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Resenha: Whitesnake - Ready An' Willing (1980)

Por: Márcio Chagas

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Album Cover
A cobra branca apresenta seu veneno mais potente
5
02/10/2018

Houve uma época muito antes do laquê nos cabelos e dos hits em propagandas de cigarros que o grupo liderado por David Coverdale fazia um hard rock bem estruturado e amplamente influenciado pelo blues e o soul. Nessa época o cantor sabia dosar os elementos na criação da canção sem deixar transparecer certos excessos ampliados no decorrer da década. Ready An' Willing é o ápice dessa época de ouro do grupo.

O Nome do Vocalista David Coverdale sempre esteve amplamente ligado ao Deep Purple, mas neste álbum temos 3/6 do citado grupo, ou seja, metade do line up vinha da antiga banda. Além de Coverdale nos vocais, o Whitesnake contava ainda com Jon Lord nos pianos e teclados, Ian Paice quebrando tudo na bateria, além da dupla de guitarristas Mick Moody e Bernie Marsden e do baixista Neil Murray, sempre seguro em seu instrumento. Para deixar o grupo ainda com mais cara do velho Purple foi recrutado o produtor Martin Birtch, para auxiliar a banda e cuidar da mixagem.

Birtch optou por usar no álbum a sonoridade conhecida como “flat”, que é quando a resposta de freqüência é plana, sem ênfases em nenhuma região específica de freqüências. Ou seja, o equipamento não adiciona ou atenua nenhuma freqüência por conta própria. Tudo bem que nos dias
de hoje é fácil conseguir esse tipo de sonoridade quando se deseja, mas não se esqueça que estamos falando de um disco gravado há praticamente 40 anos!

O grupo gravou o trabalho de maneira rápida, entraram em estúdio em dezembro de 1979 e em janeiro do ano seguinte as gravações se findaram, e Mr. David Coverdale possuía em suas mãos o mais inspirado, rebuscado e homogêneo álbum do grupo até os dias de hoje, conseguindo se colocar pela primeira vez no top 100 da Billboard.


 O trabalho se inicia com "Fool for Your Loving", maior e mais conhecido hit do grupo. A entrada da banda com riff de guitarra amparada pela voz de Coverdale encharcada de whisky barato,  mostra o quão afiado e coeso estava o grupo. Como se não bastasse, a música possui um solo pra lá de passional.

Em "Sweet Talker", a guitarra com slide abre a canção, com boa cozinha e Coverdale cantando como nunca notas altas que,  infelizmente  nunca mais alcançará. Essa faixa ê um prelúdio do que o grupo faria nos anos seguintes. Destaque pra Lord fervendo os teclados.

A faixa-título é um soft hard que funcionava super bem ao vivo, com Coverdale mexendo com os hormônios femininos ao cantar "sweet satisfaction" de maneira sexy e provocante.

"Carry Your Load" é uma boa canção midi tempo bem característica que sempre aparece em todas as fases do grupo. Com refrão pegajoso e vozes sobrepostas em coro para o vocalista poder trazer a tona todo seu potencial.

"Blindman" é um tema regravado do primeiro disco solo de Coverdale que leva o nome do grupo. Porém aqui há muito mais punch e groove. Começa com dedilhado de guitarra sobrepondo a voz do líder, que canta em tons mais graves. É quase uma balada, que vai tomando corpo no decorrer da
música.

 Na faixa seguinte, "Ain't Gonna Cry No More", os violões dão o tom da introdução lado a lado com a voz suave de David. Como sempre acontece nas músicas do grupo, o tema vai crescendo atingindo seu ápice no refrão, com entrada de guitarras e a potente voz de Coverdale se sobressaindo novamente. O solo de slide de Mick Moody é um dos melhores do álbum.

 "Love Man" é um tema  encharcado de blues, com todas as referências do estilo, inclusive o solo.

 A rollingstoneana "Black and Blue" é um boogie gravado ao vivo com um trabalho de piano sensacional.

Encerrando o álbum  temos "She's a Woman", uma daquelas canções passionais que Coverdale adora exercitar seus dotes vocais e por que não dizer todo seu sexy appeal.

Este trabalho elevou o nome do grupo, que pela primeira vez realizou uma turnê norte-americana sendo a banda de abertura do Jethro Tull. Uma pena que o grupo americanizaria seu som, deixando de lado o estilo hard blues para aproximar do rentável hard rock americano dos anos 80.

