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Resenha: Motorhead - Overkill (1979)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
We are Motorhead and we play rock and roll!
5
24/09/2018

Lemmy Kilmister (R.I.P.) veio de sua antiga banda, o Hawnkwind, com mágoa e se sentindo sem rumo. Algum tempo depois valeu-se de uma canção sua para sua ex banda - intitulada de Motorhead - e então fundou seu próprio grupo. O Motorhead viria bem diferenciado de outras tantas por aí, a voz de Lemmy era única e seu estilo de tocar o baixo com distorções e empunhando acordes carregados em ritmos e batidas firmes seria um diferencial pleno.

Em 1975, o Motorhead havia tentado ser promissor, mesmo sendo diferente, e em 1977 a gravadora apostaria em um trabalho já elaborado e mudaria alguma coisa em termos de produção e canções; assim começariam os frutos de uma banda realmente genuína.

Entre 1978 e 1979, o Motorhead chegaria com um contrato com a Bronze Records e, com a produção de Jimmy Miller e Neil Richmond, fariam um petardo realmente inovador e importante, não somente na carreira da banda como para a música em si.

Overkill, com a ilustração fantástica de Joe Petagno, mostraria ao mundo que viria para ser tachado de clássico e isso por imediato. O álbum chega com a linha musical do Hawnkwind e com as vertentes speed e por vezes hard setentista; além de uma pitada de heavy metal. 

Com Phil Taylor (R.I.P.) na bateria e Eddie Clark (R.I.P.) na guitarra, o grupo seria logo elevado a outro patamar e os fãs aumentariam significadamente. Motorhead era símbolo de música pesada e também parte da Nova Onda do Heavy Metal Britânico.

Um pouco antes do lançamento de Overkill, a gravadora resolveu colocar nas rádios e mercado o single para a cover Louie Louie. O resultado for bem satisfatório e a faixa realmente combina com a pegada do grupo, trazendo assim uma porta de abertura.

O Motorhead com esse disco, começaria a traçar sua identidade, voltada mais para um som pesado e, que traria para si, fãs de todas as tribos como os punks, os headbangers e também os skinheads. Essa miscelânea de grupos mostraria que a banda tinha muitos elementos em seu som e isso era algo muito raro de presenciar em tantas outras. 

Nos seus 35:15 de música, o Motorhead nos brinda com o mais puro e brilhante das canções. Na faixa de abertura - logo de cara - que dá título ao disco, Overkill vem avassaladora com as dobras de bumbo de Phil Taylor, seguido de guitarra marcante de Eddie e seus arranjos e solos muito bem encaixados na canção. Stay Clean é perfeita e mostra em poucos minutos uma audição agradável, além do pequeno solo de baixo em que Lemmy o funde com a melodia e ritmo da faixa. (I Won´t) Pay Your Price e I´ll Be Your Sister são complementos bem elaborados do álbum e vertem para continuar o clima rock/heavy exposto do grupo. Capricorn, com uma letra meio autobiográfica, traz Lemmy em um clima setentista, mas a música é tão boa que mantém o ouvinte acompanhando seu swing, e em sua composição o reverb na guitarra soa perfeitamente encaixado, dando vida à canção. No Class, uma pedrada em que a banda desfila por seu lado mais pesado e que permaneceria como uma das mais cotadas do disco. Damage Case é outro ponto alto do álbum e que nos remete ao clima pesado com influência calcada no estilo hard. Tear Ya Down mostra mais da marcação de baixo de Lemmy, algo que ficaria mais latente em discos futuros em uma desenvoltura sólida e harmoniosa. Metropolis, que foi tocada até os últimos dias da banda, vem também de outrora, uma composição mais antiga e que aqui funciona perfeitamente bem com o proposto pela banda, até que Limb From Limb fecha maravilhosamente bem e com chave de ouro. 

Motorhead não somente trouxe uma inovação nesse período, como também motivou outras bandas a seguirem em frente e determinou o que tantas outras chamariam de Speed Metal, em um futuro não tão distante. 

