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Resenha: Barock Project - Detachment (2017)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Impecável na composição, execução e produção.
4
28/09/2017

Liderada pelo multi-instrumentista e compositor, Luca Zabbini, Barock Project tem em seu 5º disco a comprovação definitiva de que a banda já passou da fase de ser considerada promessa ou revelação, mas sim, uma realidade que os colocam no patamar de um dos melhores grupos de rock progressivo em atividade surgidos nesse século.

Continuam a mostrar uma grande progressão em sua música, mas mantendo-se extremamente fiel ao seu estilo. Detachment é uma verdadeira montanha russa de notas e variação de humor. Mais moderno, variado, diversificado e até mesmo pesado que os trabalhos anteriores. É como pegar perfeitas doses de rock, jazz, metal, prog, flamenco, música oriental, folk, música celta, pop, música sinfônica e misturar bem, tendo como resultado um trabalho impecável na composição, execução e produção.

A abertura através de “Driving Rain” dura pouco mais de um minuto, tem uma bonita melodia de piano que combina bastante com o clima melancólico que a capa do álbum apresenta, nos faz acreditar que estamos prestes a começar uma viagem sonora fria e obscura. “Promisses” é a faixa que de fato dá início ao disco e de maneira avassaladora, dominada pelos sintetizadores nos mostrando ainda algumas abordagens de metal executados de maneira mais delicadas, partes vocais cativantes e instrumentais pesados. “Happy to See You” é outra faixa belíssima, trazendo uma mescla perfeita entre virtuosismo e musicalidade de fácil aceitação. Belo trabalho vocal e refrão pra cantar junto. Também possui um solo de hammond sensacional seguido por um de guitarra que é puro sentimento executado sobre um lindo arranjo sinfônico.

“One Day”, de início já mostra uns sons de guitarra neoclássica e que logo mudam para um som de 12 cordas. Rock progressivo clássico literalmente, elementos de beleza pastoral, flauta, pianos e um crescimento na sonoridade a fazendo ficar com um ar de épico. “Secret Therapy” começa com tablas e execuções acústicas rápidas e de aromas orientais. Produção sensacional e de paisagem sonora feita por quem sabe usar a nuance de sua música pra “colorir” o som de maneira soberba. “Broken” traz Peter Jones (Tiger Moth Tales) como convidado nos vocais onde mostra toda a sua influência em Peter Gabriel. Piano, arranjos de cordas e trabalhos belíssimos de guitarras elétricas e acústicas, bateria quebrada, fortes sintetizadores. Faixa mais longa do álbum com quase dez minutos e também um dos momentos mais inspirados da banda.

“Old Ghosts” inicia com vocal sobre uma atmosfera criada pelo teclado até ganhar mais força com a entrada de bateria e guitarra acústica. Suaves pianos, vocais melódicos, coros bem feitos e ótimos backing vocals além de um momento mais pesado. “Alone” é mais uma música onde os vocais ficam por conta de Peter Jones. Basicamente piano e voz onde o sentimento imposto pelo vocalista sobre cada nota faz deste apesar de um simples e curto momento do disco, um dos mais emotivos. “Rescue Me” após um início tranquilo tem uma quebra que leva a música a um ritmo rápido e cativante liderado por um riff de guitarra e que se mantem por toda sua extensão. Uma música diferente do que a banda costuma produzir, mas de grande atmosfera e alto astral que deve funcionar ainda melhor ao vivo.

Em “Twenty Years” a banda novamente começa a canção de maneira amena, apenas com uso de guitarra acústica acompanhado por vezes de strings. Cresce exponencialmente no ouvinte com pesados riffs e solos de guitarra. Tem no seu final o ápice musical com uma sonoridade orquestral impactante de influência medieval. “Waiting” é enérgica e apresenta interlúdios de levadas de piano extremamente cativante e belo. Partes orquestrais e solos de teclados que ditam o poder que a música traz. “A New Tomorrow” provavelmente seja a música mais elegante, digamos assim, de todo o disco. Melódica e de harmonia extremamente aprazível depois ganha força sem perder seu charme principalmente por conta dos vocais melódicos. Guitarra pesada intercalando com violão, ótimo trabalho de hammond, baixo pulsante e bateria variando entre enérgica e mais suave deixando a música em magnífico equilíbrio. “Spies” é a que fecha o disco. Até a metade possui uma levada de guitarra acústica, bateria bem cadenciada, baixo em variações criativas e bonitos pianos em doses homeopáticas, ganhando um peso em seguida antes de receber nova direção onde uma “tempestade jazzy” golpeia o ouvinte em sua segunda metade. Tem um final orquestral digno pra finalizar o álbum de forma soberba e diria até que apoteótica.

Mais um tiro certo desta incrível banda de rock progressivo. Detachment com certeza é um daqueles discos capaz de encapsular o ouvinte em seu próprio universo musical.

