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Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 410

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O renascimento de Neil Peart
3
03/10/2018

Escolhido por muitos, como o patinho feio na discografia dos canadenses, Vapor Trails tem seu valor, guardando bons momentos. Entre os brasileiros a questão muda um pouco, já que a banda aportava por aqui em seu primeiro show. Então, a lembrança e a nostalgia, criaram um laço afetivo com disco, lançado meses antes dos históricos shows em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Não podemos esquecer que era um recomeço para o Rush, pelas trágicas "passagens" da esposa e da filha de Neil Peart. Um período triste, que só valeu pelos trabalhos solos de Alex Lifeson e Geddy Lee.
Outro ponto contestado era a mixagem, pela distorção exagerada e uma certa "sujeira" sonora. De minha parte, discordo, pois não sou muito adepto a produções cristalinas, entendo que algumas ficam mais artificiais que sorvetes de massa (aqueles, vendidos em maquinas de praça). E o remix em 2013, não obteve o efeito desejado.
No quesito criativo, as canções saíram espontaneamente em formas de improvisos aproveitados nas gravações, com trechos colados e obviamente corrigidos.
Os sintetizadores foram limados de vez, e os solos de Alex Lifeson quase que inexistem na forma convencional.
Creio que a grande falha, seja o numero de faixas em Vapor Trails, num total de treze!. Se o número caísse para dez, certamente o disco ganharia mais força, realçando as grandes faixas, pois algumas são desnecessárias na minha opinião, a exemplo de "How It Is", "Freeze (Part IV of "Fear")" e "Out of the Cradle".

Tirando as questões negativas, o que temos, é um bom álbum de rock. Os destaques se encontram em "One Little Victory", "The Stars Look Down", "Secret Touch" e a faixa homônima.

Outras pérolas estão na biográfica "Ghost Rider", e sua letra baseada no livro de Neil Peart, e sem esquecer "Earthshine", essa, presença garantida nos shows do trio. "Earthshine" ao vivo era tão poderosa quanto "One Little Victory", basta ouvir o solo de Lifeson e perceber o quão bem ele flui e captura os ouvintes. Quem conferiu o show em São Paulo ou acompanhou a banda em outras turnês, ainda tem suas notas ecoando na mente.

Ouça o disco pelo menos duas vezes, alguns detalhes passam despercebidos a primeira ouvida. Vapor Trails não é um clássico, mas ainda é Rush, e isso já basta para ganhar nosso respeito.

O renascimento de Neil Peart
3
03/10/2018

Escolhido por muitos, como o patinho feio na discografia dos canadenses, Vapor Trails tem seu valor, guardando bons momentos. Entre os brasileiros a questão muda um pouco, já que a banda aportava por aqui em seu primeiro show. Então, a lembrança e a nostalgia, criaram um laço afetivo com disco, lançado meses antes dos históricos shows em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Não podemos esquecer que era um recomeço para o Rush, pelas trágicas "passagens" da esposa e da filha de Neil Peart. Um período triste, que só valeu pelos trabalhos solos de Alex Lifeson e Geddy Lee.
Outro ponto contestado era a mixagem, pela distorção exagerada e uma certa "sujeira" sonora. De minha parte, discordo, pois não sou muito adepto a produções cristalinas, entendo que algumas ficam mais artificiais que sorvetes de massa (aqueles, vendidos em maquinas de praça). E o remix em 2013, não obteve o efeito desejado.
No quesito criativo, as canções saíram espontaneamente em formas de improvisos aproveitados nas gravações, com trechos colados e obviamente corrigidos.
Os sintetizadores foram limados de vez, e os solos de Alex Lifeson quase que inexistem na forma convencional.
Creio que a grande falha, seja o numero de faixas em Vapor Trails, num total de treze!. Se o número caísse para dez, certamente o disco ganharia mais força, realçando as grandes faixas, pois algumas são desnecessárias na minha opinião, a exemplo de "How It Is", "Freeze (Part IV of "Fear")" e "Out of the Cradle".

Tirando as questões negativas, o que temos, é um bom álbum de rock. Os destaques se encontram em "One Little Victory", "The Stars Look Down", "Secret Touch" e a faixa homônima.

Outras pérolas estão na biográfica "Ghost Rider", e sua letra baseada no livro de Neil Peart, e sem esquecer "Earthshine", essa, presença garantida nos shows do trio. "Earthshine" ao vivo era tão poderosa quanto "One Little Victory", basta ouvir o solo de Lifeson e perceber o quão bem ele flui e captura os ouvintes. Quem conferiu o show em São Paulo ou acompanhou a banda em outras turnês, ainda tem suas notas ecoando na mente.

Ouça o disco pelo menos duas vezes, alguns detalhes passam despercebidos a primeira ouvida. Vapor Trails não é um clássico, mas ainda é Rush, e isso já basta para ganhar nosso respeito.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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