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Resenha: Scorpions - Virgin Killer (1976)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Cada vez mais pesado e melhor
5
20/09/2018

Não parece a mesma banda que gravou Lonesome Crow, não desfazendo do debut do Scorpions, mas aqui, a banda ressurgia em outro patamar. Do segundo disco adiante, o grupo seria mais incisivo e suas composições seriam mais bem elaboradas, tanto em letras como nas melodias e riffs. 

Com Uli Jon Roth desde 1974, a banda viria seguindo um padrão entre a vertente setentista, hard e até meio heavy metal mesmo. Nessa fase de 1976 eles acertaram a mão diretamente, chegando a fazer a fama no Japão e impulsionando seu status um pouco acima. 

Foi nesse quarto disco que o Scorpions mudou sua carreira, aqui começou um novo capítulo, que se desenvolveria a cada disco gravado. 

Um dos pontos altos desse álbum é, além das canções fantásticas, a voz de Klaus, forte e melódica como nunca, e a guitarra de Uli Jon Roth, simplesmente muito abundante. 

Na concepção de arte do disco, o grupo teria inúmeros problemas, pois a mesma nos apresenta uma garota nua com apenas a parte genital, coberta por um vidro trincado; isso deixou a gravadora e a banda em sérios apuros. O fator faria com que a capa fosse recolhida e prontamente mudada em diversos países, inclusive aqui no Brasil.

Na primeira audição, Virgin Killer se faz notório e clássico; o início com Picture Life nos brinda com abundante melodia e vocalização perfeita, com vozes dobradas e harmonias amplas. Catch Your Train vem em seguida e mostra toda desenvoltura de Roth - ele influenciou até mesmo Malmsteen -, e não somente nos solos, mas nos arranjos e riffs expostos na canção. In Your Park, uma balada que a banda com seu dom para tal estilo de canção, mostra já nessa fase, muita desenvoltura e é uma das faixas mais belas do disco. Backstage Queen é um hard com vocal acentuado e refrão firme, e que tem ritmo balanceado. Virgin Killer de Roth é uma pauleira digna, barulhenta e com muito drive na voz, que faz jus a sua letra, e sobre ela Klaus citou uma vez, dizendo que “Era difícil encaixar os vocais nas composições de Roth”. Hell Cat, em seu estilo Hendrix, Roth faz o vocal, a faixa é pesada mas carrega uma vertente bem setentista e se faz bem diferenciada no álbum. Crying Days chega mais ao estilo que a banda seguiria anos depois, aqui a voz se faz muito presente em desenvolvimento com as melodias da faixa; Polar Nights, outra de Roth, marca o estilo do músico e sua voz rouca em tons baixos acompanham o swing da canção, o combina com a mesma. O álbum termina com a balada Yellow Raven, com interpretação máxima de Klaus, isso nos mínimos detalhes.

Esse é um disco da banda em que tudo funcionou de forma eficaz. Manteve um padrão acima de seus discos anteriores e a audição do mesmo se faz primorosa. As guitarras e os vocais são um atrativo à parte e, para quem duvidava, os alemães sabiam fazer hard rock e heavy metal também.

Cada vez mais pesado e melhor
5
20/09/2018

Não parece a mesma banda que gravou Lonesome Crow, não desfazendo do debut do Scorpions, mas aqui, a banda ressurgia em outro patamar. Do segundo disco adiante, o grupo seria mais incisivo e suas composições seriam mais bem elaboradas, tanto em letras como nas melodias e riffs. 

Com Uli Jon Roth desde 1974, a banda viria seguindo um padrão entre a vertente setentista, hard e até meio heavy metal mesmo. Nessa fase de 1976 eles acertaram a mão diretamente, chegando a fazer a fama no Japão e impulsionando seu status um pouco acima. 

Foi nesse quarto disco que o Scorpions mudou sua carreira, aqui começou um novo capítulo, que se desenvolveria a cada disco gravado. 

Um dos pontos altos desse álbum é, além das canções fantásticas, a voz de Klaus, forte e melódica como nunca, e a guitarra de Uli Jon Roth, simplesmente muito abundante. 

Na concepção de arte do disco, o grupo teria inúmeros problemas, pois a mesma nos apresenta uma garota nua com apenas a parte genital, coberta por um vidro trincado; isso deixou a gravadora e a banda em sérios apuros. O fator faria com que a capa fosse recolhida e prontamente mudada em diversos países, inclusive aqui no Brasil.

Na primeira audição, Virgin Killer se faz notório e clássico; o início com Picture Life nos brinda com abundante melodia e vocalização perfeita, com vozes dobradas e harmonias amplas. Catch Your Train vem em seguida e mostra toda desenvoltura de Roth - ele influenciou até mesmo Malmsteen -, e não somente nos solos, mas nos arranjos e riffs expostos na canção. In Your Park, uma balada que a banda com seu dom para tal estilo de canção, mostra já nessa fase, muita desenvoltura e é uma das faixas mais belas do disco. Backstage Queen é um hard com vocal acentuado e refrão firme, e que tem ritmo balanceado. Virgin Killer de Roth é uma pauleira digna, barulhenta e com muito drive na voz, que faz jus a sua letra, e sobre ela Klaus citou uma vez, dizendo que “Era difícil encaixar os vocais nas composições de Roth”. Hell Cat, em seu estilo Hendrix, Roth faz o vocal, a faixa é pesada mas carrega uma vertente bem setentista e se faz bem diferenciada no álbum. Crying Days chega mais ao estilo que a banda seguiria anos depois, aqui a voz se faz muito presente em desenvolvimento com as melodias da faixa; Polar Nights, outra de Roth, marca o estilo do músico e sua voz rouca em tons baixos acompanham o swing da canção, o combina com a mesma. O álbum termina com a balada Yellow Raven, com interpretação máxima de Klaus, isso nos mínimos detalhes.

Esse é um disco da banda em que tudo funcionou de forma eficaz. Manteve um padrão acima de seus discos anteriores e a audição do mesmo se faz primorosa. As guitarras e os vocais são um atrativo à parte e, para quem duvidava, os alemães sabiam fazer hard rock e heavy metal também.

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