Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Ozzy - Bark At The Moon (1983)

Por: Fábio Arthur

Acessos: 216

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
A Fase de Ouro do Madman
5
29/09/2018

Ozzy Osbourne passou por momentos difíceis após o falecimento de Randy Rhoads. Para o seu lugar, foi encontrado um substituto para continuar a tour de Diary of a Madman, o guitar hero Brad Gillis. Mas, com o fim dos concertos e Ozzy ainda sentindo a dura perda, o cast mudou novamente. 

Um tempo depois, já em fase de composições, a equipe e Ozzy se reuniu para gravar o que viria a ser Bark at the Moon, bem mais comercial e que mesmo assim cairia no gosto do público e crítica, obtendo vendas significativas. Dando continuidade à tour anterior, para essa nova empreitada, também haveria um palco enorme como a um castelo e toda a produção possível dentro do mesmo. Jack E. Lee agora era o guitarrista oficial e muito diferente de Rhoads, mas um talento fenomenal também. 

Don Airey (hoje Deep Purple) nos teclados, cumpriu a tarefa de manter um nível mais glam com as firulas do metal, por isso o disco é permeado por teclados, sintetizadores modernos de época e enfim, a direção ficou extremamente voltada ao hard mesmo. Bob Daysle compositor e baixista gravou o disco e saiu em tour também, e Tommy Aldridge (hoje Whitesnake) mandou bem por detrás da bateria. Ainda assim, haveriam vídeos e singles, além logicamente das canções nas rádios; os americanos abraçaram Ozzy e a banda.

O grupo chegou em 1985 vir ao Rock in Rio completar turnê de Bark at the Moon, já que ainda estavam em processo de composição que viria a ser o disco de 1986; então, se vê que a tour foi extensa e manteve o sucesso e auge previsto pela gravadora. 

Ozzy, agora era gigante, maior que sua ex-banda o Sabbath e tinha como abertura Motley Crue e Metallica também, por inúmeras vezes. 

A abertura com a faixa-título é perfeita e de longe a melhor música do disco, “Bark at the Moon” consegue arrepiar mediante a arranjos, solos e riffs, além do refrão simples e motivador.  “You´re No Different”, uma peça que transita entre uma balada e um rock cadenciado, muito digna e bem direcionada. “Now you See It, Now you Don´t” segue a linha hard com um pouco de peso e consegue manter o nível bom do álbum. “Centre of Eternity” chega com um coro de vozes sintetizadas e nos dá a impressão que estamos em um monastério, sua linha chega pesada, como a um speed e ao vivo serviu de sequência para o solo de bateria de Aldridge. A canção “So Tired” foi uma obrigação da gravadora que insistia numa baladinha e Ozzy fez até vídeo clipe para a mesma, mas contra sua vontade e ainda a música virou single; apostaram muito na mesma, porém não fez tanto sucesso quanto as já citadas, mas chamou atenção do público em partes. “Slow Down” é bem forte, com refrão gostoso de ouvir, mas o teclado comanda a empreitada por maior parte da canção; e o fim do disco se dá com “Waiting For Darkness”, muito boa, causa uma impressão de voltarmos aos discos anteriores de Ozzy e fecha com eficiência o álbum.

Ozzy Osbourne dessa fase chegou bem forte, lado a lado com os grandes do metal. Seu cast de músicos foi mudando durante a década e seu som também, mas nesse momento de sua carreira, ele foi brilhante, no mínimo.

A Fase de Ouro do Madman
5
29/09/2018

Ozzy Osbourne passou por momentos difíceis após o falecimento de Randy Rhoads. Para o seu lugar, foi encontrado um substituto para continuar a tour de Diary of a Madman, o guitar hero Brad Gillis. Mas, com o fim dos concertos e Ozzy ainda sentindo a dura perda, o cast mudou novamente. 

Um tempo depois, já em fase de composições, a equipe e Ozzy se reuniu para gravar o que viria a ser Bark at the Moon, bem mais comercial e que mesmo assim cairia no gosto do público e crítica, obtendo vendas significativas. Dando continuidade à tour anterior, para essa nova empreitada, também haveria um palco enorme como a um castelo e toda a produção possível dentro do mesmo. Jack E. Lee agora era o guitarrista oficial e muito diferente de Rhoads, mas um talento fenomenal também. 

Don Airey (hoje Deep Purple) nos teclados, cumpriu a tarefa de manter um nível mais glam com as firulas do metal, por isso o disco é permeado por teclados, sintetizadores modernos de época e enfim, a direção ficou extremamente voltada ao hard mesmo. Bob Daysle compositor e baixista gravou o disco e saiu em tour também, e Tommy Aldridge (hoje Whitesnake) mandou bem por detrás da bateria. Ainda assim, haveriam vídeos e singles, além logicamente das canções nas rádios; os americanos abraçaram Ozzy e a banda.

O grupo chegou em 1985 vir ao Rock in Rio completar turnê de Bark at the Moon, já que ainda estavam em processo de composição que viria a ser o disco de 1986; então, se vê que a tour foi extensa e manteve o sucesso e auge previsto pela gravadora. 

Ozzy, agora era gigante, maior que sua ex-banda o Sabbath e tinha como abertura Motley Crue e Metallica também, por inúmeras vezes. 

A abertura com a faixa-título é perfeita e de longe a melhor música do disco, “Bark at the Moon” consegue arrepiar mediante a arranjos, solos e riffs, além do refrão simples e motivador.  “You´re No Different”, uma peça que transita entre uma balada e um rock cadenciado, muito digna e bem direcionada. “Now you See It, Now you Don´t” segue a linha hard com um pouco de peso e consegue manter o nível bom do álbum. “Centre of Eternity” chega com um coro de vozes sintetizadas e nos dá a impressão que estamos em um monastério, sua linha chega pesada, como a um speed e ao vivo serviu de sequência para o solo de bateria de Aldridge. A canção “So Tired” foi uma obrigação da gravadora que insistia numa baladinha e Ozzy fez até vídeo clipe para a mesma, mas contra sua vontade e ainda a música virou single; apostaram muito na mesma, porém não fez tanto sucesso quanto as já citadas, mas chamou atenção do público em partes. “Slow Down” é bem forte, com refrão gostoso de ouvir, mas o teclado comanda a empreitada por maior parte da canção; e o fim do disco se dá com “Waiting For Darkness”, muito boa, causa uma impressão de voltarmos aos discos anteriores de Ozzy e fecha com eficiência o álbum.

Ozzy Osbourne dessa fase chegou bem forte, lado a lado com os grandes do metal. Seu cast de músicos foi mudando durante a década e seu som também, mas nesse momento de sua carreira, ele foi brilhante, no mínimo.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Ozzy

Album Cover

Ozzy - The Ultimate Sin (1986)

Na era Glam
4.5
Por: Fábio Arthur
13/11/2018
Album Cover

Ozzy - Diary Of A Madman (1981)

A Ascensão do Madman
5
Por: Fábio Arthur
12/09/2018
Album Cover

Ozzy - Bark At The Moon (1983)

O auge do Madman
5
Por: Marcel Z. Dio
01/12/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Maya - Egophilia (2018)

Peso e variedade de estilos em um ótimo lançamento nacional
4
Por: André Luiz Paiz
09/10/2018
Album Cover

Iron Maiden - Seventh Son Of A Seventh Son (1988)

O Iron Maiden no ápice da sua realização artística
5
Por: Tiago Meneses
30/04/2018
Album Cover

Iron Maiden - Piece Of Mind (1983)

Pesado e clássico
5
Por: Fábio Arthur
08/11/2018