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Resenha: Led Zeppelin - Presence (1976)

Por: Fábio Arthur

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Rock Pesado!
5
06/10/2018

O Led Zeppelin veio de uma jornada de turnês e discos gravados em conjunto com um sucesso estrondoso. Peter Grant (R.I.P.) empresário e um grande colaborador do grupo - um parceiro mesmo -, elevou o padrão da banda e fez com que conseguissem chegar ao extremo do sucesso. 

As mudanças ocorreram e foram nítidas desde começo de carreira, trouxeram inovações musicais e a desenvoltura dos músicos era algo admirável. Sendo esse, Presence, o sétimo disco de estúdio do grupo, vieram totalmente em uma direção diferenciada. 

Nesse período, o Led vinha de alguns projetos, como por exemplo o video ao vivo e o LP duplo The Song Remains The Same, da tour de 1973, mas que veio à luz do dia nessa fase por causa de edições e tantos outros fatores. 

Robert Plant gravou o disco em uma cadeira de rodas, já que sofreu com sua família um acidente na Grécia, mas o resultado final acabou ficando muito bom. A tonalidade usada por Robert para gravar acabou sendo mais levada para o grave e médios e ao vivo o vocalista já apresentava esse diferencial nos concertos. 

O disco, quando lançado, recebeu reações mistas entre a crítica de época, porém os fãs deram apoio total. O material veio das mãos de Plant e Page em sua maioria. Se o disco antecessor era calcado em uma vertente mais abrangente em termos de sons e estilos, aqui a banda focava e apostava no peso entre baixo, guitarra e bateria, sem os teclados pela primeira vez e as canções se dividiam entre o rock e blues com alguma pegada de soul, mas tudo muito mais cru. 

A Hipgnosis (Pink Floyd), foi a responsável pela arte de capa, dando um tom mais enigmático e simples por si só, demonstrando a crueza do momento. 

Ainda assim a banda seria uma fortaleza e a maior de sua época. "Achilles Last Stand¨", "For Your Life", "Nobody´s Fault But Mine" e "Tea For One" são faixas fascinantes e que mostram em cima da crueza citada. Um conteúdo muito digno. Bonham (R.I.P.) aqui está em um de seus momentos mais brilhantes, muito pesado e técnico, e Jones como sempre fazendo sua parte com maestria. Os arranjos de Page são ótimos, principalmente na primeira faixa. 

Enfim, rock é rock mesmo! 

Rock Pesado!
5
06/10/2018

O Led Zeppelin veio de uma jornada de turnês e discos gravados em conjunto com um sucesso estrondoso. Peter Grant (R.I.P.) empresário e um grande colaborador do grupo - um parceiro mesmo -, elevou o padrão da banda e fez com que conseguissem chegar ao extremo do sucesso. 

As mudanças ocorreram e foram nítidas desde começo de carreira, trouxeram inovações musicais e a desenvoltura dos músicos era algo admirável. Sendo esse, Presence, o sétimo disco de estúdio do grupo, vieram totalmente em uma direção diferenciada. 

Nesse período, o Led vinha de alguns projetos, como por exemplo o video ao vivo e o LP duplo The Song Remains The Same, da tour de 1973, mas que veio à luz do dia nessa fase por causa de edições e tantos outros fatores. 

Robert Plant gravou o disco em uma cadeira de rodas, já que sofreu com sua família um acidente na Grécia, mas o resultado final acabou ficando muito bom. A tonalidade usada por Robert para gravar acabou sendo mais levada para o grave e médios e ao vivo o vocalista já apresentava esse diferencial nos concertos. 

O disco, quando lançado, recebeu reações mistas entre a crítica de época, porém os fãs deram apoio total. O material veio das mãos de Plant e Page em sua maioria. Se o disco antecessor era calcado em uma vertente mais abrangente em termos de sons e estilos, aqui a banda focava e apostava no peso entre baixo, guitarra e bateria, sem os teclados pela primeira vez e as canções se dividiam entre o rock e blues com alguma pegada de soul, mas tudo muito mais cru. 

A Hipgnosis (Pink Floyd), foi a responsável pela arte de capa, dando um tom mais enigmático e simples por si só, demonstrando a crueza do momento. 

Ainda assim a banda seria uma fortaleza e a maior de sua época. "Achilles Last Stand¨", "For Your Life", "Nobody´s Fault But Mine" e "Tea For One" são faixas fascinantes e que mostram em cima da crueza citada. Um conteúdo muito digno. Bonham (R.I.P.) aqui está em um de seus momentos mais brilhantes, muito pesado e técnico, e Jones como sempre fazendo sua parte com maestria. Os arranjos de Page são ótimos, principalmente na primeira faixa. 

Enfim, rock é rock mesmo! 

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