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Resenha: Wings - Wild Life (1971)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Wild Life e a sua importância para a carreira de McCartney
3.5
28/09/2017

1971. Paul McCartney estava empolgado. Com bons resultados de seu álbum anterior, o excelente "RAM", não via a hora de se arriscar novamente a produzir um novo trabalho. Só que, além da empolgação, Paul queria mais, queria voltar aos palcos. Assim, concluiu que era o momento de formar uma nova banda.
Com a nova ideia em mente, Paul rapidamente pensou no baterista Denny Seiwell, que fizera um excelente trabalho nas sessões de "RAM". Também convidou o vocalista/guitarrista do The Moody Blues, Denny Laine, que viria a ser o fiel escudeiro de Paul durante toda a trajetória do grupo. Estaria Paul buscando por um novo John Lennon? Sabe-se lá...
Por fim, com todo o apoio oferecido por Linda durante os momentos difíceis, Paul a queria por perto e decidiu que lhe ensinaria a tocar teclado, para que pudesse fazer parte do grupo.
Diante da empolgação de Paul, o álbum foi gravado em pouco mais de uma semana, com algumas faixas registradas somente em um único take. As sessões ocorreram no lendário Abbey Road Studios, com Tony Clarkin e Alan Parsons como engenheiros.
Vale considerar que a empolgação de Paul o trouxe de volta à música com vigor e criatividade, porém algumas decisões não foram tão acertadas. O álbum não foi bem recebido, apesar de ter vendido bem. A imprensa considerou o trabalho imaturo, pouco trabalhado e bem abaixo do que poderia sair das mãos de um ex-Beatle. De fato, o primogênito da banda possui bons momentos, mas também alguns não tão bons.

"Mumbo" abre o álbum como uma faixa praticamente registrada ao vivo. Paul está cantando muito bem no disco e sua performance é o que salva. Uma faixa simplesmente legal para acompanhar uma "jam" dos músicos e só.
"Bip Bop" é muito pouco perto do que Paul já compôs. Na minha opinião, a pior do disco.
O cover "Love Is Strange"(Mickey & Sylvia) causa uma impressão melhor, pois possui belas vocalizações, mas nada que impressione.
"Wild Life" é uma boa faixa, que protesta contra maus-tratos aos animais. Curiosamente, ela lembra um pouco das contribuições de Lennon nos últimos trabalhos dos Beatles, com "I Want You (She's So Heavy)", "Yer Blues", etc.
"Some People Never Know" eu adoro. Acho uma linda balada, com uma melodia belíssima. Lembro de ter lido em algumas fontes que é mais uma faixa com letra direcionada a John Lennon.
"I Am Your Singer" também vai bem, no dueto de Paul e Linda. Uma bela faixa.
"Tomorrow" é um dos hits do álbum e uma das melhores. Lembra um pouco dos trabalhos anteriores de Paul.
Encerrando o álbum, "Dear Friend" soa tristemente como um pedido de desculpas a John Lennon, após seu revide extremamente agressivo em "How Do You Sleep?", no álbum "Imagine". Paul parece questionar se realmente valia a pena tudo aquilo...

As versões mais recentes possuem algumas faixas que foram lançadas como singles na época. A faixa de protesto "Give Ireland Back To The Irish", a balada "Mary Had A Little Lamb", a quase "Blackbird": "Mama's Little Girl" e "Little Woman Love", gravada nas sessões de "RAM". Todas dentro da média.

Após o lançamento, Paul pegou sua turma, um ônibus, e saíram em turnê pelas universidades do Reino Unido. Simplesmente queriam tocar e sentir novamente a sensação de "começar do zero". Imaginem que interessante, um produtor batendo na porta de uma faculdade e dizendo: "Olá, temos Paul McCartney e sua banda no ônibus e gostaríamos de tocar para vocês"

Wild Life tem sua importância, pois aqui nascia uma banda de destaque, que faria no futuro com que Paul McCartney conquistasse novamente o mundo. A primeira vez após o fim dos Beatles.

