Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: AC/DC - Fly On The Wall (1985)

Por: Fábio Arthur

Acessos: 134

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Diferente, mas ainda mantendo o padrão
5
21/09/2018

O AC/DC veio desde o fim de 1979 traçando um caminho de sucesso e subindo cada vez mais. No entanto, após três discos consecutivos, o grupo chegou em 1985 com um álbum que dividiu opiniões. Se voltarmos um pouco atrás, lá em 1983 a banda estava dando continuidade nos trabalhos anteriores, mas, ainda assim, para muitos eles não estavam nem perto do que realizaram entre 80 e 81. 

Sendo uma das atrações no Rock in Rio de 1985, o grupo cessaria as composições e gravações do que viriam a ser Fly On The Wall - título para lá de instigante.

Desde a gravação de 1983, Phill Rudd havia deixado a banda e, para seu lugar, estaria ao comando das baquetas Simon Writgh, bem jovem, mas competente. A banda nesse momento, após o lançamento do disco, venderia em torno de 2 milhões somente, algo baixo para o padrão do grupo. 

Fly on the Wall marca o décimo trabalho de estúdio e foi gravado e produzido na Suíça, entre fim de 84 e começo de 85. 

Para a divulgação do álbum, a banda resolveu filmar um curta com cinco das dez faixas e montar um roteiro, intercalando a banda em ação em um pub com encenações ao mesmo tempo. Esse vídeo desagradou um pouco os mais fãs ardorosos, mas, mesmo assim, a banda levou em frente e saiu em turnê divulgando o novo trabalho.

O disco tem uma produção com muito reverb, obra dos irmãos Malcolm (R.I.P.) e Angus, mas a voz de Brian mantém aquela linha forte e regada com muitos drives - ainda nesse período mantendo uma voz muito forte -, e esse foi um ponto também que diferenciou as opiniões dos fãs. No quesito composições, existem diferenças, como os refrões repetitivos e algumas faixas mais acessíveis, menos pesadas como de costume. Ainda assim, vocês escuta um acorde e sabe que é AC/DC imediatamente. 

A arte do disco remete também a um ponto de mudança, trazendo a ilustração de um cercado em madeira com uma mosca e alguém espiando do outro lado; acabou sendo desdenhada pela crítica e por alguns fãs. 

Mas, Fly on the Wall realmente tem algo a nos mostrar, sejam nos riffs ou em algumas canções, o importante é ressaltar que se trata de uma banda, cuja carreira toda, manteve um padrão, mesmo com alguma mudança aqui ou ali.

Logo de cara, na abertura, a faixa-título nos brinda com a guitarra de entrada - Fly on the Wall é bem swingada e tem um refrão grudento e marcante. Shake Your Fundations vem na sequência e se mostra muito boa, aliás também com refrão repetitivo, mas marcante. First Blood chega mais pesada e ainda assim tem a cara do disco, não foge ao padrão exibido naquele momento. Logo após, Danger é uma das melhores do álbum e traz Brian cantando ao estilo “vocal limpo”, dando entonações no começo na faixa muito bem encaixadas e elaboradas. Sink The Pink ficou como a canção mais agradável do disco para muitos e inclusive faz parte da sessão de videoclipes realizados na época, como já citados anteriormente. Playing With Girls vem no balanço constante e tem um refrão que soa muito básico, mas que combina com a mesma diretamente e essa faixa é vibrante de verdade. Stand Up chega ao ponto AC/DC de canções cadenciadas e é pesada e marcada por uma bateria firme, segue em seus compassos culminando em drives no vocal bem executados. Hell or High Water mantém a vertente repetitiva dos refrões e segue no estilo da banda, porém um pouco mais comercial até cair em Back in Business, com melodia boa e pequenos arranjos de guitarras mais trabalhados. Send for the Man volta a ser o padrão arrastado do grupo, mas só que com mais peso nas guitarras e também com diferencial na voz, encerrando o álbum.

O AC/DC sempre manteve um modelo, um estilo de som. Como todas as bandas aqui e ali, eles fizeram algo em que agradaram uns e desagradaram outros. Não podemos descartar este disco, mas obviamente ele não é o preferido de muitos, aliás, a banda após a tour, não mais executaria faixas dele, até mesmo nos dias de hoje. 

Diferente, mas ainda mantendo o padrão
5
21/09/2018

O AC/DC veio desde o fim de 1979 traçando um caminho de sucesso e subindo cada vez mais. No entanto, após três discos consecutivos, o grupo chegou em 1985 com um álbum que dividiu opiniões. Se voltarmos um pouco atrás, lá em 1983 a banda estava dando continuidade nos trabalhos anteriores, mas, ainda assim, para muitos eles não estavam nem perto do que realizaram entre 80 e 81. 