Impecável na composição, execução e produção.
4
28/09/2017

Liderada pelo multi-instrumentista e compositor, Luca Zabbini, Barock Project tem em seu 5º disco a comprovação definitiva de que a banda já passou da fase de ser considerada promessa ou revelação, mas sim, uma realidade que os colocam no patamar de um dos melhores grupos de rock progressivo em atividade surgidos nesse século.

Continuam a mostrar uma grande progressão em sua música, mas mantendo-se extremamente fiel ao seu estilo. Detachment é uma verdadeira montanha russa de notas e variação de humor. Mais moderno, variado, diversificado e até mesmo pesado que os trabalhos anteriores. É como pegar perfeitas doses de rock, jazz, metal, prog, flamenco, música oriental, folk, música celta, pop, música sinfônica e misturar bem, tendo como resultado um trabalho impecável na composição, execução e produção.

A abertura através de “Driving Rain” dura pouco mais de um minuto, tem uma bonita melodia de piano que combina bastante com o clima melancólico que a capa do álbum apresenta, nos faz acreditar que estamos prestes a começar uma viagem sonora fria e obscura. “Promisses” é a faixa que de fato dá início ao disco e de maneira avassaladora, dominada pelos sintetizadores nos mostrando ainda algumas abordagens de metal executados de maneira mais delicadas, partes vocais cativantes e instrumentais pesados. “Happy to See You” é outra faixa belíssima, trazendo uma mescla perfeita entre virtuosismo e musicalidade de fácil aceitação. Belo trabalho vocal e refrão pra cantar junto. Também possui um solo de hammond sensacional seguido por um de guitarra que é puro sentimento executado sobre um lindo arranjo sinfônico.

“One Day”, de início já mostra uns sons de guitarra neoclássica e que logo mudam para um som de 12 cordas. Rock progressivo clássico literalmente, elementos de beleza pastoral, flauta, pianos e um crescimento na sonoridade a fazendo ficar com um ar de épico. “Secret Therapy” começa com tablas e execuções acústicas rápidas e de aromas orientais. Produção sensacional e de paisagem sonora feita por quem sabe usar a nuance de sua música pra “colorir” o som de maneira soberba. “Broken” traz Peter Jones (Tiger Moth Tales) como convidado nos vocais onde mostra toda a sua influência em Peter Gabriel. Piano, arranjos de cordas e trabalhos belíssimos de guitarras elétricas e acústicas, bateria quebrada, fortes sintetizadores. Faixa mais longa do álbum com quase dez minutos e também um dos momentos mais inspirados da banda.

“Old Ghosts” inicia com vocal sobre uma atmosfera criada pelo teclado até ganhar mais força com a entrada de bateria e guitarra acústica. Suaves pianos, vocais melódicos, coros bem feitos e ótimos backing vocals além de um momento mais pesado. “Alone” é mais uma música onde os vocais ficam por conta de Peter Jones. Basicamente piano e voz onde o sentimento imposto pelo vocalista sobre cada nota faz deste apesar de um simples e curto momento do disco, um dos mais emotivos. “Rescue Me” após um início tranquilo tem uma quebra que leva a música a um ritmo rápido e cativante liderado por um riff de guitarra e que se mantem por toda sua extensão. Uma música diferente do que a banda costuma produzir, mas de grande atmosfera e alto astral que deve funcionar ainda melhor ao vivo.

Em “Twenty Years” a banda novamente começa a canção de maneira amena, apenas com uso de guitarra acústica acompanhado por vezes de strings. Cresce exponencialmente no ouvinte com pesados riffs e solos de guitarra. Tem no seu final o ápice musical com uma sonoridade orquestral impactante de influência medieval. “Waiting” é enérgica e apresenta interlúdios de levadas de piano extremamente cativante e belo. Partes orquestrais e solos de teclados que ditam o poder que a música traz. “A New Tomorrow” provavelmente seja a música mais elegante, digamos assim, de todo o disco. Melódica e de harmonia extremamente aprazível depois ganha força sem perder seu charme principalmente por conta dos vocais melódicos. Guitarra pesada intercalando com violão, ótimo trabalho de hammond, baixo pulsante e bateria variando entre enérgica e mais suave deixando a música em magnífico equilíbrio. “Spies” é a que fecha o disco. Até a metade possui uma levada de guitarra acústica, bateria bem cadenciada, baixo em variações criativas e bonitos pianos em doses homeopáticas, ganhando um peso em seguida antes de receber nova direção onde uma “tempestade jazzy” golpeia o ouvinte em sua segunda metade. Tem um final orquestral digno pra finalizar o álbum de forma soberba e diria até que apoteótica.

Mais um tiro certo desta incrível banda de rock progressivo. Detachment com certeza é um daqueles discos capaz de encapsular o ouvinte em seu próprio universo musical.

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