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    The Dude (1981)

    4.5 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Quincy Jones - The Dude (1981)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 184

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O disco genial de Quincy Jones
4.5
08/10/2018

Em 1981, Quincy Jones tinha 48 anos e uma vasta bagagem musical, adquirida por trabalhar com feras do jazz, em sua juventude como trompetista. Experiencia que lhe deu visão de vanguarda, ao produzir artistas de todos os gêneros, fincando no pop / soul sua cartada triunfante.
Quincy Jones é uma persona única, nascida para o meio musical, dessas que aparecem a cada cem anos.
Não podemos esquecer que dois anos antes, Michael Jackson estourou com Off The Wall, disco que teve sua produção e direcionamento, moldando o já talentoso Michael Jackson, para voos mais altos.
E entre seus trabalhos solos, nada mais conveniente a escolha de The Dude, seu ápice criativo.

A extraordinária "Ai No Corrida" cai como uma luva para iniciar a "bolacha". Sua efervescência dançante desaguava num refrão viciante e extenso, constituído por uma verdadeira orquestra, com os melhores e mais requisitados músicos da época. Pop, soul e ritmos latinos entrelaçados em uma canção que alem de sedutora, tinha uma classe inigualável em arranjos de metais, vozes em coro, um baixão funk, (cortesia de Louis Johnson) alem da voz magnifica da diva Patti Austin com Charles May.

A faixa título não teve o apelo promocional de "Ai No Corrida", mas é tão boa quanto. A diferença aqui é a cadencia e as vozes que parelhavam ao rap em alguns trechos. "The Dude" é a gíria (tradução) para o que conhecemos ser "o cara". Um sujeito descolado das ruas, que tem sua própria forma de fazer as coisas, sem se preocupar com os problemas que o cercam, o verdadeiro malandro.

"Something Special" é a soul music água com açúcar, na linha de Grover Washington Jr. Com destaque para o mini moog e os graves percussivos. E "One Hundred Ways" pega a mesma estrada, com a voz de James Ingram relembrando imediatamente a George Benson.

O groove volta com a corda toda em "Razzamatazz", cujo o esqueleto não consegue ficar parado ante sua vibe elétrica.
Atenção especial a voz inacreditável de Patti Austin e para o ótimo solo de Steve Luckather.

A instrumental "Velas" tem a participação de Ivan Lins. Bossa jazz no melhor estilo Djavan, para se ouvir numa tarde calma de domingo, contemplando o pôr do sol, tomando cerveja no píer.

"Turn On the Action" encerra em alta classe, no mesmo clima dançante de "Razzamatazz". Para quem é fã de Aja do Steely Dan, esse disco torna-se obrigatório, mesmo que seja mais black e menos jazz.
É bom frisar que 80% dos músicos participantes em The Dude, incluindo o próprio Michael Jackson, foram responsáveis pela gravação de Thriller (1983) isso mesmo, aquele álbum meia boca e tímido em vendagens.
Ouça essa obra de arte do midas Quincy Jones e tire a prova.

O disco genial de Quincy Jones
4.5
08/10/2018

Em 1981, Quincy Jones tinha 48 anos e uma vasta bagagem musical, adquirida por trabalhar com feras do jazz, em sua juventude como trompetista. Experiencia que lhe deu visão de vanguarda, ao produzir artistas de todos os gêneros, fincando no pop / soul sua cartada triunfante.
Quincy Jones é uma persona única, nascida para o meio musical, dessas que aparecem a cada cem anos.
Não podemos esquecer que dois anos antes, Michael Jackson estourou com Off The Wall, disco que teve sua produção e direcionamento, moldando o já talentoso Michael Jackson, para voos mais altos.
E entre seus trabalhos solos, nada mais conveniente a escolha de The Dude, seu ápice criativo.

A extraordinária "Ai No Corrida" cai como uma luva para iniciar a "bolacha". Sua efervescência dançante desaguava num refrão viciante e extenso, constituído por uma verdadeira orquestra, com os melhores e mais requisitados músicos da época. Pop, soul e ritmos latinos entrelaçados em uma canção que alem de sedutora, tinha uma classe inigualável em arranjos de metais, vozes em coro, um baixão funk, (cortesia de Louis Johnson) alem da voz magnifica da diva Patti Austin com Charles May.

A faixa título não teve o apelo promocional de "Ai No Corrida", mas é tão boa quanto. A diferença aqui é a cadencia e as vozes que parelhavam ao rap em alguns trechos. "The Dude" é a gíria (tradução) para o que conhecemos ser "o cara". Um sujeito descolado das ruas, que tem sua própria forma de fazer as coisas, sem se preocupar com os problemas que o cercam, o verdadeiro malandro.

"Something Special" é a soul music água com açúcar, na linha de Grover Washington Jr. Com destaque para o mini moog e os graves percussivos. E "One Hundred Ways" pega a mesma estrada, com a voz de James Ingram relembrando imediatamente a George Benson.

O groove volta com a corda toda em "Razzamatazz", cujo o esqueleto não consegue ficar parado ante sua vibe elétrica.
Atenção especial a voz inacreditável de Patti Austin e para o ótimo solo de Steve Luckather.

A instrumental "Velas" tem a participação de Ivan Lins. Bossa jazz no melhor estilo Djavan, para se ouvir numa tarde calma de domingo, contemplando o pôr do sol, tomando cerveja no píer.

"Turn On the Action" encerra em alta classe, no mesmo clima dançante de "Razzamatazz". Para quem é fã de Aja do Steely Dan, esse disco torna-se obrigatório, mesmo que seja mais black e menos jazz.
É bom frisar que 80% dos músicos participantes em The Dude, incluindo o próprio Michael Jackson, foram responsáveis pela gravação de Thriller (1983) isso mesmo, aquele álbum meia boca e tímido em vendagens.
Ouça essa obra de arte do midas Quincy Jones e tire a prova.

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