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Resenha: Iron Maiden - The Number Of The Beast (1982)

Por: Fábio Arthur

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Daqui para a eternidade
5
28/09/2018

Conseguir um contrato para três discos não é tarefa das mais fáceis. Rod Smallwood obteve sucesso nas negociações no começo da década de 80, mas, na verdade, um dos chefões da EMI havia tentado assistir ao shows do Maiden, nos precários bares noturnos da Inglaterra. O que ocorreu foi enorme surpresa ao perceber que a banda já tinha milhares de fãs, mesmo somente com apenas o disco caseiro, gravado com poucas faixas e intitulado de The Soundhouse Tapes. Desse momento em diante, Smallwood e os diretores da gravadora, teriam um contrato sadio e promissor; pelos menos para a banda naquele momento. 

O primeiro álbum trouxe o reforço que o grupo precisava e, apesar de uma produção mais fraca, ainda assim a banda era notável e se fazia em condições de trilhar o sucesso. Na sequência o disco Killers, trouxe uma produção justa e profissional de Martin Birch (Black Sabbath e Deep Purple), e a banda conseguiu se firmar ainda mais no seu caminho. 

Tempos depois, ainda em turnê e, como nada é perfeito, o Iron Maiden se viu em percalços, quando as atitudes desenfreadas do vocalista Paul Di´Anno começaram a interferir nos projetos da banda. Rod Smallwood, sendo um homem de visão e tendo percebido que o grupo tinha potencial, resolveu mudar ainda mais as coisas dentro da banda, e não somente ele, mas o líder, fundador e baixista Steve Harris, também pensava igual. Mediante a situação, ainda na World Killers Tour ´81, o grupo partiu para um novo patamar e, em sua decisão, o vocalista na época do Samson, Bruce Bruce (Bruce Dickinson), seria o homem ideal para a linha de frente. 

Dickinson tinha potência vocal firme, em tons médios, graves e agudos, e sua voz não falhava ao vivo. Um outro fator em seu favor, era que o mesmo não se valia das drogas, no máximo uma cerveja vermelha. A banda já vinha com Adrian Smith, que tinha toda interação com o grupo e ao mesmo tempo a facilidade de entrar no esquema da banda. 

Bruce Dickinson completou a tour de Killers e, já nessa época, ele havia feito os testes vocais nas canções do grupo, músicas como Wrathchild e Twilight Zone foram tocadas para que o cantor exibisse o seu talento. Diferenciando totalmente do, agora antigo vocalista, Dickinson com seu estilo operístico de ser, trouxe para a banda inovações nas melodias - isso era algo natural de acontecer -, assim, o grupo ampliava seus horizontes musicais. 

The Number of the Beast chegou em março de 1982 e trouxe desafetos e, ao mesmo tempo, a brilhante marca de vendagem da banda, chegando ao número 1 em vendas e 14 milhões ao todo ao redor do mundo. No mesmo momento, fãs ardorosos desde o começo da carreira da banda, odiavam a voz gritada e melódica de Dickinson e acusavam a banda de satanismo, devido a arte de capa elaborada por Derek Riggs. 

O disco obteve ótima recepção por assim dizer, a banda passou a ficar mais melodiosa sem perder o peso e a pegada heavy metal, mas não chegou tão speed quanto seu antecessor, o Killers. As letras também, destas feitas foram melhores elaboradas e houve singles e videoclipes expostos ao grande público; isso fez a diferença também. 

O fato é que, o Maiden com The Number of the Beast deu um salto totalmente adiante em sua carreira e a mudança de vocalista ajudou significativamente. Do mais, o álbum marca a última gravação e turnê com o baterista Clive Burr.

O disco abre com “Invaders”, uma faixa mediana na opinião de Harris e não executada na turnê. Em seguida, a brilhante “Children of the Damned” começa a expor a nova fase do Maiden, a melodia com os riffs e as nuances vocais formam um padrão extremamente convidativo e uma audição gratificante. “The Prisoner”, com sua temática em um seriado de TV, traz uma pegada forte, embalada por guitarras pesadas e uma bateria certeira. “22 Acacia Avenue” denota a qualidade do disco e sua letra remete a continuidade da faixa (Charlott the Harlot), do primeiro disco da banda. “The Number of the Beast” nos brinda com o melhor do heavy pesado e com passagens vocais fenomenais, além do ritmo marcado e sensacional, daí para entrada de “Run to the Hills”, onde a banda conseguiu o status do mainstream de vez. A faixa vinculou nas rádios e seu vídeo na TV, fazendo assim a boa vendagem do single também. “Gangland”, única colaboração direta de Burr, trouxe um pouco do disco antecessor e, entre drives e uma pauleira acertada, a canção remete a banda a um passado não tão distante assim. Por fim, um épico imortal da banda, “Hallowed be thy Name” de Harris, que é totalmente a face do Iron Maiden, tem a parte progressiva misturada ao metal oitentista e, seguramente, uma das melhores faixas do disco. 

Esse disco, traz uma nova linha de visão, não somente da banda, mas também do empresário e gravadora. Aqui, a banda expandiu seu contrato e mudou sua história. O grupo estava na época certa e soube como trabalhar seu potencial, se tornando daqui em diante uma das maiores nos anos 80.

