Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Kamelot - Haven (2015)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 106

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Para manter o equilíbrio
4
21/09/2018

Após a turbulência causada pela saída de Roy Khan, o Kamelot fez baixar a poeira com um excelente lançamento. “Silverthorn” mostrou a que veio e rapidamente resgatou aqueles fãs que vinham há tempo mostrando sinais de desinteresse. Três anos depois sai: “Haven”, um bom álbum, mas não tão marcante quanto o seu antecessor.

Tommy Karevik foi bem recebido pelos fãs e aqui começa a mostrar um pouco da sua identidade, apesar de ainda soar muito próximo de Khan. A participação de Alissa White-Gluz deu ibope e a vocalista faz nova participação, com destaque. Por fim, a produção de Sascha Paeth é mais uma vez elogiável.

“Haven” é um álbum menos ambicioso que seu antecessor, característica notável logo na primeira audição. Possui ótimas faixas, porém algumas delas mostram pouca energia e não conseguem prender o ouvinte como deveriam. Se é possível fazer uma comparação, este álbum chega próximo de “Ghost Opera”, com algumas passagens que nos remetem também ao “The Black Halo”. Nesta mistura, algumas músicas rápidas e marcantes, sempre contrastando também com as mais cadenciadas, característica comum nos álbuns da banda.

Faixas de destaque: “Fallen Star” e “Insomnia”, que lembram muito os álbuns já citados. “Citizen Zero”, uma das minhas favoritas e que possui o fantástico clima de “March of Mephisto”, do álbum “The Black Halo”.  “Veil of Elysium” também vai bem, mas não inova muito. Tommy faz a balada “Under Grey Skies” se tornar algo memorável diante de sua performance, elevando o nível da canção.
Da metade do álbum em diante, algumas músicas se perdem e as que me agradam mais são: a melódica “End of Innocence” e a feroz “Liar Liar (Wasteland Monarchy)”, esta última uma das melhores da carreira da banda.

Um álbum ótimo, mas que mostra um certo conforto ou talvez a intenção de manter as coisas do jeito que estão.

Tracklist:

1.	"Fallen Star"	 	4:39
2.	"Insomnia"	 	4:13
3.	"Citizen Zero"	 	5:49
4.	"Veil of Elysium"	 	3:54
5.	"Under Grey Skies"	com Charlotte Wessels (Delain) & Troy Donockley (Nightwish)	4:52
6.	"My Therapy"	 	4:26
7.	"Ecclesia"	 	0:44
8.	"End of Innocence"	 	3:49
9.	"Beautiful Apocalypse"	com Charlotte Wessels (Delain)	4:25
10.	"Liar Liar (Wasteland Monarchy)"	com Alissa White-Gluz (Arch Enemy)	5:54
11.	"Here's to the Fall"	 	4:04
12.	"Revolution"	com Alissa White-Gluz (Arch Enemy)	4:49
13.	"Haven"	 	2:14

Para manter o equilíbrio
4
21/09/2018

Após a turbulência causada pela saída de Roy Khan, o Kamelot fez baixar a poeira com um excelente lançamento. “Silverthorn” mostrou a que veio e rapidamente resgatou aqueles fãs que vinham há tempo mostrando sinais de desinteresse. Três anos depois sai: “Haven”, um bom álbum, mas não tão marcante quanto o seu antecessor.

Tommy Karevik foi bem recebido pelos fãs e aqui começa a mostrar um pouco da sua identidade, apesar de ainda soar muito próximo de Khan. A participação de Alissa White-Gluz deu ibope e a vocalista faz nova participação, com destaque. Por fim, a produção de Sascha Paeth é mais uma vez elogiável.

“Haven” é um álbum menos ambicioso que seu antecessor, característica notável logo na primeira audição. Possui ótimas faixas, porém algumas delas mostram pouca energia e não conseguem prender o ouvinte como deveriam. Se é possível fazer uma comparação, este álbum chega próximo de “Ghost Opera”, com algumas passagens que nos remetem também ao “The Black Halo”. Nesta mistura, algumas músicas rápidas e marcantes, sempre contrastando também com as mais cadenciadas, característica comum nos álbuns da banda.

Faixas de destaque: “Fallen Star” e “Insomnia”, que lembram muito os álbuns já citados. “Citizen Zero”, uma das minhas favoritas e que possui o fantástico clima de “March of Mephisto”, do álbum “The Black Halo”.  “Veil of Elysium” também vai bem, mas não inova muito. Tommy faz a balada “Under Grey Skies” se tornar algo memorável diante de sua performance, elevando o nível da canção.
Da metade do álbum em diante, algumas músicas se perdem e as que me agradam mais são: a melódica “End of Innocence” e a feroz “Liar Liar (Wasteland Monarchy)”, esta última uma das melhores da carreira da banda.

Um álbum ótimo, mas que mostra um certo conforto ou talvez a intenção de manter as coisas do jeito que estão.

Tracklist:

1.	"Fallen Star"	 	4:39
2.	"Insomnia"	 	4:13
3.	"Citizen Zero"	 	5:49
4.	"Veil of Elysium"	 	3:54
5.	"Under Grey Skies"	com Charlotte Wessels (Delain) & Troy Donockley (Nightwish)	4:52
6.	"My Therapy"	 	4:26
7.	"Ecclesia"	 	0:44
8.	"End of Innocence"	 	3:49
9.	"Beautiful Apocalypse"	com Charlotte Wessels (Delain)	4:25
10.	"Liar Liar (Wasteland Monarchy)"	com Alissa White-Gluz (Arch Enemy)	5:54
11.	"Here's to the Fall"	 	4:04
12.	"Revolution"	com Alissa White-Gluz (Arch Enemy)	4:49
13.	"Haven"	 	2:14

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Kamelot

Album Cover

Kamelot - Silverthorn (2012)

O primeiro da nova fase
4.5
Por: André Luiz Paiz
20/09/2018
Album Cover

Kamelot - The Shadow Theory (2018)

Mesma fórmula, porém, com a mesma alta qualidade de sempre!
5
Por: João Paulo
23/10/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Shaman - Ritual (2002)

Um dos melhores trabalhos do metal
4.5
Por: Marcio Machado
29/06/2018
Album Cover

Running Wild - Gates To Purgatory (1984)

Um debut chocante e visceral !
5
Por: Marcel Z. Dio
17/08/2018
Album Cover

Savatage - Handful Of Rain (1994)

Um clássico lançado após uma tragédia
5
Por: André Luiz Paiz
05/10/2017