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Resenha: Judas Priest - Defenders Of The Faith (1984)

Por: Fábio Arthur

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O ápice dos anos 80
5
20/09/2018

O Judas Priest atravessou os meados de 70 com seu estilo rock/hard e, ao final deles, passou a ser mais incisivo na vertente heavy metal. Em 1980 o grupo alcançou o ponto esperado na carreira e foi agraciado com status de banda grande, e assim conseguiu mais fãs e tudo o mais que vem com o sucesso. 

A sequência de discos bons foi fatal para que tudo ocorresse bem. Com mais dois discos nas paradas entre 81 e 82, a banda seguiria em frente para mais um passo e o mesmo chegou em 1984, no nono disco Defenders of the Faith. 

Esse é realmente um disco calcado no metal pesado, com harmonias diferenciadas e acima de tudo vocalizações sublimes. O álbum preza por se valer de riffs elaborados e que serviriam de ponte para outras bandas acharem o seu caminho. 

Em 1983, após alguns problemas com estúdios e produção, eles começaram a compor o que viria a ser o disco. Quando lançado pela Columbia Records o disco chegou rapidamente a 19º posição nos charts, a produção aqui, novamente veio pelas mãos de Tom Allom. 

Três singles e dois videoclipes foram colocados à disposição dos fãs e o resultado é que a banda ampliou seus horizontes. 

Para arte do disco foi novamente recrutado o desenhista Doug Jhonson e a mesma recebeu o título de “Metallian”.

O álbum agrada em cheio aos metalheads de plantão, fazendo com que esse, seja na verdade, um dos trabalhos mais amados pelos fãs ao redor do mundo. Freewheel Burning é de longe uma canção perfeita, veloz, com vocais altamente apurados e seus riffs casam perfeitamente com as batidas frenéticas e certeiras de Dave Holland (R.I.P.).  Jawbreaker é um ponto alto do álbum, conta com solos de guitarra intrincados e com uma interpretação sublime de Halford, além de sua melodia volumosa. Rock Hard, Ride Free é um clássico importantíssimo e totalmente estruturado em harmonias e colocações musicais esplêndidas, a faixa denomina uma vertente melódica e que faz junção com riffs que por sua vez se mostram alinhar-se totalmente com estrutura da canção, The Sentinel, a música em que Rob Halford impõe seu vocal em altas notas, misturadas aos drives e falsetes dos quais o cantor insere os mesmos sem tirar o teor da canção, e essa faixa ainda traz a total fusão das guitarras de K.K. Downing e Glenn Tipton em ténicas absurdamente imponentes e bem realizadas. Love Bites, determina uma cadência gostosa de ouvir e mantém a força do disco, sem deixar de ser importante, Eat Me Alive causou furor aos puritanos, principalmente nos EUA, pois sua letra supõe o sexo oral e a reação não foi das mais brandas para com o grupo, mesmo assim, a canção é digna de uma trilha altamente concreta e mantém de forma plena o ritmo e também um refrão simples e eficaz. Some Heads Are Gonna Roll, bem ajustada ao cast como um todo, mostra um toque de hard, mas com a agressividade das bases e na parte vocal tem suas sessões voltadas ao mais puro metal, fazendo assim a mistura fantástica dos gêneros. Night Comes Down pode-se dizer que é um momento extremamente de bom gosto no disco, a canção/balada com melodias e harmonias plenas, que são realizadas com maestria e que eleva a condição de uma banda de metal, trazendo beleza e peso, e mais ainda com um refrão que envolve na estrutura toda, fazendo dessa uma obra-prima. Em Heavy Duty, Halford insere vários estilos vocais, até mesmo por detrás da sequência cantada - algo como gutural, baixinho -, eficiente ao último estágio e que vem emendar com Defenders of the Faith, finalizando mesmo como um álbum épico e sem fronteiras, a faixa é notadamente uma exposição forte e elevada, que arrasta o ouvinte a querer ainda mais. Após esse disco, as coisas mudariam um pouco para a banda, ainda seriam absolutos em fama, mas Defenders of the Faith seria o último suspiro forte e clássico do grupo nos anos 80. 

