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Resenha: Slayer - South Of Heaven (1988)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Obra-prima
5
01/10/2018

O Slayer manteve seu nome dignamente desde os primórdios de sua carreira e, enquanto foram lançando discos, também as vertentes inseridas ao mesmo, acabaram se diferenciando a cada álbum. 

Após Reign In Blood, de 1986, a banda tinha aumentado seu casting de fãs e, agora em uma gravadora de maior porte, eles estavam em alta como uma banda firme e com turnês agendadas. 

Vindo de uma pegada diferente do disco anterior, o grupo chega ao seu quarto álbum de estúdio e, novamente, trariam algo de concreto e bem elaborado. Para alguns poucos fãs daquele momento, a banda acabou por se perder, mas, em termos de crítica, a coisa ficou meio dividida. O importante é que até na Europa a banda foi bem em vendagem e aceitação. Assim, seguiram em frente.

Rick Rubin novamente produziu o grupo e manteve o nível de qualidade. Aqui, a banda mudaria algo, como por exemplo as afinações um pouco mais baixas e algumas partes de faixas que tiveram passagens sem as distorções de guitarra tão clássicas dentro do metal pesado. 

Larry Carroll cuidou da arte de capa, trazendo aquele estilo marcado em Reign In Blood, e entre sangue, caveiras e tantas outras formas, a banda aproveitou para alfinetar a Igreja Católica e a religião como um todo. 

South of Heaven nasceu na calmaria, mas em absoluto nas faixas e mesclando o disco antecessor com o novo momento. Nos 36 minutos que se seguem, o que se vê é realmente uma imponência musical firme, com maestria conduzem as composições e diga-se justamente que Jeff Hanneman (R.I.P.) manteve a qualidade surpreendente de suas ideias. A bateria de Lombardo é fenomenal, no mínimo, e Tom e Kerry trazem realmente o complemento acertado para a banda. 

As formas South of Heaven nos remetem a um novo Slayer, mas não distante do que a banda criou, simplesmente a banda deu a direção alternada do que havia feito dois anos antes, mas sem perder a essência do que já era característico. 

O álbum funciona bem desde seu começo com a faixa-título e uma das melhores da banda, “South of Heaven” com seu ritmo cadenciado e riffs com arranjos bem elaborados. “Silent Screams” traz o Slayer mais speed e por si só também é um dos pontos altos do álbum. “Live Undead” e “Behind the Crooked Cross” são duas faixas que deixam o ouvinte alucinado e a desenvoltura entre a bateria e as guitarras é algo fantástico. “Mandatory Suicide”, outro clássico do disco e realmente merece destaque. A volta ao disco anterior acontece com “Ghost of War”, brilhante em sua pegada firme, thrash de primeira em poucos minutos de canção. “Read Between the Lies” continua com a cadência mas sem deixar de ter a identidade da banda, que seria uma vertente aplicada no disco sucessor do grupo. “Cleanse the Soul” remete ao som característico do álbum, em que as passagens mais pesadas estão presentes; e para a surpresa de muitos, uma cover do Judas Priest, a canção “Dissident Aggressor”, muito bem direcionada e combinou com a sonoridade do grupo e mesmo coma voz de Araya. Por fim, “Spill the Blood”, com suas passagens melodiosas e uma bateria marcada que traz uma vocalização mais branda, fecha o disco com chave de ouro, sendo essa também uma das melhores do álbum. 

Mesmo não mantendo a veia de outrora o Slayer conseguiu aqui impor sua qualidade e mostrar que, mesmo mudando o direcionamento, não deixou de ser metal e nem mesmo saiu do caminho. Esse é um disco que tem que ser ouvido por inteiro. Obviamente existem as faixas preferidas, mas, ainda assim, conseguimos um alto padrão com South of Heaven. 

Obra-prima
5
01/10/2018

O Slayer manteve seu nome dignamente desde os primórdios de sua carreira e, enquanto foram lançando discos, também as vertentes inseridas ao mesmo, acabaram se diferenciando a cada álbum. 

Após Reign In Blood, de 1986, a banda tinha aumentado seu casting de fãs e, agora em uma gravadora de maior porte, eles estavam em alta como uma banda firme e com turnês agendadas. 

Vindo de uma pegada diferente do disco anterior, o grupo chega ao seu quarto álbum de estúdio e, novamente, trariam algo de concreto e bem elaborado. Para alguns poucos fãs daquele momento, a banda acabou por se perder, mas, em termos de crítica, a coisa ficou meio dividida. O importante é que até na Europa a banda foi bem em vendagem e aceitação. Assim, seguiram em frente.

Rick Rubin novamente produziu o grupo e manteve o nível de qualidade. Aqui, a banda mudaria algo, como por exemplo as afinações um pouco mais baixas e algumas partes de faixas que tiveram passagens sem as distorções de guitarra tão clássicas dentro do metal pesado. 

Larry Carroll cuidou da arte de capa, trazendo aquele estilo marcado em Reign In Blood, e entre sangue, caveiras e tantas outras formas, a banda aproveitou para alfinetar a Igreja Católica e a religião como um todo. 

South of Heaven nasceu na calmaria, mas em absoluto nas faixas e mesclando o disco antecessor com o novo momento. Nos 36 minutos que se seguem, o que se vê é realmente uma imponência musical firme, com maestria conduzem as composições e diga-se justamente que Jeff Hanneman (R.I.P.) manteve a qualidade surpreendente de suas ideias. A bateria de Lombardo é fenomenal, no mínimo, e Tom e Kerry trazem realmente o complemento acertado para a banda. 

As formas South of Heaven nos remetem a um novo Slayer, mas não distante do que a banda criou, simplesmente a banda deu a direção alternada do que havia feito dois anos antes, mas sem perder a essência do que já era característico. 

O álbum funciona bem desde seu começo com a faixa-título e uma das melhores da banda, “South of Heaven” com seu ritmo cadenciado e riffs com arranjos bem elaborados. “Silent Screams” traz o Slayer mais speed e por si só também é um dos pontos altos do álbum. “Live Undead” e “Behind the Crooked Cross” são duas faixas que deixam o ouvinte alucinado e a desenvoltura entre a bateria e as guitarras é algo fantástico. “Mandatory Suicide”, outro clássico do disco e realmente merece destaque. A volta ao disco anterior acontece com “Ghost of War”, brilhante em sua pegada firme, thrash de primeira em poucos minutos de canção. “Read Between the Lies” continua com a cadência mas sem deixar de ter a identidade da banda, que seria uma vertente aplicada no disco sucessor do grupo. “Cleanse the Soul” remete ao som característico do álbum, em que as passagens mais pesadas estão presentes; e para a surpresa de muitos, uma cover do Judas Priest, a canção “Dissident Aggressor”, muito bem direcionada e combinou com a sonoridade do grupo e mesmo coma voz de Araya. Por fim, “Spill the Blood”, com suas passagens melodiosas e uma bateria marcada que traz uma vocalização mais branda, fecha o disco com chave de ouro, sendo essa também uma das melhores do álbum. 

Mesmo não mantendo a veia de outrora o Slayer conseguiu aqui impor sua qualidade e mostrar que, mesmo mudando o direcionamento, não deixou de ser metal e nem mesmo saiu do caminho. Esse é um disco que tem que ser ouvido por inteiro. Obviamente existem as faixas preferidas, mas, ainda assim, conseguimos um alto padrão com South of Heaven. 

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