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Resenha: Iron Maiden - Live After Death (2008)

Por: Fábio Arthur

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O clássico ao vivo
5
19/09/2018

Nos anos 80, as bandas começaram a ter seus concertos divulgados em VHS e as filmagens rendiam valores imensos para as gravadoras, além de que faziam a cabeça dos fãs. Ozzy Osbourne já havia se aventurado com seu Speak of the Devil em 1982 através da Sony e seus shows eram fantásticos no mínimo em termos de produção visual e sonora. O Iron Maiden não poderia ficar atrás e, em 1985, trouxe para os fãs o concerto no Long Beach Arena nos EUA. Esse marca o auge do grupo, em vendas e publico também, pois nessa fase o Maiden não somente faria o VHS como também a fita K7 dupla e o LP, também duplo.

Para o vídeo, a banda resolveu fazer com a produção completa o show, como já dito nos EUA, e assim como estavam em alta por lá, acabou sendo perfeito para o tipo de estratégia que queriam na filmagem oficial. 

Logicamente a tour foi enorme, então enquanto estavam rodando o mundo, Rod Smallwood empresário do grupo, foi dinâmico e centrado para conseguir o que queria, ele também se valeu do trabalho de Martin Birch. 

O Maiden vinha desde 1980 com sucesso fantástico, atravessando as barreiras e mostrando que tinha qualidade não somente no estúdio, mas ao vivo também. Após Killers, Paul Di ´Anno não seria o vocalista e então com Bruce Dickinson, a banda mudaria um pouco sua veia musical, chegando a um patamar muito superior, inclusive em performance.

Em 1982 com Number of the Beast a todo vapor nas paradas o grupo filmou no Hammersmith Odeon o seu concerto, mas, a produção e iluminação, deixaram Steve Harris desapontado e o mesmo não permitiu o lançamento do concerto completo. Hoje, metade dele está disponível em DVD no documentário oficial da banda.

Para tour de Piece of Mind, não houve planos de gravações e sim apenas videoclipes e shows, mas chegando em 1984, com muito sucesso e estando em uma posição financeira confortável, a banda então resolveu filmar durante três dias seguidos.

O título veio como a uma luva, Live After Death, encaixando perfeitamente com o som do grupo, com as imagens e com a arte de capa realmente brilhante de Derek Riggs. O LP que veio em capa dupla e disco idem, trouxe cinco faixas a mais, essas registradas em 1984 e, no entanto, no vídeo oficial a banda traria seu set de show normal.

Logo de cara você fica atônito com o público enlouquecido dentro da arena e, na sequência, pode ouvir a intro gravada com o discurso durante a Segunda Guerra Mundial por Winston Churhill, que era naquele momento crítico e delicado, o ministro inglês que lutava contra a Alemanha. O que se segue são cenas fantásticas, o palco todo decorado com o tema egípcio e mantendo o clima de Powerslave é totalmente rico em detalhes. Durante as canções, as luzes, pirotecnias e demais artefatos, compõem junto com o set musical a mestria do espetáculo. Eddie ¨The Head¨, o mascote das capas do Maiden, aparece por duas vezes, na primeira ele caminha como uma múmia pelo palco na faixa Powerslave e perto do fim, antes do bis, na canção Iron Maiden, em que surge gigantesco por detrás da bateria de Nicko McBrain. 

Aqui não se pode destacar algo e sim assistir o concerto com muita animação e no volume máximo, pois o apanhado de clássicos é totalmente fulminante, são músicas ótimas, uma seguida de outra. Aces High, The Trooper, Flight of Icarus, Hallowed be thy Name, Run To The Hills e por ai afora.

Vale conferir a performance maravilhosa dos integrantes e observar suas habilidades musicais. No relançamento em DVD, há bônus e outras pérolas como parte do concerto do Rock in Rio 1985, entre outras como um pouco da estrada em turnê durante o começo dos shows em 1984. 

O Iron Maiden dessa fase é muito promissor, carrega consigo a força de uma banda jovem mas muito profissional. Item obrigatório na coleção!

