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Resenha: Sepultura - Schizophrenia (1987)

Por: Fábio Arthur

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Orgulho brasileiro
5
10/10/2018

Schizophrenia, esse é o título do segundo álbum completo de estúdio do  Sepultura, datado de outubro de 1987. Com o primeiro split junto ao Overdose - também de Minas Gerais - nominado de Bestial Devastation, passando pelo primeiro álbum Morbid Visions, o grupo traria mudanças na formação e em sua vertente musical. Agora, a banda ao invés de investir no Death Metal das antigas, passava para um som Thrash Metal com uma veia bem calcada no que se fazia na Europa e EUA.

A Cogumelo Records seria responsável novamente pela distribuição mas, a banda nessa fase, seria até mesmo pirateada em fita K7 e vinil, isso em vários países; algo que alavancaria o nome do grupo lá fora. Seria o começo do auge. 

Andreas Kisser, guitarrista, se juntou ao grupo no lugar de Jairo T. - que queria fazer outras formas de música - e veio com estilo e uma pegada mais intensa e inovadora; cheio de ideias e composições. 

O fato é que o Sepultura era diferenciado desde seu começo, mas aqui ele trouxe uma mudança expressiva e muito bem direcionada. Os músicos bateram o pé e conseguiram melhor produção, comandaram as coisas de certa forma, como arte de capa, as fotos internas e até mesmo que o LP tivesse as letras e capa dupla; isso faria diferença, manteria a banda de igual para com as de fora. 

Se valendo de uma intro calcada no tema de Psicose (1960) de Bernanrd Hermman para o filme de Alfred Hitchcock, o grupo entra em seguida em uma viagem thrash de primeira por assim dizer, a faixa “From The Past Comes The Storms” é uma prova disso e talvez a melhor do disco. “To The Wall”, com sua letra baseada em um ocorrido em 1985, traz bumbos duplos, riffs certeiros e a banda mostra que havia amadurecido e muito, essa uma ótima canção. Em “Escape To The Void”, o grupo permanece com maestria e poder de fogo, em uma música muito acima de média e também tida como clássica, sendo uma das melhores do álbum. “Inquisition Symphony” traz um instrumental com andamentos em mudanças e realmente lembra de forma mais pesada as faixas do Metallica neste seguimento, “Screams Behind The Shadows” é muito incisiva, tem um riff bem marcante e seu andamento com os bumbos dobrados é definitivamente fantástico. Quase para o final do disco, “Septic Schizo”, com seu refrão em tons mais graves e soturnos nos brinda com mais uma faixa de peso e imponência para cair em uma instrumental belíssima de violão: “The Abyss”. E assim, “R.I.P. (Rest in Pain)” remete um pouco do disco passado, com vocais bem mais sujos e seus riffs abafados, um final digno e muito promissor para um disco de ponta e que já nasceu clássico.

Com esse disco, o Sepultura começaria a ser o gigante que se tornou e aqui foi a porta de entrada para o auge. Com certeza a evolução é sentida como um todo nesse álbum e o grupo manteria essa vertente thrash por mais alguns discos ainda, no entanto eles conseguiriam se superar.

Orgulho brasileiro
5
10/10/2018

Schizophrenia, esse é o título do segundo álbum completo de estúdio do  Sepultura, datado de outubro de 1987. Com o primeiro split junto ao Overdose - também de Minas Gerais - nominado de Bestial Devastation, passando pelo primeiro álbum Morbid Visions, o grupo traria mudanças na formação e em sua vertente musical. Agora, a banda ao invés de investir no Death Metal das antigas, passava para um som Thrash Metal com uma veia bem calcada no que se fazia na Europa e EUA.

A Cogumelo Records seria responsável novamente pela distribuição mas, a banda nessa fase, seria até mesmo pirateada em fita K7 e vinil, isso em vários países; algo que alavancaria o nome do grupo lá fora. Seria o começo do auge. 

Andreas Kisser, guitarrista, se juntou ao grupo no lugar de Jairo T. - que queria fazer outras formas de música - e veio com estilo e uma pegada mais intensa e inovadora; cheio de ideias e composições. 

O fato é que o Sepultura era diferenciado desde seu começo, mas aqui ele trouxe uma mudança expressiva e muito bem direcionada. Os músicos bateram o pé e conseguiram melhor produção, comandaram as coisas de certa forma, como arte de capa, as fotos internas e até mesmo que o LP tivesse as letras e capa dupla; isso faria diferença, manteria a banda de igual para com as de fora. 

Se valendo de uma intro calcada no tema de Psicose (1960) de Bernanrd Hermman para o filme de Alfred Hitchcock, o grupo entra em seguida em uma viagem thrash de primeira por assim dizer, a faixa “From The Past Comes The Storms” é uma prova disso e talvez a melhor do disco. “To The Wall”, com sua letra baseada em um ocorrido em 1985, traz bumbos duplos, riffs certeiros e a banda mostra que havia amadurecido e muito, essa uma ótima canção. Em “Escape To The Void”, o grupo permanece com maestria e poder de fogo, em uma música muito acima de média e também tida como clássica, sendo uma das melhores do álbum. “Inquisition Symphony” traz um instrumental com andamentos em mudanças e realmente lembra de forma mais pesada as faixas do Metallica neste seguimento, “Screams Behind The Shadows” é muito incisiva, tem um riff bem marcante e seu andamento com os bumbos dobrados é definitivamente fantástico. Quase para o final do disco, “Septic Schizo”, com seu refrão em tons mais graves e soturnos nos brinda com mais uma faixa de peso e imponência para cair em uma instrumental belíssima de violão: “The Abyss”. E assim, “R.I.P. (Rest in Pain)” remete um pouco do disco passado, com vocais bem mais sujos e seus riffs abafados, um final digno e muito promissor para um disco de ponta e que já nasceu clássico.

Com esse disco, o Sepultura começaria a ser o gigante que se tornou e aqui foi a porta de entrada para o auge. Com certeza a evolução é sentida como um todo nesse álbum e o grupo manteria essa vertente thrash por mais alguns discos ainda, no entanto eles conseguiriam se superar.

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