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Resenha: Banda Black Rio - Maria Fumaça (1977)

Por: Marcel Z. Dio

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O melhor do funk nacional
5
27/09/2018

E lá se vão 41 anos do melhor disco de funk brasileiro, e quiçá mundial. Com a pegada dos americanos Funkadelic, James Brown, Earth, Wind & Fire e outros grandes nomes da soul/funk, a Banda Black Rio ainda tinha o tempero do samba, e acabou criando uma obra magistral, deixando até os gringos de boca aberta.
Formado em 1976, o grupo carioca é um dos maiores expoentes da música nacional, influenciando conjuntos dispares, tais quais Jamiroquai, e o jazz funk sofisticado do Incognito.
Em 1977, o movimento black tinha muita força no Brasil, era a época de ouro de artistas como: Tim Maia, Cassiano, Gerson King Combo, Carlos Dafé, e Hyldon. Hora propicia para o fundador Oberdan Magalhães e sua trupe de músicos cascas grossas, entrarem na jogada. Tudo apoiado pela major WEA e a produção de Mazola, que no mesmo ano chamou a banda como apoio, na gravação de "O Dia em que a Terra Parou" (Raul Seixas).

Os arranjos dançantes não giravam somente entre o funk e o samba, ritmos nordestinos também faziam parte do caldeirão. É o que ouvimos na canção "Baião", do lendário Luiz Gonzaga.
Em "Casa Forte", temos uma versão totalmente diferente da original, feita por Edu Lobo.
A divulgação foi alavancada pela faixa título, vinculada na novela Locomotivas (Rede Globo). A grande porta de entrada para os conhecedores da Black Rio.
O requinte de "Metalúrgica" e "Leblon Via Vaz Lobo" faz o ouvinte mais velho chorar, ao perceber o atual rumo que nossa música tomou. Os sons contagiantes de trompetes, teclados mezzo jazzísticos e o contrabaixo alienígena de Jamil Joanes, já fazem valer a compra. Jamil Joanes é o melhor baixista nacional em minha opinião, merecedor de um busto em praça pública, só pelo que criou em Maria Fumaça.

Após o histórico debut instrumental, a banda de Oberdan Magalhães, substituiu alguns músicos e seguiu com "Gafieira Universal" (1978) e "Saci Pererê" (1980) excelentes discos, porem, longe da magia de Maria Fumaça. E com a morte repentina de Oberdan em 1984, por causa de um acidente automobilístico, o grupo foi engavetado e só lançou outro álbum em 1995.

O melhor do funk nacional
5
27/09/2018

E lá se vão 41 anos do melhor disco de funk brasileiro, e quiçá mundial. Com a pegada dos americanos Funkadelic, James Brown, Earth, Wind & Fire e outros grandes nomes da soul/funk, a Banda Black Rio ainda tinha o tempero do samba, e acabou criando uma obra magistral, deixando até os gringos de boca aberta.
Formado em 1976, o grupo carioca é um dos maiores expoentes da música nacional, influenciando conjuntos dispares, tais quais Jamiroquai, e o jazz funk sofisticado do Incognito.
Em 1977, o movimento black tinha muita força no Brasil, era a época de ouro de artistas como: Tim Maia, Cassiano, Gerson King Combo, Carlos Dafé, e Hyldon. Hora propicia para o fundador Oberdan Magalhães e sua trupe de músicos cascas grossas, entrarem na jogada. Tudo apoiado pela major WEA e a produção de Mazola, que no mesmo ano chamou a banda como apoio, na gravação de "O Dia em que a Terra Parou" (Raul Seixas).

Os arranjos dançantes não giravam somente entre o funk e o samba, ritmos nordestinos também faziam parte do caldeirão. É o que ouvimos na canção "Baião", do lendário Luiz Gonzaga.
Em "Casa Forte", temos uma versão totalmente diferente da original, feita por Edu Lobo.
A divulgação foi alavancada pela faixa título, vinculada na novela Locomotivas (Rede Globo). A grande porta de entrada para os conhecedores da Black Rio.
O requinte de "Metalúrgica" e "Leblon Via Vaz Lobo" faz o ouvinte mais velho chorar, ao perceber o atual rumo que nossa música tomou. Os sons contagiantes de trompetes, teclados mezzo jazzísticos e o contrabaixo alienígena de Jamil Joanes, já fazem valer a compra. Jamil Joanes é o melhor baixista nacional em minha opinião, merecedor de um busto em praça pública, só pelo que criou em Maria Fumaça.

Após o histórico debut instrumental, a banda de Oberdan Magalhães, substituiu alguns músicos e seguiu com "Gafieira Universal" (1978) e "Saci Pererê" (1980) excelentes discos, porem, longe da magia de Maria Fumaça. E com a morte repentina de Oberdan em 1984, por causa de um acidente automobilístico, o grupo foi engavetado e só lançou outro álbum em 1995.

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