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Resenha: Sepultura - Morbid Visions (1986)

Por: Fábio Arthur

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Death Metal brasileiro
3
26/09/2018

Esse disco é o primeiro álbum completo do Sepultura e lançado também pela Cogumelo Records. Datado de novembro de 1986, a banda viria dar seguimento ao que tinha elaborado antes no split com o grupo Overdose, chamado de Bestial Devastation. 

Morbid Visions figura entre os álbuns gravados - mundialmente falando - da vertente death, ao lado de Possessed, Death e Hellhammer. Está ai a sua importância para o gênero e também como banda.

A produção ficou bem abaixo, mas isso já era esperado, afinal, no Brasil não se sabia como gravar esse estilo de música, ainda mais nos meados de 80, por onde aqui, reinavam as bandas de Rock Brasil e/ou MPB. Zé “Heavy” Luiz e Eduardo Santos produziram o disco e a arte diabólica e condizente com o conteúdo das letras, foram obras de um amigo chamado de Alex. 

Aqui em Morbid Visions, temos alguns pontos a serem comentados. Um deles é a última gravação com Jairo T., guitarrista solo do grupo; o direcionamento death também marcaria último da fase, para entrar no Thrash Metal dois anos depois e, por fim, os temas satanistas seriam realmente abolidos após esse álbum. 

São 33:08 minutos de death, calcado um pouco no Black Metal e com muito pouco de thrash. As faixas são, em sua maioria, rápidas e com algumas passagens mais cadenciadas. Um outro fator exposto é o vocal de Max Cavalera e a bateria acentuada de Igor Cavalera. No mais, o que se ouve são riffs ilustrando os primórdios do metal obscuro que vinha sendo praticado mundo afora.

No LP da primeira versão, havia a introdução - muito usada por Ozzy em suas tours -, Carmina Burana (obra clássica). Após problemas com direitos autorais, em versão de CD o disco começa com a pedrada “Morbid Visions”, para dar sequência a uma outra faixa muito boa: “Mayhem” e que culmina na clássica “Troops of Doom”. O álbum mantém uma certa qualidade e também demanda por vezes paciência, já que as repetições de alguns riffs acabam sendo exaustivas, caso da parte final de “War”. Em outro ponto, “Crucifixion”, com sua blasfêmia, direciona para um nível mais elevado entre variações e difere das outras faixas. Seguindo em diante, “Show Me the Wrath” soa muito bem e tem um refrão chamativo, assim como seu ritmo. Já “Funeral Rites” remete um pouco na mesma questão de repetições, e “Empire of the Damned” finaliza sem ser muito diferente do oferecido anteriormente nas faixas antecessoras. 

Esse é um disco de assimilação difícil para quem começou ouvindo Arise por exemplo ou não tem familiaridade com Death Metal. Mesmo assim, trata-se do início do metal nacional e muito digno por assim dizer. Cabe ressaltar que o Sepultura sempre diferenciou de outras bandas e obteve sucesso mundial, porque realmente era um passo à frente de outros grupos, quer fossem brasileiros ou não.

Vale conferir esse álbum, até porque ele é histórico, no mínimo.

Death Metal brasileiro
3
26/09/2018

Esse disco é o primeiro álbum completo do Sepultura e lançado também pela Cogumelo Records. Datado de novembro de 1986, a banda viria dar seguimento ao que tinha elaborado antes no split com o grupo Overdose, chamado de Bestial Devastation. 

Morbid Visions figura entre os álbuns gravados - mundialmente falando - da vertente death, ao lado de Possessed, Death e Hellhammer. Está ai a sua importância para o gênero e também como banda.

A produção ficou bem abaixo, mas isso já era esperado, afinal, no Brasil não se sabia como gravar esse estilo de música, ainda mais nos meados de 80, por onde aqui, reinavam as bandas de Rock Brasil e/ou MPB. Zé “Heavy” Luiz e Eduardo Santos produziram o disco e a arte diabólica e condizente com o conteúdo das letras, foram obras de um amigo chamado de Alex. 

Aqui em Morbid Visions, temos alguns pontos a serem comentados. Um deles é a última gravação com Jairo T., guitarrista solo do grupo; o direcionamento death também marcaria último da fase, para entrar no Thrash Metal dois anos depois e, por fim, os temas satanistas seriam realmente abolidos após esse álbum. 

São 33:08 minutos de death, calcado um pouco no Black Metal e com muito pouco de thrash. As faixas são, em sua maioria, rápidas e com algumas passagens mais cadenciadas. Um outro fator exposto é o vocal de Max Cavalera e a bateria acentuada de Igor Cavalera. No mais, o que se ouve são riffs ilustrando os primórdios do metal obscuro que vinha sendo praticado mundo afora.

No LP da primeira versão, havia a introdução - muito usada por Ozzy em suas tours -, Carmina Burana (obra clássica). Após problemas com direitos autorais, em versão de CD o disco começa com a pedrada “Morbid Visions”, para dar sequência a uma outra faixa muito boa: “Mayhem” e que culmina na clássica “Troops of Doom”. O álbum mantém uma certa qualidade e também demanda por vezes paciência, já que as repetições de alguns riffs acabam sendo exaustivas, caso da parte final de “War”. Em outro ponto, “Crucifixion”, com sua blasfêmia, direciona para um nível mais elevado entre variações e difere das outras faixas. Seguindo em diante, “Show Me the Wrath” soa muito bem e tem um refrão chamativo, assim como seu ritmo. Já “Funeral Rites” remete um pouco na mesma questão de repetições, e “Empire of the Damned” finaliza sem ser muito diferente do oferecido anteriormente nas faixas antecessoras. 

Esse é um disco de assimilação difícil para quem começou ouvindo Arise por exemplo ou não tem familiaridade com Death Metal. Mesmo assim, trata-se do início do metal nacional e muito digno por assim dizer. Cabe ressaltar que o Sepultura sempre diferenciou de outras bandas e obteve sucesso mundial, porque realmente era um passo à frente de outros grupos, quer fossem brasileiros ou não.

Vale conferir esse álbum, até porque ele é histórico, no mínimo.

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