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Resenha: Sepultura - Roots (1996)

Por: Fábio Arthur

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Do Brasil para o mundo.
4
22/09/2018

Influência de música brasileira, bateria tribal com percussões, além de passear por vertentes como o Nu Metal; esse é o ápice do Sepultura em Roots e na carreira.

O ano de 1996 marca o registro de um dos discos mais aclamados da música pesada e ao mesmo tempo um álbum odiado pelos fãs ferronhos e antigos da banda. No entanto, não tem como duvidar, Roots denota um auge em que o Sepultura ficou a um passo de se tornar uma das maiores bandas do mundo, de metal. 

Vindo de uma sequência de discos fabulosos e turnês de alta expressão, a banda chegaria ao fundo do poço e em seu maior patamar, isso tudo ao mesmo tempo. 

As confusões exibidas depois entre Max Cavalera e a banda ainda não estavam na mídia quando a banda gravou e mostrou ao mundo um dos maiores discos da música metálica ao mundo e a seus fãs. 

Com afinações baixas e muitos artistas convidados - brasileiros e estrangeiros -, o grupo, então, valendo-se da colaboração da Tribo dos Xavantes, exibiram uma raiz calcada em cultura indígena e essa mistura, trouxe de certa forma um novo estilo e variações musicais dentro da banda e do contexto metal.

O disco é o mais vendido do Sepultura e Ross Robinson produziu o mesmo, sendo que a banda nesse momento era alavancada por um estrondoso e uniforme sucesso, vindo de seus dois últimos discos, Arise e Chaos A.D.  

Michael R. Whelan, cuidou da arte para o álbum e a mesma tem o poder de casar perfeitamente com o conteúdo e ideais inseridas ao mesmo. 

Para a divulgação, um videoclipe inicial da faixa título - e depois de outras faixas também -, foram gravados e assim o grupo seguiu em meio ao turbulento conflito entre Max e banda. 

Falar de Roots não é tarefa fácil, pois o disco é totalmente diferenciado, até mesmo em termos mundiais de sonorização dentro do metal. O fato de ser um composto entre ritmos brasileiros, metal e o novo metal em época, torna o mesmo uma fonte de agregados que passeiam por nuances muito além do compreensivo. Ao mesmo tempo que divide opiniões, o mesmo tem o poder de nem mesmo agradar e de ser amado e colocado como um dos melhores trabalhos da banda e do metal em si. 

Roots Bloody Roots, Attitude, Cut- Throat, Breed Apart, Spit, Dusted, Born Stubborn, Jasco, Itsári e Ambush são momentos mais chamativos do "novo" Sepultura daquele momento, marca as revoluções sonoras de uma banda que surgiu dos primórdios do Death Metal no Brasil, chegando a ser pirateado até mesmo em vinil na fase Thrash Metal de 1987 e que soube dar aula de metal de primeira entre 1989 e 1991, até culminar em uma fonte de vertentes que chegaria ao estrondo maior em 1996. 

No mínimo, o que se pode dizer é que o Sepultura trouxe para si e para a música um diferencial, mesmo nos seus primórdios lá em Belo Horizonte, no começo de carreira. Para tantos outros, Roots, marca o fim da banda em que Max após sua saída, deixou uma lacuna e boas canções para trás em um passado, não tão distante assim. 

Esse álbum tem que ser ouvido por inteiro, isso é um fato, um disco de difícil compreensão, se você pensar nos discos anteriores do grupo. Assim, Roots tem seu valor e mantém firme sua posição na discografia da banda. 

Obviamente, cada qual tem sua opinião sobre esse álbum e sobre seu direcionamento.

Do Brasil para o mundo.
4
22/09/2018

Influência de música brasileira, bateria tribal com percussões, além de passear por vertentes como o Nu Metal; esse é o ápice do Sepultura em Roots e na carreira.

O ano de 1996 marca o registro de um dos discos mais aclamados da música pesada e ao mesmo tempo um álbum odiado pelos fãs ferronhos e antigos da banda. No entanto, não tem como duvidar, Roots denota um auge em que o Sepultura ficou a um passo de se tornar uma das maiores bandas do mundo, de metal. 

Vindo de uma sequência de discos fabulosos e turnês de alta expressão, a banda chegaria ao fundo do poço e em seu maior patamar, isso tudo ao mesmo tempo. 

As confusões exibidas depois entre Max Cavalera e a banda ainda não estavam na mídia quando a banda gravou e mostrou ao mundo um dos maiores discos da música metálica ao mundo e a seus fãs. 

Com afinações baixas e muitos artistas convidados - brasileiros e estrangeiros -, o grupo, então, valendo-se da colaboração da Tribo dos Xavantes, exibiram uma raiz calcada em cultura indígena e essa mistura, trouxe de certa forma um novo estilo e variações musicais dentro da banda e do contexto metal.

O disco é o mais vendido do Sepultura e Ross Robinson produziu o mesmo, sendo que a banda nesse momento era alavancada por um estrondoso e uniforme sucesso, vindo de seus dois últimos discos, Arise e Chaos A.D.  

Michael R. Whelan, cuidou da arte para o álbum e a mesma tem o poder de casar perfeitamente com o conteúdo e ideais inseridas ao mesmo. 

Para a divulgação, um videoclipe inicial da faixa título - e depois de outras faixas também -, foram gravados e assim o grupo seguiu em meio ao turbulento conflito entre Max e banda. 

Falar de Roots não é tarefa fácil, pois o disco é totalmente diferenciado, até mesmo em termos mundiais de sonorização dentro do metal. O fato de ser um composto entre ritmos brasileiros, metal e o novo metal em época, torna o mesmo uma fonte de agregados que passeiam por nuances muito além do compreensivo. Ao mesmo tempo que divide opiniões, o mesmo tem o poder de nem mesmo agradar e de ser amado e colocado como um dos melhores trabalhos da banda e do metal em si. 

Roots Bloody Roots, Attitude, Cut- Throat, Breed Apart, Spit, Dusted, Born Stubborn, Jasco, Itsári e Ambush são momentos mais chamativos do "novo" Sepultura daquele momento, marca as revoluções sonoras de uma banda que surgiu dos primórdios do Death Metal no Brasil, chegando a ser pirateado até mesmo em vinil na fase Thrash Metal de 1987 e que soube dar aula de metal de primeira entre 1989 e 1991, até culminar em uma fonte de vertentes que chegaria ao estrondo maior em 1996. 

No mínimo, o que se pode dizer é que o Sepultura trouxe para si e para a música um diferencial, mesmo nos seus primórdios lá em Belo Horizonte, no começo de carreira. Para tantos outros, Roots, marca o fim da banda em que Max após sua saída, deixou uma lacuna e boas canções para trás em um passado, não tão distante assim. 

Esse álbum tem que ser ouvido por inteiro, isso é um fato, um disco de difícil compreensão, se você pensar nos discos anteriores do grupo. Assim, Roots tem seu valor e mantém firme sua posição na discografia da banda. 

Obviamente, cada qual tem sua opinião sobre esse álbum e sobre seu direcionamento.

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