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Resenha: Ayreon - Actual Fantasy (1996)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Começando a se tornar relevante
3.5
10/10/2018

Após o nascimento do projeto Ayreon com o debut “The Final Experiment”, de 1994, o segundo passo seria dado aqui, com “Actual Fantasy”. Um álbum que chamou pouca atenção na época, até que pôde ser relembrado com nova roupagem em 2004, com o relançamento sob o nome “Actual Fantasy Revisited”, após a solidificação da parceria de Arjen Lucassen com a InsideOut.

Se “The Final Experiment” é o embrião desse monumento em que hoje o Ayreon se tornou, “Actual Fantasy” fica sendo o início de um direcionamento mais acessível por parte de Arjen, sempre focado em produzir boas melodias e temas líricos atrativos e interessantes. Aqui, são mostradas novamente as raízes do projeto, assim como no primeiro álbum: temas progressivos com foco em ficção científica. Musicalmente falando, os fãs de Pink Floyd e do álbum “The Dream Sequencer” - também do Ayreon e que seria lançado mais adiante – estarão em casa. Sintetizadores registrados em linhas de extremo bom gosto e acompanhados da guitarra melódica de Arjen. Aqui, o projeto ainda não explora um leque maior da música progressiva como é feito nos trabalhos mais adiante, em que atravessamos do metal ao blues, passando pelo Folk e Art Rock, elementos estes também pouco explorados no debut.

Sobre a produção, obviamente naquele momento Arjen ainda não desfrutava dos recursos para contar com nomes de peso ao seu lado. Neste álbum temos somente três vocalistas: Edward Reekers, melódico e dono de um timbre lindíssimo; Robert Soeterboek, para as partes mais graves; e Okkie Huysdens, que também não faz feio, sendo que a sua voz combina bastante com os efeitos utilizados por Arjen. Outro detalhe interessante, é que a versão original possui bateria programada em computador. Para o relançamento de “Revisited”, a bateria foi finalmente registrada em estúdio pelo excelente Ed Warby.

Sobre os temas líricos, este é até hoje o único trabalho do projeto Ayreon com canções independentes. Os temas são próximos, mas não se complementam. Este fator não compromete, porém a individualidade das canções acabam deixando algumas delas um pouco cansativas e extensas. Obviamente, Arjen estava experimentando e trataria este caso com êxito mais adiante. Vamos falar um pouco sobre o tema de cada faixa:

A faixa título serve como uma introdução para as demais histórias. Soa como um convite para um conto de fadas.
“Abbey of Synn” possui “Synn” como um trocadilho para “synthesizers”. É inspirada pela obra “O Nome da Rosa”.
“Stranger from Within” gira em torno de uma garota em coma com médicos tentando ajudá-la.
“Computer Eyes” soa como uma crítica ao uso excessivo de computadores, relatando uma pessoa que, após ficar horas diante do equipamento, entra em conflito e se torna incapaz de diferenciar se está jogando ou se é parte do jogo.
“Beyond the Last Horizon” é uma história que se passa na idade média e relata que após o último horizonte está a morte.
“Farside of the World” foi inspirada pelo filme “The Navigator: A Medieval Odyssey”, que relata a luta contra uma praga em uma ilha medieval da Inglaterra.
“Back on Planet Earth” relata um garoto que vive em uma missão espacial e se vê em conflito com o desejo de estar no planeta terra.
“Forevermore” é baseada no famoso filme alemão “História Sem Fim”.

Das faixas que compõem o álbum, as cinco primeiras são excelentes e conseguem prender o ouvinte. Quando chegamos em “Farside of the World”, que também é uma boa faixa, o álbum começa a perder um pouco de energia, embora nenhum tema se torne decepcionante. A minha favorita é “Beyond the Last Horizon” e a que menos gosto é “Back on Planet Earth”.
Se você mergulhou na carreira de Arjen com os álbuns posteriores, vale a pena retroceder por um momento e curtir bons momentos em “Actual Fantasy”.