Esse disco vale cada nota!

We are Motorhead and we play rock and roll!
5
24/09/2018

Lemmy Kilmister (R.I.P.) veio de sua antiga banda, o Hawnkwind, com mágoa e se sentindo sem rumo. Algum tempo depois valeu-se de uma canção sua para sua ex banda - intitulada de Motorhead - e então fundou seu próprio grupo. O Motorhead viria bem diferenciado de outras tantas por aí, a voz de Lemmy era única e seu estilo de tocar o baixo com distorções e empunhando acordes carregados em ritmos e batidas firmes seria um diferencial pleno.

Em 1975, o Motorhead havia tentado ser promissor, mesmo sendo diferente, e em 1977 a gravadora apostaria em um trabalho já elaborado e mudaria alguma coisa em termos de produção e canções; assim começariam os frutos de uma banda realmente genuína.

Entre 1978 e 1979, o Motorhead chegaria com um contrato com a Bronze Records e, com a produção de Jimmy Miller e Neil Richmond, fariam um petardo realmente inovador e importante, não somente na carreira da banda como para a música em si.

Overkill, com a ilustração fantástica de Joe Petagno, mostraria ao mundo que viria para ser tachado de clássico e isso por imediato. O álbum chega com a linha musical do Hawnkwind e com as vertentes speed e por vezes hard setentista; além de uma pitada de heavy metal. 

Com Phil Taylor (R.I.P.) na bateria e Eddie Clark (R.I.P.) na guitarra, o grupo seria logo elevado a outro patamar e os fãs aumentariam significadamente. Motorhead era símbolo de música pesada e também parte da Nova Onda do Heavy Metal Britânico.

Um pouco antes do lançamento de Overkill, a gravadora resolveu colocar nas rádios e mercado o single para a cover Louie Louie. O resultado for bem satisfatório e a faixa realmente combina com a pegada do grupo, trazendo assim uma porta de abertura.

O Motorhead com esse disco, começaria a traçar sua identidade, voltada mais para um som pesado e, que traria para si, fãs de todas as tribos como os punks, os headbangers e também os skinheads. Essa miscelânea de grupos mostraria que a banda tinha muitos elementos em seu som e isso era algo muito raro de presenciar em tantas outras. 

Nos seus 35:15 de música, o Motorhead nos brinda com o mais puro e brilhante das canções. Na faixa de abertura - logo de cara - que dá título ao disco, Overkill vem avassaladora com as dobras de bumbo de Phil Taylor, seguido de guitarra marcante de Eddie e seus arranjos e solos muito bem encaixados na canção. Stay Clean é perfeita e mostra em poucos minutos uma audição agradável, além do pequeno solo de baixo em que Lemmy o funde com a melodia e ritmo da faixa. (I Won´t) Pay Your Price e I´ll Be Your Sister são complementos bem elaborados do álbum e vertem para continuar o clima rock/heavy exposto do grupo. Capricorn, com uma letra meio autobiográfica, traz Lemmy em um clima setentista, mas a música é tão boa que mantém o ouvinte acompanhando seu swing, e em sua composição o reverb na guitarra soa perfeitamente encaixado, dando vida à canção. No Class, uma pedrada em que a banda desfila por seu lado mais pesado e que permaneceria como uma das mais cotadas do disco. Damage Case é outro ponto alto do álbum e que nos remete ao clima pesado com influência calcada no estilo hard. Tear Ya Down mostra mais da marcação de baixo de Lemmy, algo que ficaria mais latente em discos futuros em uma desenvoltura sólida e harmoniosa. Metropolis, que foi tocada até os últimos dias da banda, vem também de outrora, uma composição mais antiga e que aqui funciona perfeitamente bem com o proposto pela banda, até que Limb From Limb fecha maravilhosamente bem e com chave de ouro. 

Motorhead não somente trouxe uma inovação nesse período, como também motivou outras bandas a seguirem em frente e determinou o que tantas outras chamariam de Speed Metal, em um futuro não tão distante. 

Esse disco vale cada nota!

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