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Resenha: Iron Maiden - Killers (1981)

Por: Fábio Arthur

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Pauleira
5
04/10/2018

O Iron Maiden entrou nos anos 80 com tudo, veio com sua estreia fantástica e se manteve com desenvoltura. Para o segundo disco, “Killers”, lançado em 1981, trouxe inovações, a começar pela substituição de Dennis Stratton (guitarra) por Adrian Smith (ex-Urchin), e do outro lado, conseguiram a contratação de Martin Birch para produção (Deep Purple, Black Sabbath entre outros), e assim chegaram em um nível superior para dar continuidade.

O disco, além de boa produção, conta com composições mais diretas, menos melódicas e soma dez faixas. O álbum manteve a banda em turnê por um bom período e os singles para o mesmo também foram colocados no mercado à disposição dos fãs. 

Uma curiosidade nesse disco, é que ele conta com duas músicas instrumentais e as letras ficaram ainda melhores, sendo baseadas em livros, filmes e assim por diante. Derek Riggs foi novamente contratado para realizar a arte e desta feita ele inseriu detalhes como gatos pretos rondando telhados e pessoas atrás de cortinas observando “Eddie” assassinar em plena cidade. Desse ponto em diante, a banda faria shows até no Japão e Europa, mas Paul Di ´Anno faria as suas últimas participações na banda; ele seria despedido antes do fim da “World Killer Tour”. 

Em se tratando do álbum em si, ele como um todo é muito bom, cada faixa tem sua essência e, na verdade, o grupo aqui se mostra muito entrosado e mais preparado do que outrora. “The Ides of March” inicia sendo uma das instrumentais já citada e é um deleite para chegar em “Wrathchild”, que já existia antes mesmo do primeiro disco ser lançado, essa fantástica, com uma pegada de baixo fenomenal e arranjos de guitarras fantásticos; além da voz de Paul que está radiante e firme. “Murders in the Rue Morgue”, baseada no conto de Edgar Allan Poe (escritor, poeta e redator), traz uma linha speed e pesada, essa foi tocada ao vivo mesmo na tour de 1982. “Another Life” foi usada ao vivo para antecipar o solo de Clive Burr  (R.I.P.) na bateria e “Genghis Khan” é outra pérola instrumental em que seu título e veia musical remete a história viva do passado. “Innocent Exile” novamente retorna com o baixo de Harris em polvorosa e é uma faixa das mais agradáveis do disco também. “Killers”, essa música nos brinda com sua letra ambiciosa e bem escrita, e os solos de guitarra, assim como a parte vocal, é muito bem conduzida, clássica realmente e foi tocada em outras tours do Maiden, anos depois. “Prodigal Son”, meio balada com violões e vocalizações acima de média, faz um diferencial no álbum. Na sequência, outra faixa bem speed e que rendeu outro single, “Purgatory”, forte nas batidas aceleradas e nos vocais cheios de gritos e drives. Na versão em CD, a canção single “Twilight Zone” aparece como bônus, mas em LP o disco termina com “Drifter” e suas nuances rítmicas de muito bom gosto diga-se, fazendo com que os fãs esperassem pelo próximo disco da banda. 

“Killers” é um disco forte, com a competência de músicos concentrados e amplamente bem elaborado. Esse marca como um dos preferidos dos críticos e fãs ao redor do mundo. 

Pauleira
5
04/10/2018

O Iron Maiden entrou nos anos 80 com tudo, veio com sua estreia fantástica e se manteve com desenvoltura. Para o segundo disco, “Killers”, lançado em 1981, trouxe inovações, a começar pela substituição de Dennis Stratton (guitarra) por Adrian Smith (ex-Urchin), e do outro lado, conseguiram a contratação de Martin Birch para produção (Deep Purple, Black Sabbath entre outros), e assim chegaram em um nível superior para dar continuidade.

O disco, além de boa produção, conta com composições mais diretas, menos melódicas e soma dez faixas. O álbum manteve a banda em turnê por um bom período e os singles para o mesmo também foram colocados no mercado à disposição dos fãs. 

Uma curiosidade nesse disco, é que ele conta com duas músicas instrumentais e as letras ficaram ainda melhores, sendo baseadas em livros, filmes e assim por diante. Derek Riggs foi novamente contratado para realizar a arte e desta feita ele inseriu detalhes como gatos pretos rondando telhados e pessoas atrás de cortinas observando “Eddie” assassinar em plena cidade. Desse ponto em diante, a banda faria shows até no Japão e Europa, mas Paul Di ´Anno faria as suas últimas participações na banda; ele seria despedido antes do fim da “World Killer Tour”. 

Em se tratando do álbum em si, ele como um todo é muito bom, cada faixa tem sua essência e, na verdade, o grupo aqui se mostra muito entrosado e mais preparado do que outrora. “The Ides of March” inicia sendo uma das instrumentais já citada e é um deleite para chegar em “Wrathchild”, que já existia antes mesmo do primeiro disco ser lançado, essa fantástica, com uma pegada de baixo fenomenal e arranjos de guitarras fantásticos; além da voz de Paul que está radiante e firme. “Murders in the Rue Morgue”, baseada no conto de Edgar Allan Poe (escritor, poeta e redator), traz uma linha speed e pesada, essa foi tocada ao vivo mesmo na tour de 1982. “Another Life” foi usada ao vivo para antecipar o solo de Clive Burr  (R.I.P.) na bateria e “Genghis Khan” é outra pérola instrumental em que seu título e veia musical remete a história viva do passado. “Innocent Exile” novamente retorna com o baixo de Harris em polvorosa e é uma faixa das mais agradáveis do disco também. “Killers”, essa música nos brinda com sua letra ambiciosa e bem escrita, e os solos de guitarra, assim como a parte vocal, é muito bem conduzida, clássica realmente e foi tocada em outras tours do Maiden, anos depois. “Prodigal Son”, meio balada com violões e vocalizações acima de média, faz um diferencial no álbum. Na sequência, outra faixa bem speed e que rendeu outro single, “Purgatory”, forte nas batidas aceleradas e nos vocais cheios de gritos e drives. Na versão em CD, a canção single “Twilight Zone” aparece como bônus, mas em LP o disco termina com “Drifter” e suas nuances rítmicas de muito bom gosto diga-se, fazendo com que os fãs esperassem pelo próximo disco da banda. 

“Killers” é um disco forte, com a competência de músicos concentrados e amplamente bem elaborado. Esse marca como um dos preferidos dos críticos e fãs ao redor do mundo. 

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