Wild Life e a sua importância para a carreira de McCartney
3.5
28/09/2017

1971. Paul McCartney estava empolgado. Com bons resultados de seu álbum anterior, o excelente "RAM", não via a hora de se arriscar novamente a produzir um novo trabalho. Só que, além da empolgação, Paul queria mais, queria voltar aos palcos. Assim, concluiu que era o momento de formar uma nova banda.
Com a nova ideia em mente, Paul rapidamente pensou no baterista Denny Seiwell, que fizera um excelente trabalho nas sessões de "RAM". Também convidou o vocalista/guitarrista do The Moody Blues, Denny Laine, que viria a ser o fiel escudeiro de Paul durante toda a trajetória do grupo. Estaria Paul buscando por um novo John Lennon? Sabe-se lá...
Por fim, com todo o apoio oferecido por Linda durante os momentos difíceis, Paul a queria por perto e decidiu que lhe ensinaria a tocar teclado, para que pudesse fazer parte do grupo.
Diante da empolgação de Paul, o álbum foi gravado em pouco mais de uma semana, com algumas faixas registradas somente em um único take. As sessões ocorreram no lendário Abbey Road Studios, com Tony Clarkin e Alan Parsons como engenheiros.
Vale considerar que a empolgação de Paul o trouxe de volta à música com vigor e criatividade, porém algumas decisões não foram tão acertadas. O álbum não foi bem recebido, apesar de ter vendido bem. A imprensa considerou o trabalho imaturo, pouco trabalhado e bem abaixo do que poderia sair das mãos de um ex-Beatle. De fato, o primogênito da banda possui bons momentos, mas também alguns não tão bons.

"Mumbo" abre o álbum como uma faixa praticamente registrada ao vivo. Paul está cantando muito bem no disco e sua performance é o que salva. Uma faixa simplesmente legal para acompanhar uma "jam" dos músicos e só.
"Bip Bop" é muito pouco perto do que Paul já compôs. Na minha opinião, a pior do disco.
O cover "Love Is Strange"(Mickey & Sylvia) causa uma impressão melhor, pois possui belas vocalizações, mas nada que impressione.
"Wild Life" é uma boa faixa, que protesta contra maus-tratos aos animais. Curiosamente, ela lembra um pouco das contribuições de Lennon nos últimos trabalhos dos Beatles, com "I Want You (She's So Heavy)", "Yer Blues", etc.
"Some People Never Know" eu adoro. Acho uma linda balada, com uma melodia belíssima. Lembro de ter lido em algumas fontes que é mais uma faixa com letra direcionada a John Lennon.
"I Am Your Singer" também vai bem, no dueto de Paul e Linda. Uma bela faixa.
"Tomorrow" é um dos hits do álbum e uma das melhores. Lembra um pouco dos trabalhos anteriores de Paul.
Encerrando o álbum, "Dear Friend" soa tristemente como um pedido de desculpas a John Lennon, após seu revide extremamente agressivo em "How Do You Sleep?", no álbum "Imagine". Paul parece questionar se realmente valia a pena tudo aquilo...

As versões mais recentes possuem algumas faixas que foram lançadas como singles na época. A faixa de protesto "Give Ireland Back To The Irish", a balada "Mary Had A Little Lamb", a quase "Blackbird": "Mama's Little Girl" e "Little Woman Love", gravada nas sessões de "RAM". Todas dentro da média.

Após o lançamento, Paul pegou sua turma, um ônibus, e saíram em turnê pelas universidades do Reino Unido. Simplesmente queriam tocar e sentir novamente a sensação de "começar do zero". Imaginem que interessante, um produtor batendo na porta de uma faculdade e dizendo: "Olá, temos Paul McCartney e sua banda no ônibus e gostaríamos de tocar para vocês"

Wild Life tem sua importância, pois aqui nascia uma banda de destaque, que faria no futuro com que Paul McCartney conquistasse novamente o mundo. A primeira vez após o fim dos Beatles.

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