A cobra branca apresenta seu veneno mais potente
5
02/10/2018

Houve uma época muito antes do laquê nos cabelos e dos hits em propagandas de cigarros que o grupo liderado por David Coverdale fazia um hard rock bem estruturado e amplamente influenciado pelo blues e o soul. Nessa época o cantor sabia dosar os elementos na criação da canção sem deixar transparecer certos excessos ampliados no decorrer da década. Ready An' Willing é o ápice dessa época de ouro do grupo.

O Nome do Vocalista David Coverdale sempre esteve amplamente ligado ao Deep Purple, mas neste álbum temos 3/6 do citado grupo, ou seja, metade do line up vinha da antiga banda. Além de Coverdale nos vocais, o Whitesnake contava ainda com Jon Lord nos pianos e teclados, Ian Paice quebrando tudo na bateria, além da dupla de guitarristas Mick Moody e Bernie Marsden e do baixista Neil Murray, sempre seguro em seu instrumento. Para deixar o grupo ainda com mais cara do velho Purple foi recrutado o produtor Martin Birtch, para auxiliar a banda e cuidar da mixagem.

Birtch optou por usar no álbum a sonoridade conhecida como “flat”, que é quando a resposta de freqüência é plana, sem ênfases em nenhuma região específica de freqüências. Ou seja, o equipamento não adiciona ou atenua nenhuma freqüência por conta própria. Tudo bem que nos dias
de hoje é fácil conseguir esse tipo de sonoridade quando se deseja, mas não se esqueça que estamos falando de um disco gravado há praticamente 40 anos!

O grupo gravou o trabalho de maneira rápida, entraram em estúdio em dezembro de 1979 e em janeiro do ano seguinte as gravações se findaram, e Mr. David Coverdale possuía em suas mãos o mais inspirado, rebuscado e homogêneo álbum do grupo até os dias de hoje, conseguindo se colocar pela primeira vez no top 100 da Billboard.


 O trabalho se inicia com "Fool for Your Loving", maior e mais conhecido hit do grupo. A entrada da banda com riff de guitarra amparada pela voz de Coverdale encharcada de whisky barato,  mostra o quão afiado e coeso estava o grupo. Como se não bastasse, a música possui um solo pra lá de passional.

Em "Sweet Talker", a guitarra com slide abre a canção, com boa cozinha e Coverdale cantando como nunca notas altas que,  infelizmente  nunca mais alcançará. Essa faixa ê um prelúdio do que o grupo faria nos anos seguintes. Destaque pra Lord fervendo os teclados.

A faixa-título é um soft hard que funcionava super bem ao vivo, com Coverdale mexendo com os hormônios femininos ao cantar "sweet satisfaction" de maneira sexy e provocante.

"Carry Your Load" é uma boa canção midi tempo bem característica que sempre aparece em todas as fases do grupo. Com refrão pegajoso e vozes sobrepostas em coro para o vocalista poder trazer a tona todo seu potencial.

"Blindman" é um tema regravado do primeiro disco solo de Coverdale que leva o nome do grupo. Porém aqui há muito mais punch e groove. Começa com dedilhado de guitarra sobrepondo a voz do líder, que canta em tons mais graves. É quase uma balada, que vai tomando corpo no decorrer da
música.

 Na faixa seguinte, "Ain't Gonna Cry No More", os violões dão o tom da introdução lado a lado com a voz suave de David. Como sempre acontece nas músicas do grupo, o tema vai crescendo atingindo seu ápice no refrão, com entrada de guitarras e a potente voz de Coverdale se sobressaindo novamente. O solo de slide de Mick Moody é um dos melhores do álbum.

 "Love Man" é um tema  encharcado de blues, com todas as referências do estilo, inclusive o solo.

 A rollingstoneana "Black and Blue" é um boogie gravado ao vivo com um trabalho de piano sensacional.

Encerrando o álbum  temos "She's a Woman", uma daquelas canções passionais que Coverdale adora exercitar seus dotes vocais e por que não dizer todo seu sexy appeal.

Este trabalho elevou o nome do grupo, que pela primeira vez realizou uma turnê norte-americana sendo a banda de abertura do Jethro Tull. Uma pena que o grupo americanizaria seu som, deixando de lado o estilo hard blues para aproximar do rentável hard rock americano dos anos 80.

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