Sendo uma das atrações no Rock in Rio de 1985, o grupo cessaria as composições e gravações do que viriam a ser Fly On The Wall - título para lá de instigante.

Desde a gravação de 1983, Phill Rudd havia deixado a banda e, para seu lugar, estaria ao comando das baquetas Simon Writgh, bem jovem, mas competente. A banda nesse momento, após o lançamento do disco, venderia em torno de 2 milhões somente, algo baixo para o padrão do grupo. 

Fly on the Wall marca o décimo trabalho de estúdio e foi gravado e produzido na Suíça, entre fim de 84 e começo de 85. 

Para a divulgação do álbum, a banda resolveu filmar um curta com cinco das dez faixas e montar um roteiro, intercalando a banda em ação em um pub com encenações ao mesmo tempo. Esse vídeo desagradou um pouco os mais fãs ardorosos, mas, mesmo assim, a banda levou em frente e saiu em turnê divulgando o novo trabalho.

O disco tem uma produção com muito reverb, obra dos irmãos Malcolm (R.I.P.) e Angus, mas a voz de Brian mantém aquela linha forte e regada com muitos drives - ainda nesse período mantendo uma voz muito forte -, e esse foi um ponto também que diferenciou as opiniões dos fãs. No quesito composições, existem diferenças, como os refrões repetitivos e algumas faixas mais acessíveis, menos pesadas como de costume. Ainda assim, vocês escuta um acorde e sabe que é AC/DC imediatamente. 

A arte do disco remete também a um ponto de mudança, trazendo a ilustração de um cercado em madeira com uma mosca e alguém espiando do outro lado; acabou sendo desdenhada pela crítica e por alguns fãs. 

Mas, Fly on the Wall realmente tem algo a nos mostrar, sejam nos riffs ou em algumas canções, o importante é ressaltar que se trata de uma banda, cuja carreira toda, manteve um padrão, mesmo com alguma mudança aqui ou ali.

Logo de cara, na abertura, a faixa-título nos brinda com a guitarra de entrada - Fly on the Wall é bem swingada e tem um refrão grudento e marcante. Shake Your Fundations vem na sequência e se mostra muito boa, aliás também com refrão repetitivo, mas marcante. First Blood chega mais pesada e ainda assim tem a cara do disco, não foge ao padrão exibido naquele momento. Logo após, Danger é uma das melhores do álbum e traz Brian cantando ao estilo “vocal limpo”, dando entonações no começo na faixa muito bem encaixadas e elaboradas. Sink The Pink ficou como a canção mais agradável do disco para muitos e inclusive faz parte da sessão de videoclipes realizados na época, como já citados anteriormente. Playing With Girls vem no balanço constante e tem um refrão que soa muito básico, mas que combina com a mesma diretamente e essa faixa é vibrante de verdade. Stand Up chega ao ponto AC/DC de canções cadenciadas e é pesada e marcada por uma bateria firme, segue em seus compassos culminando em drives no vocal bem executados. Hell or High Water mantém a vertente repetitiva dos refrões e segue no estilo da banda, porém um pouco mais comercial até cair em Back in Business, com melodia boa e pequenos arranjos de guitarras mais trabalhados. Send for the Man volta a ser o padrão arrastado do grupo, mas só que com mais peso nas guitarras e também com diferencial na voz, encerrando o álbum.

O AC/DC sempre manteve um modelo, um estilo de som. Como todas as bandas aqui e ali, eles fizeram algo em que agradaram uns e desagradaram outros. Não podemos descartar este disco, mas obviamente ele não é o preferido de muitos, aliás, a banda após a tour, não mais executaria faixas dele, até mesmo nos dias de hoje. 

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de AC/DC

Album Cover

AC/DC - Powerage (1978)

Eletrizante!
5
Por: Fábio Arthur
06/03/2019
Album Cover

AC/DC - Flick Of The Switch (1983)

Tentando se manter no topo
3
Por: Fábio Arthur
28/10/2018
Album Cover

AC/DC - The Razors Edge (1990)

A navalha do Hard Rock
4
Por: Vitor Sobreira
02/06/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Jorn - Heavy Rock Radio (2016)

Uma interessante releitura de grandes clássicos
4
Por: Tiago
29/05/2018
Album Cover

Ozzy - Blizzard Of Ozz (1980)

O Mestre das trevas estreia em grande estilo!!!
5
Por: Márcio Chagas
25/03/2018
Album Cover

High Spirits - Motivator (2016)

Uma viagem aos anos 80 em grande estilo
4
Por: Mário Pescada
06/05/2018