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Resenha: Yes - Magnification (2001)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
Resgatando as glórias do passado
3.5
30/09/2018

Vindo de dois trabalhos fracos, vide o patético Open Your Eyes (1998) e a volta mais progressiva com o confuso The Ladder (1999), era fácil sacar que o Yes estava mais perdido do que surdo em bingo. 
A resposta tinha que vir rápido, e veio com Magnification. Obra que aposta no apoio da orquestra, como quinto elemento.
A saída do tecladista Igor Khoroshev nem foi percebida, pudera, sua participação nos últimos discos do Yes, é bem discreta. Diria que a melodia criada por Allan White nos pianos de "In The Presence Of", valiam por todo o trabalho do russo com o Yes. Tudo bem, os músicos conduzidos por Larry Groupe supriram o vácuo deixado pelos teclados, dando de quebra, ares épicos ao disco.
Alem de bons refrães, as canções tinham começo, meio e fim, ao contrário do álbum anterior, não sendo sacrificante ouvir Magnification por duas vezes seguidas, os detalhes iam se revelando a cada audição.

A faixa título encaixa perfeitamente com os arranjos de cordas, num equilíbrio perfeito entre o clássico som dos anos setenta e o atual. O timbre emitido por Steve Howe, mergulha na onda de Going For The One, deixando o nostálgico fã, com sorriso de orelha a orelha.

"Spirits of Survivor" surpreende pela simplicidade da seção rítmica, com o baixo fazendo looping, numa progressão bem acentuada em conjunto com as leves orquestrações.

"Don't Go" marca lado o lado mais pop, ora esquecido com a volta de Steve Howe. Cheia de vocalizações e um tanto trivial, para os padrões do Yes, a trilha agradará em cheio os amantes da fase clássica e também do reciclado 90125.

A música clássica contemporânea é explorada na longa e cinematográfica introdução de "Give Love Each Day". Bem agradável de se ouvir, a grandiosa canção, cativa naturalmente o ouvinte.

"Can You Imagine" é a antiga "Can You See" do projeto XYZ (iniciais de ex Yes e Led Zeppelin).
Repaginada e agora com arranjos de cordas substituindo as guitarras de Jimmy Page, "Can You Imagine" teve a merecida segunda chance, ganhando um sopro divino com a decente gravação. Os vocais de Chris Squire foram mantidos.

A modulante e bela "Dream Time" tem uma certa atmosfera exótica de música árabe, muito rica no conceito musical. Esses projetos de rock com filarmônica, são interessantes, porem, tem se a impressão que a banda fica distante da orquestra, como algo imiscível. O que não acontece em Magnification, onde tudo se complementa em um só corpo.

"In The Presence Of" nasceu clássica. Coloca-la entre as dez melhores canções do Yes, não seria nenhum exagero. Beira a perfeição, tanto na melodia sublime do piano / voz e guitarras em lap steel, passando pelo contrabaixo formidável de Chris Squire, e a conclusão de uma letra inspiradíssima. Era o Yes renascido e recuperado dos fracassos anteriores.
Vale conferir as não citadas "We Agree", "Soft as a Dove" e "Time Is Time".

Resgatando as glórias do passado
3.5
30/09/2018

Vindo de dois trabalhos fracos, vide o patético Open Your Eyes (1998) e a volta mais progressiva com o confuso The Ladder (1999), era fácil sacar que o Yes estava mais perdido do que surdo em bingo. 
A resposta tinha que vir rápido, e veio com Magnification. Obra que aposta no apoio da orquestra, como quinto elemento.
A saída do tecladista Igor Khoroshev nem foi percebida, pudera, sua participação nos últimos discos do Yes, é bem discreta. Diria que a melodia criada por Allan White nos pianos de "In The Presence Of", valiam por todo o trabalho do russo com o Yes. Tudo bem, os músicos conduzidos por Larry Groupe supriram o vácuo deixado pelos teclados, dando de quebra, ares épicos ao disco.
Alem de bons refrães, as canções tinham começo, meio e fim, ao contrário do álbum anterior, não sendo sacrificante ouvir Magnification por duas vezes seguidas, os detalhes iam se revelando a cada audição.

A faixa título encaixa perfeitamente com os arranjos de cordas, num equilíbrio perfeito entre o clássico som dos anos setenta e o atual. O timbre emitido por Steve Howe, mergulha na onda de Going For The One, deixando o nostálgico fã, com sorriso de orelha a orelha.

"Spirits of Survivor" surpreende pela simplicidade da seção rítmica, com o baixo fazendo looping, numa progressão bem acentuada em conjunto com as leves orquestrações.

"Don't Go" marca lado o lado mais pop, ora esquecido com a volta de Steve Howe. Cheia de vocalizações e um tanto trivial, para os padrões do Yes, a trilha agradará em cheio os amantes da fase clássica e também do reciclado 90125.

A música clássica contemporânea é explorada na longa e cinematográfica introdução de "Give Love Each Day". Bem agradável de se ouvir, a grandiosa canção, cativa naturalmente o ouvinte.

"Can You Imagine" é a antiga "Can You See" do projeto XYZ (iniciais de ex Yes e Led Zeppelin).
Repaginada e agora com arranjos de cordas substituindo as guitarras de Jimmy Page, "Can You Imagine" teve a merecida segunda chance, ganhando um sopro divino com a decente gravação. Os vocais de Chris Squire foram mantidos.

A modulante e bela "Dream Time" tem uma certa atmosfera exótica de música árabe, muito rica no conceito musical. Esses projetos de rock com filarmônica, são interessantes, porem, tem se a impressão que a banda fica distante da orquestra, como algo imiscível. O que não acontece em Magnification, onde tudo se complementa em um só corpo.

"In The Presence Of" nasceu clássica. Coloca-la entre as dez melhores canções do Yes, não seria nenhum exagero. Beira a perfeição, tanto na melodia sublime do piano / voz e guitarras em lap steel, passando pelo contrabaixo formidável de Chris Squire, e a conclusão de uma letra inspiradíssima. Era o Yes renascido e recuperado dos fracassos anteriores.
Vale conferir as não citadas "We Agree", "Soft as a Dove" e "Time Is Time".

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