Up The Irons!

Daqui para a eternidade
5
28/09/2018

Conseguir um contrato para três discos não é tarefa das mais fáceis. Rod Smallwood obteve sucesso nas negociações no começo da década de 80, mas, na verdade, um dos chefões da EMI havia tentado assistir ao shows do Maiden, nos precários bares noturnos da Inglaterra. O que ocorreu foi enorme surpresa ao perceber que a banda já tinha milhares de fãs, mesmo somente com apenas o disco caseiro, gravado com poucas faixas e intitulado de The Soundhouse Tapes. Desse momento em diante, Smallwood e os diretores da gravadora, teriam um contrato sadio e promissor; pelos menos para a banda naquele momento. 

O primeiro álbum trouxe o reforço que o grupo precisava e, apesar de uma produção mais fraca, ainda assim a banda era notável e se fazia em condições de trilhar o sucesso. Na sequência o disco Killers, trouxe uma produção justa e profissional de Martin Birch (Black Sabbath e Deep Purple), e a banda conseguiu se firmar ainda mais no seu caminho. 

Tempos depois, ainda em turnê e, como nada é perfeito, o Iron Maiden se viu em percalços, quando as atitudes desenfreadas do vocalista Paul Di´Anno começaram a interferir nos projetos da banda. Rod Smallwood, sendo um homem de visão e tendo percebido que o grupo tinha potencial, resolveu mudar ainda mais as coisas dentro da banda, e não somente ele, mas o líder, fundador e baixista Steve Harris, também pensava igual. Mediante a situação, ainda na World Killers Tour ´81, o grupo partiu para um novo patamar e, em sua decisão, o vocalista na época do Samson, Bruce Bruce (Bruce Dickinson), seria o homem ideal para a linha de frente. 

Dickinson tinha potência vocal firme, em tons médios, graves e agudos, e sua voz não falhava ao vivo. Um outro fator em seu favor, era que o mesmo não se valia das drogas, no máximo uma cerveja vermelha. A banda já vinha com Adrian Smith, que tinha toda interação com o grupo e ao mesmo tempo a facilidade de entrar no esquema da banda. 

Bruce Dickinson completou a tour de Killers e, já nessa época, ele havia feito os testes vocais nas canções do grupo, músicas como Wrathchild e Twilight Zone foram tocadas para que o cantor exibisse o seu talento. Diferenciando totalmente do, agora antigo vocalista, Dickinson com seu estilo operístico de ser, trouxe para a banda inovações nas melodias - isso era algo natural de acontecer -, assim, o grupo ampliava seus horizontes musicais. 

The Number of the Beast chegou em março de 1982 e trouxe desafetos e, ao mesmo tempo, a brilhante marca de vendagem da banda, chegando ao número 1 em vendas e 14 milhões ao todo ao redor do mundo. No mesmo momento, fãs ardorosos desde o começo da carreira da banda, odiavam a voz gritada e melódica de Dickinson e acusavam a banda de satanismo, devido a arte de capa elaborada por Derek Riggs. 

O disco obteve ótima recepção por assim dizer, a banda passou a ficar mais melodiosa sem perder o peso e a pegada heavy metal, mas não chegou tão speed quanto seu antecessor, o Killers. As letras também, destas feitas foram melhores elaboradas e houve singles e videoclipes expostos ao grande público; isso fez a diferença também. 

O fato é que, o Maiden com The Number of the Beast deu um salto totalmente adiante em sua carreira e a mudança de vocalista ajudou significativamente. Do mais, o álbum marca a última gravação e turnê com o baterista Clive Burr.

O disco abre com “Invaders”, uma faixa mediana na opinião de Harris e não executada na turnê. Em seguida, a brilhante “Children of the Damned” começa a expor a nova fase do Maiden, a melodia com os riffs e as nuances vocais formam um padrão extremamente convidativo e uma audição gratificante. “The Prisoner”, com sua temática em um seriado de TV, traz uma pegada forte, embalada por guitarras pesadas e uma bateria certeira. “22 Acacia Avenue” denota a qualidade do disco e sua letra remete a continuidade da faixa (Charlott the Harlot), do primeiro disco da banda. “The Number of the Beast” nos brinda com o melhor do heavy pesado e com passagens vocais fenomenais, além do ritmo marcado e sensacional, daí para entrada de “Run to the Hills”, onde a banda conseguiu o status do mainstream de vez. A faixa vinculou nas rádios e seu vídeo na TV, fazendo assim a boa vendagem do single também. “Gangland”, única colaboração direta de Burr, trouxe um pouco do disco antecessor e, entre drives e uma pauleira acertada, a canção remete a banda a um passado não tão distante assim. Por fim, um épico imortal da banda, “Hallowed be thy Name” de Harris, que é totalmente a face do Iron Maiden, tem a parte progressiva misturada ao metal oitentista e, seguramente, uma das melhores faixas do disco. 

Esse disco, traz uma nova linha de visão, não somente da banda, mas também do empresário e gravadora. Aqui, a banda expandiu seu contrato e mudou sua história. O grupo estava na época certa e soube como trabalhar seu potencial, se tornando daqui em diante uma das maiores nos anos 80.

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