertura com  “Lost Connection to Prague”, mostra a elegância musical do cantor que se perpetua por todo trabalho. Apesar de ótima composição com uma interessante letra sobre uma conexão errada em Praga, a canção não é impactante o suficiente para abrir um trabalho. Talvez tivesse sido melhor inseri-la no meio do disco. A despeito desta ressalva, a canção é boa, e com certeza a cereja do bolo é  o solo de guitarra pungente de Thiago Arruda ao final;
Mais animada, com base calcada na soul music e guitarra rítmica sobre camas de teclados, “Sweetest Berry” seria perfeita pra iniciar este álbum. Destaque para o baixo “gorduroso” de Paulo César Barros, fazendo um interessante contraponto com o trabalho de percussão de Frank Colón. Apesar de sofisticado, o tema soa agradável ao ouvidos sendo um convite a dança;
“Novice Never Notice”, é um funk/soul/jazz, com belas harmonias vocais e um grande solo de talk box, cortesia de João Castilho. É eminentemente sincopada e malemolente, encharcada de groove, principalmente na base baixo e bateria. O piano elétrico, sempre idolatrado por Motta se faz presente com um solo jazzístico;
“The Required Dress Code” evoca o final dos anos 70, com Ed cantando em cima da batida, ladeado pelos arranjos jazzy/funk da banda. Poderia ser tranquilamente o single do álbum. Aqui as harmonias são mais amenas e relativamente menos intrincadas, apesar de continuarem soando com extrema qualidade;
“X1 in Test”, traz a tona o lado detetivesco de Ed, sempre influenciado por filmes noir e quadrinhos antigos. Um tema que sofre influência do rock, notadamente pela presença do guitarrista Alexandre Carvalho, que ponteia o tema com seu instrumento de maneira onipresente;
“The Tiki’s Broken There”, é o tema mais jazzístico e complexo do álbum. Ed faz um dueto vocal com Cidália Castro, com grande destaque para a guitarra de Alexandre Carvalho, emulando Jim Hall ou Pat Metheny e fazendo contraponto com o clarinete de Ademir Junior;
“Your Satisfaction Is Mine” é o tema mais parecido com a antiga fase do vocalista, relembrando seu manual prático para festas, bailes e afins. Porém, embora a semelhança ocorra, a canção é mais complexa, com pequenas nuances que antes não existiam em seus trabalhos deste tipo. O cantor sofre influência direta de grupos como Chic de Nile Rodgers e KC and Sunshine;
Encerrando o álbum temos “Shoulder Pads”, na verdade uma ode de Ed aos anos 80, em sua letra que relembra os grandes momentos da década em que foi adolescente. A musica é um pop oitentista com todas as características do estilo, inclusive no solo de Viniciius Rosa;
A principal influência do Cantor continua sendo Steely Dan, Notadamente o período de “Aja”. Mas também  é possível perceber ecos de Stevie Wonder, Donny Hathaway, Herbie Hancock e outros grandes nomes do soul/jazz.

De saldo final temos um disco eclético, onde Ed evidencia em cada faixa suas influências mais latentes. Apesar deste fato, o álbum não é um emaranhando de canções soltas, pois o cantor mantém intacta a espinha dorsal do trabalho com sua personalíssima sofisticação. 

Elegância e sofisticação made in Brazil
4
10/10/2018

Ed Motta está lançando novo disco no mercado, o já aclamado  “Criterion fo the Senses”. Neste trabalho, o terceiro totalmente em inglês, o músico tenta dosar todas as suas inúmeras influências musicais, criando um trabalho calcado no soul, funk, pop e até M.P.B., mas encharcado de jazz;
No que se refere as composições o cantor deu um passo evolutivo na construção de seus temas, com acordes rebuscados e harmonias complexas, privilegiando ritmos sincopados e elegantes. Na verdade, este álbum é uma continuidade do que Ed começou em AOR de 2013, mas em uma linha mais jazzística e intrincada. 

A abertura com  “Lost Connection to Prague”, mostra a elegância musical do cantor que se perpetua por todo trabalho. Apesar de ótima composição com uma interessante letra sobre uma conexão errada em Praga, a canção não é impactante o suficiente para abrir um trabalho. Talvez tivesse sido melhor inseri-la no meio do disco. A despeito desta ressalva, a canção é boa, e com certeza a cereja do bolo é  o solo de guitarra pungente de Thiago Arruda ao final;
Mais animada, com base calcada na soul music e guitarra rítmica sobre camas de teclados, “Sweetest Berry” seria perfeita pra iniciar este álbum. Destaque para o baixo “gorduroso” de Paulo César Barros, fazendo um interessante contraponto com o trabalho de percussão de Frank Colón. Apesar de sofisticado, o tema soa agradável ao ouvidos sendo um convite a dança;
“Novice Never Notice”, é um funk/soul/jazz, com belas harmonias vocais e um grande solo de talk box, cortesia de João Castilho. É eminentemente sincopada e malemolente, encharcada de groove, principalmente na base baixo e bateria. O piano elétrico, sempre idolatrado por Motta se faz presente com um solo jazzístico;
“The Required Dress Code” evoca o final dos anos 70, com Ed cantando em cima da batida, ladeado pelos arranjos jazzy/funk da banda. Poderia ser tranquilamente o single do álbum. Aqui as harmonias são mais amenas e relativamente menos intrincadas, apesar de continuarem soando com extrema qualidade;
“X1 in Test”, traz a tona o lado detetivesco de Ed, sempre influenciado por filmes noir e quadrinhos antigos. Um tema que sofre influência do rock, notadamente pela presença do guitarrista Alexandre Carvalho, que ponteia o tema com seu instrumento de maneira onipresente;
“The Tiki’s Broken There”, é o tema mais jazzístico e complexo do álbum. Ed faz um dueto vocal com Cidália Castro, com grande destaque para a guitarra de Alexandre Carvalho, emulando Jim Hall ou Pat Metheny e fazendo contraponto com o clarinete de Ademir Junior;
“Your Satisfaction Is Mine” é o tema mais parecido com a antiga fase do vocalista, relembrando seu manual prático para festas, bailes e afins. Porém, embora a semelhança ocorra, a canção é mais complexa, com pequenas nuances que antes não existiam em seus trabalhos deste tipo. O cantor sofre influência direta de grupos como Chic de Nile Rodgers e KC and Sunshine;
Encerrando o álbum temos “Shoulder Pads”, na verdade uma ode de Ed aos anos 80, em sua letra que relembra os grandes momentos da década em que foi adolescente. A musica é um pop oitentista com todas as características do estilo, inclusive no solo de Viniciius Rosa;
A principal influência do Cantor continua sendo Steely Dan, Notadamente o período de “Aja”. Mas também  é possível perceber ecos de Stevie Wonder, Donny Hathaway, Herbie Hancock e outros grandes nomes do soul/jazz.

De saldo final temos um disco eclético, onde Ed evidencia em cada faixa suas influências mais latentes. Apesar deste fato, o álbum não é um emaranhando de canções soltas, pois o cantor mantém intacta a espinha dorsal do trabalho com sua personalíssima sofisticação. 

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