O clássico ao vivo
5
19/09/2018

Nos anos 80, as bandas começaram a ter seus concertos divulgados em VHS e as filmagens rendiam valores imensos para as gravadoras, além de que faziam a cabeça dos fãs. Ozzy Osbourne já havia se aventurado com seu Speak of the Devil em 1982 através da Sony e seus shows eram fantásticos no mínimo em termos de produção visual e sonora. O Iron Maiden não poderia ficar atrás e, em 1985, trouxe para os fãs o concerto no Long Beach Arena nos EUA. Esse marca o auge do grupo, em vendas e publico também, pois nessa fase o Maiden não somente faria o VHS como também a fita K7 dupla e o LP, também duplo.

Para o vídeo, a banda resolveu fazer com a produção completa o show, como já dito nos EUA, e assim como estavam em alta por lá, acabou sendo perfeito para o tipo de estratégia que queriam na filmagem oficial. 

Logicamente a tour foi enorme, então enquanto estavam rodando o mundo, Rod Smallwood empresário do grupo, foi dinâmico e centrado para conseguir o que queria, ele também se valeu do trabalho de Martin Birch. 

O Maiden vinha desde 1980 com sucesso fantástico, atravessando as barreiras e mostrando que tinha qualidade não somente no estúdio, mas ao vivo também. Após Killers, Paul Di ´Anno não seria o vocalista e então com Bruce Dickinson, a banda mudaria um pouco sua veia musical, chegando a um patamar muito superior, inclusive em performance.

Em 1982 com Number of the Beast a todo vapor nas paradas o grupo filmou no Hammersmith Odeon o seu concerto, mas, a produção e iluminação, deixaram Steve Harris desapontado e o mesmo não permitiu o lançamento do concerto completo. Hoje, metade dele está disponível em DVD no documentário oficial da banda.

Para tour de Piece of Mind, não houve planos de gravações e sim apenas videoclipes e shows, mas chegando em 1984, com muito sucesso e estando em uma posição financeira confortável, a banda então resolveu filmar durante três dias seguidos.

O título veio como a uma luva, Live After Death, encaixando perfeitamente com o som do grupo, com as imagens e com a arte de capa realmente brilhante de Derek Riggs. O LP que veio em capa dupla e disco idem, trouxe cinco faixas a mais, essas registradas em 1984 e, no entanto, no vídeo oficial a banda traria seu set de show normal.

Logo de cara você fica atônito com o público enlouquecido dentro da arena e, na sequência, pode ouvir a intro gravada com o discurso durante a Segunda Guerra Mundial por Winston Churhill, que era naquele momento crítico e delicado, o ministro inglês que lutava contra a Alemanha. O que se segue são cenas fantásticas, o palco todo decorado com o tema egípcio e mantendo o clima de Powerslave é totalmente rico em detalhes. Durante as canções, as luzes, pirotecnias e demais artefatos, compõem junto com o set musical a mestria do espetáculo. Eddie ¨The Head¨, o mascote das capas do Maiden, aparece por duas vezes, na primeira ele caminha como uma múmia pelo palco na faixa Powerslave e perto do fim, antes do bis, na canção Iron Maiden, em que surge gigantesco por detrás da bateria de Nicko McBrain. 

Aqui não se pode destacar algo e sim assistir o concerto com muita animação e no volume máximo, pois o apanhado de clássicos é totalmente fulminante, são músicas ótimas, uma seguida de outra. Aces High, The Trooper, Flight of Icarus, Hallowed be thy Name, Run To The Hills e por ai afora.

Vale conferir a performance maravilhosa dos integrantes e observar suas habilidades musicais. No relançamento em DVD, há bônus e outras pérolas como parte do concerto do Rock in Rio 1985, entre outras como um pouco da estrada em turnê durante o começo dos shows em 1984. 

O Iron Maiden dessa fase é muito promissor, carrega consigo a força de uma banda jovem mas muito profissional. Item obrigatório na coleção!

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