O ápice dos anos 80
5
20/09/2018

O Judas Priest atravessou os meados de 70 com seu estilo rock/hard e, ao final deles, passou a ser mais incisivo na vertente heavy metal. Em 1980 o grupo alcançou o ponto esperado na carreira e foi agraciado com status de banda grande, e assim conseguiu mais fãs e tudo o mais que vem com o sucesso. 

A sequência de discos bons foi fatal para que tudo ocorresse bem. Com mais dois discos nas paradas entre 81 e 82, a banda seguiria em frente para mais um passo e o mesmo chegou em 1984, no nono disco Defenders of the Faith. 

Esse é realmente um disco calcado no metal pesado, com harmonias diferenciadas e acima de tudo vocalizações sublimes. O álbum preza por se valer de riffs elaborados e que serviriam de ponte para outras bandas acharem o seu caminho. 

Em 1983, após alguns problemas com estúdios e produção, eles começaram a compor o que viria a ser o disco. Quando lançado pela Columbia Records o disco chegou rapidamente a 19º posição nos charts, a produção aqui, novamente veio pelas mãos de Tom Allom. 

Três singles e dois videoclipes foram colocados à disposição dos fãs e o resultado é que a banda ampliou seus horizontes. 

Para arte do disco foi novamente recrutado o desenhista Doug Jhonson e a mesma recebeu o título de “Metallian”.

O álbum agrada em cheio aos metalheads de plantão, fazendo com que esse, seja na verdade, um dos trabalhos mais amados pelos fãs ao redor do mundo. Freewheel Burning é de longe uma canção perfeita, veloz, com vocais altamente apurados e seus riffs casam perfeitamente com as batidas frenéticas e certeiras de Dave Holland (R.I.P.).  Jawbreaker é um ponto alto do álbum, conta com solos de guitarra intrincados e com uma interpretação sublime de Halford, além de sua melodia volumosa. Rock Hard, Ride Free é um clássico importantíssimo e totalmente estruturado em harmonias e colocações musicais esplêndidas, a faixa denomina uma vertente melódica e que faz junção com riffs que por sua vez se mostram alinhar-se totalmente com estrutura da canção, The Sentinel, a música em que Rob Halford impõe seu vocal em altas notas, misturadas aos drives e falsetes dos quais o cantor insere os mesmos sem tirar o teor da canção, e essa faixa ainda traz a total fusão das guitarras de K.K. Downing e Glenn Tipton em ténicas absurdamente imponentes e bem realizadas. Love Bites, determina uma cadência gostosa de ouvir e mantém a força do disco, sem deixar de ser importante, Eat Me Alive causou furor aos puritanos, principalmente nos EUA, pois sua letra supõe o sexo oral e a reação não foi das mais brandas para com o grupo, mesmo assim, a canção é digna de uma trilha altamente concreta e mantém de forma plena o ritmo e também um refrão simples e eficaz. Some Heads Are Gonna Roll, bem ajustada ao cast como um todo, mostra um toque de hard, mas com a agressividade das bases e na parte vocal tem suas sessões voltadas ao mais puro metal, fazendo assim a mistura fantástica dos gêneros. Night Comes Down pode-se dizer que é um momento extremamente de bom gosto no disco, a canção/balada com melodias e harmonias plenas, que são realizadas com maestria e que eleva a condição de uma banda de metal, trazendo beleza e peso, e mais ainda com um refrão que envolve na estrutura toda, fazendo dessa uma obra-prima. Em Heavy Duty, Halford insere vários estilos vocais, até mesmo por detrás da sequência cantada - algo como gutural, baixinho -, eficiente ao último estágio e que vem emendar com Defenders of the Faith, finalizando mesmo como um álbum épico e sem fronteiras, a faixa é notadamente uma exposição forte e elevada, que arrasta o ouvinte a querer ainda mais. Após esse disco, as coisas mudariam um pouco para a banda, ainda seriam absolutos em fama, mas Defenders of the Faith seria o último suspiro forte e clássico do grupo nos anos 80. 

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