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Resenha: Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath (1973)

Por: Fábio Arthur

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Heavy Metal com conteúdo
5
02/10/2018

Quando lançou o primeiro disco, o Black Sabbath não imaginava que seria tão bem recebido e muito menos que o seu segundo disco venderia tanto. Para o terceiro disco, a mudança de som e produção foi significativa e animadora; seguindo em frente em seu Vol. 4, o grupo tinha os fãs ao seu lado, mas a crítica não era tão promissora assim. Mas, quando em 1973 chegaram às lojas o álbum Sabbath Bloody Sabbath, a situação inverteu totalmente. Agora, o grupo tinha respeito total de crítica com o seu quinto disco e o mesmo seria uma alavancada na carreira da banda.

A produção desta feita veio do próprio Sabbath e, nos seus 40 minutos seguintes, o que se ouve é realmente um heavy metal, com melodias incisivas, rock progressivo e experimental de alta qualidade. Tony Iommi na época estava desesperado para poder trazer algo motivador e um conteúdo que fosse satisfatório para a gravadora Vertigo. 
A partir de um riff estrondoso e rasgado, Iommi criaria a faixa-título e de abertura “Sabbath Bloody Sabbath” dando assim logo de cara, motivos de sobra para continuar na mesma pegada e revitalizar o som da banda. 

O álbum foi composto no Castelo Clearwell e gravado no Morgan Studios na cidade de Londres. Aqui, o que se nota realmente é que o grupo saia de uma situação apertada para um momento seguro entre composições e boa fama novamente. 

E a banda agora flertaria com o macabro novamente em suas artes, o responsável por essa foi Drew Struzan, que trouxe algo bem chamativo e assombroso, com detalhes como um homem em pesadelo e sendo atacado, além de uma caveira e simbologias inseridas ao seu redor. Mas, do outro lado, apresenta o oposto em calmaria e paz, sendo assim uma dualidade inspirada e que combina perfeitamente com as faixas do disco. 

Chegando em 4º lugar na Europa e 11º nos EUA, a banda se torna atração em California Jam de 1974, ao lado de Deep Purple e Emerson Lake & Palmer. Na verdade, o grupo tocaria mais cedo por ordem contratual e seria vista além da TV do país todo, mas também por 200 mil pessoas no local. 

Na gravação, o Sabbath se valeu de sintetizadores pela primeira vez em sua jornada, algo que deu muito certo e em outros momentos o uso de flautas e até mesmo um cravo deu margem a passagens ótimas e de muito bom gosto. 

O Black Sabbath chegou com um amadurecimento fantástico com esse álbum. A mudança aqui ocorreu em uma direção brilhante. Rick Wakeman (Yes) tocou em quatro faixas nesse disco, usando um Minimoog e Bill Ward utilizou em alguns momentos o tímpano e até um bongo, ou seja, a criatividade estava em alta. 

O melhor recomendado é ouvir esse clássico por inteiro, mas tem sim os destaques ao longo do disco, como a faixa-título “Sabbath Bloody Sabbath”, “A National Acrobat” - fantástica essa, “Sabbra Cadabra”, “Killing Yourself to Live” e “Spiral Artchitect”. 

Um disco motivador, com elementos fortes e acima de tudo mostra toda qualidade que os músicos tinham naquele momento e que vinham buscando na verdade, mas que precisaram sofrer as pressões da fama, gravadora e fãs para chegar em algum lugar. 

Esse é um álbum nota mil do Black Sabbath. 

Heavy Metal com conteúdo
5
02/10/2018

Quando lançou o primeiro disco, o Black Sabbath não imaginava que seria tão bem recebido e muito menos que o seu segundo disco venderia tanto. Para o terceiro disco, a mudança de som e produção foi significativa e animadora; seguindo em frente em seu Vol. 4, o grupo tinha os fãs ao seu lado, mas a crítica não era tão promissora assim. Mas, quando em 1973 chegaram às lojas o álbum Sabbath Bloody Sabbath, a situação inverteu totalmente. Agora, o grupo tinha respeito total de crítica com o seu quinto disco e o mesmo seria uma alavancada na carreira da banda.

A produção desta feita veio do próprio Sabbath e, nos seus 40 minutos seguintes, o que se ouve é realmente um heavy metal, com melodias incisivas, rock progressivo e experimental de alta qualidade. Tony Iommi na época estava desesperado para poder trazer algo motivador e um conteúdo que fosse satisfatório para a gravadora Vertigo. 
A partir de um riff estrondoso e rasgado, Iommi criaria a faixa-título e de abertura “Sabbath Bloody Sabbath” dando assim logo de cara, motivos de sobra para continuar na mesma pegada e revitalizar o som da banda. 

O álbum foi composto no Castelo Clearwell e gravado no Morgan Studios na cidade de Londres. Aqui, o que se nota realmente é que o grupo saia de uma situação apertada para um momento seguro entre composições e boa fama novamente. 

E a banda agora flertaria com o macabro novamente em suas artes, o responsável por essa foi Drew Struzan, que trouxe algo bem chamativo e assombroso, com detalhes como um homem em pesadelo e sendo atacado, além de uma caveira e simbologias inseridas ao seu redor. Mas, do outro lado, apresenta o oposto em calmaria e paz, sendo assim uma dualidade inspirada e que combina perfeitamente com as faixas do disco. 

Chegando em 4º lugar na Europa e 11º nos EUA, a banda se torna atração em California Jam de 1974, ao lado de Deep Purple e Emerson Lake & Palmer. Na verdade, o grupo tocaria mais cedo por ordem contratual e seria vista além da TV do país todo, mas também por 200 mil pessoas no local. 

Na gravação, o Sabbath se valeu de sintetizadores pela primeira vez em sua jornada, algo que deu muito certo e em outros momentos o uso de flautas e até mesmo um cravo deu margem a passagens ótimas e de muito bom gosto. 

O Black Sabbath chegou com um amadurecimento fantástico com esse álbum. A mudança aqui ocorreu em uma direção brilhante. Rick Wakeman (Yes) tocou em quatro faixas nesse disco, usando um Minimoog e Bill Ward utilizou em alguns momentos o tímpano e até um bongo, ou seja, a criatividade estava em alta. 

O melhor recomendado é ouvir esse clássico por inteiro, mas tem sim os destaques ao longo do disco, como a faixa-título “Sabbath Bloody Sabbath”, “A National Acrobat” - fantástica essa, “Sabbra Cadabra”, “Killing Yourself to Live” e “Spiral Artchitect”. 

Um disco motivador, com elementos fortes e acima de tudo mostra toda qualidade que os músicos tinham naquele momento e que vinham buscando na verdade, mas que precisaram sofrer as pressões da fama, gravadora e fãs para chegar em algum lugar. 

Esse é um álbum nota mil do Black Sabbath. 

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