Começando a se tornar relevante
3.5
10/10/2018

Após o nascimento do projeto Ayreon com o debut “The Final Experiment”, de 1994, o segundo passo seria dado aqui, com “Actual Fantasy”. Um álbum que chamou pouca atenção na época, até que pôde ser relembrado com nova roupagem em 2004, com o relançamento sob o nome “Actual Fantasy Revisited”, após a solidificação da parceria de Arjen Lucassen com a InsideOut.

Se “The Final Experiment” é o embrião desse monumento em que hoje o Ayreon se tornou, “Actual Fantasy” fica sendo o início de um direcionamento mais acessível por parte de Arjen, sempre focado em produzir boas melodias e temas líricos atrativos e interessantes. Aqui, são mostradas novamente as raízes do projeto, assim como no primeiro álbum: temas progressivos com foco em ficção científica. Musicalmente falando, os fãs de Pink Floyd e do álbum “The Dream Sequencer” - também do Ayreon e que seria lançado mais adiante – estarão em casa. Sintetizadores registrados em linhas de extremo bom gosto e acompanhados da guitarra melódica de Arjen. Aqui, o projeto ainda não explora um leque maior da música progressiva como é feito nos trabalhos mais adiante, em que atravessamos do metal ao blues, passando pelo Folk e Art Rock, elementos estes também pouco explorados no debut.

Sobre a produção, obviamente naquele momento Arjen ainda não desfrutava dos recursos para contar com nomes de peso ao seu lado. Neste álbum temos somente três vocalistas: Edward Reekers, melódico e dono de um timbre lindíssimo; Robert Soeterboek, para as partes mais graves; e Okkie Huysdens, que também não faz feio, sendo que a sua voz combina bastante com os efeitos utilizados por Arjen. Outro detalhe interessante, é que a versão original possui bateria programada em computador. Para o relançamento de “Revisited”, a bateria foi finalmente registrada em estúdio pelo excelente Ed Warby.

Sobre os temas líricos, este é até hoje o único trabalho do projeto Ayreon com canções independentes. Os temas são próximos, mas não se complementam. Este fator não compromete, porém a individualidade das canções acabam deixando algumas delas um pouco cansativas e extensas. Obviamente, Arjen estava experimentando e trataria este caso com êxito mais adiante. Vamos falar um pouco sobre o tema de cada faixa:

A faixa título serve como uma introdução para as demais histórias. Soa como um convite para um conto de fadas.
“Abbey of Synn” possui “Synn” como um trocadilho para “synthesizers”. É inspirada pela obra “O Nome da Rosa”.
“Stranger from Within” gira em torno de uma garota em coma com médicos tentando ajudá-la.
“Computer Eyes” soa como uma crítica ao uso excessivo de computadores, relatando uma pessoa que, após ficar horas diante do equipamento, entra em conflito e se torna incapaz de diferenciar se está jogando ou se é parte do jogo.
“Beyond the Last Horizon” é uma história que se passa na idade média e relata que após o último horizonte está a morte.
“Farside of the World” foi inspirada pelo filme “The Navigator: A Medieval Odyssey”, que relata a luta contra uma praga em uma ilha medieval da Inglaterra.
“Back on Planet Earth” relata um garoto que vive em uma missão espacial e se vê em conflito com o desejo de estar no planeta terra.
“Forevermore” é baseada no famoso filme alemão “História Sem Fim”.

Das faixas que compõem o álbum, as cinco primeiras são excelentes e conseguem prender o ouvinte. Quando chegamos em “Farside of the World”, que também é uma boa faixa, o álbum começa a perder um pouco de energia, embora nenhum tema se torne decepcionante. A minha favorita é “Beyond the Last Horizon” e a que menos gosto é “Back on Planet Earth”.
Se você mergulhou na carreira de Arjen com os álbuns posteriores, vale a pena retroceder por um momento e curtir bons momentos em “Actual Fantasy”.

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