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Resenha: Quiet Riot - Metal Health (1983)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
O ápice
5
24/09/2018

O Quiet Riot teve uma exposição mediana antes de Metal Health. A banda contava com Randy Rhoads (R.I.P.), que postumamente viria tocar com Ozzy Osbourne, nos dois primeiros discos do cantor. 

Metal Health marca o terceiro disco do grupo e o primeiro a impulsionar a banda em um ponto em que seria destaque e também faria sucesso nas rádios, TV e fãs. 

O mesmo foi lançado em 1983 com a vertente glam metal e flertando com Heavy Metal também. Spencer Proffer foi o produtor e o mesmo trouxe para o grupo estabilidade e fundamentos, a começar pela cover do Slade, a faixa Cum ´On Feel The Noize, em que a banda toda se recusava a gravar. No entanto, essa seria junto da ótima produção, o diferencial do disco e o sucesso seria preciso. 

Para o lançamento, o grupo traria dois videoclipes e, na arte do álbum, desta feita, não seria uma foto da banda e sim um indivíduo com máscara de metal na face e que permaneceria sua figura em tantos outros álbuns da banda. 

O álbum vendeu muito bem, elevando o nível do grupo e trazendo a banda junto de festivais importantes, deixando os músicos lado a lado com o mainstream de época. 

Os dois primeiros discos do Quiet Riot somente foram lançados no Japão e esse seria o ponto em que a banda não conseguia ir em frente, eles precisavam sair para o mundo e mostrar sua música. 

Metal Health é uma faixa forte, ótimos riffs, solos fantásticos de Carlos Cavazzo - o substituto de Randy - e bateria de Banalli marcante. A segunda faixa, a já citada Cum On Feel The Noize, é forte e desempenha a função de ser hit logo de cara. Trazendo um pouco de balada, a canção Don´t Wanna Let You Go é muito boa em suas melodias e a interpretação forte de Kevin DuBrow (R.I.P.) marca presença do início ao fim, dando um toque a mais na canção. Slick Black Cadillac, muito tocada ao vivo, é uma performance radiante mesmo no estúdio, tem força própria e ritmo pulsante, uma das melhores faixas do álbum, com certeza. Love Is a Bitch volta ao estilo de balada heavy com melodias aflorando acima de média, para cair em Breathless com sua cavalgada estonteante e um refrão pegajoso, mas muito convidativo. Run For Cover, pauleira brava, dois bumbos e vocal aos berros em que denota fúria sem deixar de ter a identidade da banda. Battle Axe, o pequeno solo/canção instrumental de Cavazzo, é simplesmente maravilhosa, muito bem elaborada em seu curto tempo, mas divina por assim dizer e mostrando que o guitarrista tinha realmente conteúdo. Let´s Get Crazy é outra pedrada, firme e com uma explosão entre gritos e riffs crus e surrados, para cair na última faixa, uma outra balada: Thunderbird, que é diretamente uma homenagem a Randy Rhoads, belíssima em um clima totalmente sutil e com os backings elevando por sobre as melodias. 

O Quiet Riot trouxe para música algo que tantos outros copiaram na época, eles usaram de guitarras pesadas com as linhas do glam e hard rock, mas com boas composições. A banda tentaria se superar em discos póstumos, mas pecaria pelo excesso e falta de criatividade. Mas, em Metal Health, seria o ponto definitivo dentro de um cenário rocker e metálico ao mesmo tempo. 

Ouça esse, mas ao volume máximo!

O ápice
5
24/09/2018

O Quiet Riot teve uma exposição mediana antes de Metal Health. A banda contava com Randy Rhoads (R.I.P.), que postumamente viria tocar com Ozzy Osbourne, nos dois primeiros discos do cantor. 

Metal Health marca o terceiro disco do grupo e o primeiro a impulsionar a banda em um ponto em que seria destaque e também faria sucesso nas rádios, TV e fãs. 

O mesmo foi lançado em 1983 com a vertente glam metal e flertando com Heavy Metal também. Spencer Proffer foi o produtor e o mesmo trouxe para o grupo estabilidade e fundamentos, a começar pela cover do Slade, a faixa Cum ´On Feel The Noize, em que a banda toda se recusava a gravar. No entanto, essa seria junto da ótima produção, o diferencial do disco e o sucesso seria preciso. 

Para o lançamento, o grupo traria dois videoclipes e, na arte do álbum, desta feita, não seria uma foto da banda e sim um indivíduo com máscara de metal na face e que permaneceria sua figura em tantos outros álbuns da banda. 

O álbum vendeu muito bem, elevando o nível do grupo e trazendo a banda junto de festivais importantes, deixando os músicos lado a lado com o mainstream de época. 

Os dois primeiros discos do Quiet Riot somente foram lançados no Japão e esse seria o ponto em que a banda não conseguia ir em frente, eles precisavam sair para o mundo e mostrar sua música. 

Metal Health é uma faixa forte, ótimos riffs, solos fantásticos de Carlos Cavazzo - o substituto de Randy - e bateria de Banalli marcante. A segunda faixa, a já citada Cum On Feel The Noize, é forte e desempenha a função de ser hit logo de cara. Trazendo um pouco de balada, a canção Don´t Wanna Let You Go é muito boa em suas melodias e a interpretação forte de Kevin DuBrow (R.I.P.) marca presença do início ao fim, dando um toque a mais na canção. Slick Black Cadillac, muito tocada ao vivo, é uma performance radiante mesmo no estúdio, tem força própria e ritmo pulsante, uma das melhores faixas do álbum, com certeza. Love Is a Bitch volta ao estilo de balada heavy com melodias aflorando acima de média, para cair em Breathless com sua cavalgada estonteante e um refrão pegajoso, mas muito convidativo. Run For Cover, pauleira brava, dois bumbos e vocal aos berros em que denota fúria sem deixar de ter a identidade da banda. Battle Axe, o pequeno solo/canção instrumental de Cavazzo, é simplesmente maravilhosa, muito bem elaborada em seu curto tempo, mas divina por assim dizer e mostrando que o guitarrista tinha realmente conteúdo. Let´s Get Crazy é outra pedrada, firme e com uma explosão entre gritos e riffs crus e surrados, para cair na última faixa, uma outra balada: Thunderbird, que é diretamente uma homenagem a Randy Rhoads, belíssima em um clima totalmente sutil e com os backings elevando por sobre as melodias. 

O Quiet Riot trouxe para música algo que tantos outros copiaram na época, eles usaram de guitarras pesadas com as linhas do glam e hard rock, mas com boas composições. A banda tentaria se superar em discos póstumos, mas pecaria pelo excesso e falta de criatividade. Mas, em Metal Health, seria o ponto definitivo dentro de um cenário rocker e metálico ao mesmo tempo. 

Ouça esse, mas ao volume máximo!

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