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Resenha: Metallica - Ride The Lightning (1984)

Por: Fábio Arthur

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Diferencial no segundo disco
5
02/10/2018

O Metallica veio da linha do speed/thrash e, em seu segundo álbum, muito se questionou, principalmente os fãs. A banda viria diferente em Ride The Lightning, bem mais acertada, menos rápida, muito mais melodiosa e logicamente pesada também. 

O nome do disco na verdade é uma gíria para prisioneiros que estão condenados à cadeira elétrica e, nessa fase também, as mudanças viriam nas letras, tratando do desespero humano, do medo, das perdas e sofrimentos; está ai a ideia da arte de capa fenomenal do disco. 

O grupo preservou a linha thrash, mas se valeu de melodias e riffs mais ponderados, além de andamentos mais cadenciados. Esse foi um fator chave para alguns fãs ficarem desapontados na época; aqueles que eram mais radicais, no caso.

Produzido pela banda e por Flemming Rasmussen, o disco ainda não chega em ser bem polido, pois falta algo em alguns momentos, principalmente quando a bateria de Lars e seus dois bumbos reverberam de forma avassaladora, misturando-se com as linhas de guitarra e assim fazendo um amontoado de sonoridade extrema. No entanto, as linhas vocais de Hetfield ficaram bem equalizadas e o grupo conseguiu trazer também o peso do baixo de Cliff Burton (R.I.P.), sem perder a sonoridade. 

Esse foi também o último disco do Metallica em contar com alguma composição do ex-membro Dave Mustaine (Megadeth). Assim, o grupo seguia livre para poder se valer de suas novas ideais nos próximos discos. 

Logo de cara, com algo bem melódico, o disco abre diferente de seu debute e antecessor, “Fight Fire with Fire” é poderosa e mostra um som mais cadenciado não tão na linha speed, mas sim um peso alucinante e que empolga acertadamente, “Ride The Lightning” vem na sequência e que denota um riff muito bem tocado. Durante a canção, a variação de tempo ajuda a encorpar a faixa de forma acertada. Baseado no livro/filme, “For Whom the Bell Tolls” foi ignorada por Lars, que não queria a mesma no álbum, mas após ser gravado e com o disco pronto, ela se tornou um hit certeiro. Uma faixa pesada, que alia cadência e um ritmo bem definido. Em “Fade to Black” o grupo traz pela primeira vez uma balada - para desespero dos adeptos do puro thrash -, assim, a canção mostra toda competência e desenvoltura durante sua execução, brilhante na verdade e que culmina em passagens mais rápidas com dois bumbos certeiros de Lars. “Trapped Under Ice” vem na linha do primeiro disco, e em “Escape”, o novo seguimento volta em ser usado, com cadência e as linhas de guitarras palhetadas sendo notáveis e fortes. “Creeping Death”, que traz sua letra entre as passagens bíblicas da época do Faraó, vem ser uma das melhores do álbum, tanto no quesito letras como em som, propriamente dizendo; uma faixa clássica sem dúvida. O disco fecha com a instrumental que seria marca da banda por outros discos ainda, a faixa “The Call of Ktulu”, que seria outro ponto bastante inovador do grupo, naquele momento. 

Obviamente esse disco está entre os melhores do estilo, e da banda acaba sendo um dos preferidos dos fãs. A superação em relação ao disco de estreia fica latente logo de cara e o grupo seguiria em frente com mais mudanças ainda; no entanto por um certo tempo, sem deixar cair a qualidade. Ride The Lightning é um disco de alta qualidade e que marca o Metallica na história da música pesada.

Diferencial no segundo disco
5
02/10/2018

O Metallica veio da linha do speed/thrash e, em seu segundo álbum, muito se questionou, principalmente os fãs. A banda viria diferente em Ride The Lightning, bem mais acertada, menos rápida, muito mais melodiosa e logicamente pesada também. 

O nome do disco na verdade é uma gíria para prisioneiros que estão condenados à cadeira elétrica e, nessa fase também, as mudanças viriam nas letras, tratando do desespero humano, do medo, das perdas e sofrimentos; está ai a ideia da arte de capa fenomenal do disco. 

O grupo preservou a linha thrash, mas se valeu de melodias e riffs mais ponderados, além de andamentos mais cadenciados. Esse foi um fator chave para alguns fãs ficarem desapontados na época; aqueles que eram mais radicais, no caso.

Produzido pela banda e por Flemming Rasmussen, o disco ainda não chega em ser bem polido, pois falta algo em alguns momentos, principalmente quando a bateria de Lars e seus dois bumbos reverberam de forma avassaladora, misturando-se com as linhas de guitarra e assim fazendo um amontoado de sonoridade extrema. No entanto, as linhas vocais de Hetfield ficaram bem equalizadas e o grupo conseguiu trazer também o peso do baixo de Cliff Burton (R.I.P.), sem perder a sonoridade. 

Esse foi também o último disco do Metallica em contar com alguma composição do ex-membro Dave Mustaine (Megadeth). Assim, o grupo seguia livre para poder se valer de suas novas ideais nos próximos discos. 

Logo de cara, com algo bem melódico, o disco abre diferente de seu debute e antecessor, “Fight Fire with Fire” é poderosa e mostra um som mais cadenciado não tão na linha speed, mas sim um peso alucinante e que empolga acertadamente, “Ride The Lightning” vem na sequência e que denota um riff muito bem tocado. Durante a canção, a variação de tempo ajuda a encorpar a faixa de forma acertada. Baseado no livro/filme, “For Whom the Bell Tolls” foi ignorada por Lars, que não queria a mesma no álbum, mas após ser gravado e com o disco pronto, ela se tornou um hit certeiro. Uma faixa pesada, que alia cadência e um ritmo bem definido. Em “Fade to Black” o grupo traz pela primeira vez uma balada - para desespero dos adeptos do puro thrash -, assim, a canção mostra toda competência e desenvoltura durante sua execução, brilhante na verdade e que culmina em passagens mais rápidas com dois bumbos certeiros de Lars. “Trapped Under Ice” vem na linha do primeiro disco, e em “Escape”, o novo seguimento volta em ser usado, com cadência e as linhas de guitarras palhetadas sendo notáveis e fortes. “Creeping Death”, que traz sua letra entre as passagens bíblicas da época do Faraó, vem ser uma das melhores do álbum, tanto no quesito letras como em som, propriamente dizendo; uma faixa clássica sem dúvida. O disco fecha com a instrumental que seria marca da banda por outros discos ainda, a faixa “The Call of Ktulu”, que seria outro ponto bastante inovador do grupo, naquele momento. 

Obviamente esse disco está entre os melhores do estilo, e da banda acaba sendo um dos preferidos dos fãs. A superação em relação ao disco de estreia fica latente logo de cara e o grupo seguiria em frente com mais mudanças ainda; no entanto por um certo tempo, sem deixar cair a qualidade. Ride The Lightning é um disco de alta qualidade e que marca o Metallica na história da música pesada.

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