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Resenha: Iron Maiden - Iron Maiden (1980)

Por: Fábio Arthur

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Up The Irons!
5
19/09/2018

Iron Maiden é uma banda muito digna de receber a fama concebida, através dos fãs e críticos, isso, já no álbum de estreia. Rod Smallwood se desdobrou para conseguir o contrato para a banda, a EMI tinha a opção de assinar com o Def Leppard, mas mediante a uma visita a um pub e ver a reação do público em relação ao som do grupo, a gravadora, prontamente se decidiu pelo Maiden; fazendo assim um contrato para três discos. 

Steve Harris, líder e baixista fundador, não ficou satisfeito com a produção de Will Malone - que fez pouco-caso da banda - mas mesmo assim, eles registraram um dos melhores discos da banda até hoje. Realmente em termos de produção, Iron Maiden, soa mais seco, com vocalizações exageradas nos backings e de certa forma sem uma timbragem coerente para a bateria de Clive Burr (R.I.P.). Mesmo assim, esse disco é uma obra-prima sem dúvida alguma. 

Dave Murray e Dennis Straton comandam as guitarras e de forma especialmente fantástica, a desenvoltura e solidez dos músicos é muito distinta e coesa. No quesito vocal, Paul Di ´Anno conseguiu desempenhar muito bem sua função de cantor/interprete, mas, ainda assim, ele faria melhor no disco seguinte com a ajuda de Martin “O Mestre” Birch das produções. 

Iron Maiden foi lançado em 1980 com a tão falada Nova Onda do Heavy Metal Britânico e foi um dos favoritos daquele momento, apesar de estarem lado a lado com Motorhead, Saxon, Judas Priest entre tantos outros. A banda se superou, digamos.

Com boas avaliações, um single lançado e apresentações sem cessar, a banda seria vista como o cabeça do movimento Heavy Metal - isso muito em breve -, não tão distante em apenas poucos meses depois. 

A abertura com Prowler é de deixar a adrenalina correr solta, o riff inicial cortante, mantém a audição atenta e a canção é frenética e imponente. Na sua sequência e não menos importante Remember Tomorrow, belíssima como a uma semi-balada, mantém a vontade de continuar ouvindo o álbum. Running Free, o primeiro single do grupo, é uma canção com um refrão simples e grudento, guitarras pesadas e bateria ritmada em poucos minutos de faixa e esse é o diferencial para a mesma ser um Hit. Phantom of the Opera consegue mostrar a face do verdadeiro Maiden, a vertente épica e progressiva da banda, junto a um peso essencial e divino - uma das melhores do álbum. Transylvania, a instrumental com sua pegada swingada e solos eletrizantes, além de ser uma composição muito bem elaborada que marca a primeira de outras instrumentais que seriam gravadas pela banda em discos póstumos. Strange World carrega o clima setentista em sua melodia e composição como um todo, mas é brilhantemente executada pela banda e tem solos que casam perfeitamente com a sonoridade imposta. Charlotte the Harlot, a canção de Murray sobre a prostituta - que seria citada mais vezes em outros discos da banda - é fantástica, não somente em termos de riffs, mas nas melodias e também na interpretação de Paul Di ´Anno. O disco, fecha com a faixa título que dá o nome a banda, Iron Maiden, curta, rápida e ao mesmo tempo chama atenção por sua pegada intensa misturada a cozinha de baixo e bateria, além de seu refrão simplório mas cativante.

O Maiden nesse disco deixou sua marca, o tempo não tirou a qualidade e nem mesmo a primeira impressão sob o mesmo. Creio eu, ser um dos álbuns mais amados pelos fãs antigos da banda e, com certeza, ele é item obrigatório em coleção.

Up The Irons!
5
19/09/2018

Iron Maiden é uma banda muito digna de receber a fama concebida, através dos fãs e críticos, isso, já no álbum de estreia. Rod Smallwood se desdobrou para conseguir o contrato para a banda, a EMI tinha a opção de assinar com o Def Leppard, mas mediante a uma visita a um pub e ver a reação do público em relação ao som do grupo, a gravadora, prontamente se decidiu pelo Maiden; fazendo assim um contrato para três discos. 

Steve Harris, líder e baixista fundador, não ficou satisfeito com a produção de Will Malone - que fez pouco-caso da banda - mas mesmo assim, eles registraram um dos melhores discos da banda até hoje. Realmente em termos de produção, Iron Maiden, soa mais seco, com vocalizações exageradas nos backings e de certa forma sem uma timbragem coerente para a bateria de Clive Burr (R.I.P.). Mesmo assim, esse disco é uma obra-prima sem dúvida alguma. 

Dave Murray e Dennis Straton comandam as guitarras e de forma especialmente fantástica, a desenvoltura e solidez dos músicos é muito distinta e coesa. No quesito vocal, Paul Di ´Anno conseguiu desempenhar muito bem sua função de cantor/interprete, mas, ainda assim, ele faria melhor no disco seguinte com a ajuda de Martin “O Mestre” Birch das produções. 

Iron Maiden foi lançado em 1980 com a tão falada Nova Onda do Heavy Metal Britânico e foi um dos favoritos daquele momento, apesar de estarem lado a lado com Motorhead, Saxon, Judas Priest entre tantos outros. A banda se superou, digamos.

Com boas avaliações, um single lançado e apresentações sem cessar, a banda seria vista como o cabeça do movimento Heavy Metal - isso muito em breve -, não tão distante em apenas poucos meses depois. 

A abertura com Prowler é de deixar a adrenalina correr solta, o riff inicial cortante, mantém a audição atenta e a canção é frenética e imponente. Na sua sequência e não menos importante Remember Tomorrow, belíssima como a uma semi-balada, mantém a vontade de continuar ouvindo o álbum. Running Free, o primeiro single do grupo, é uma canção com um refrão simples e grudento, guitarras pesadas e bateria ritmada em poucos minutos de faixa e esse é o diferencial para a mesma ser um Hit. Phantom of the Opera consegue mostrar a face do verdadeiro Maiden, a vertente épica e progressiva da banda, junto a um peso essencial e divino - uma das melhores do álbum. Transylvania, a instrumental com sua pegada swingada e solos eletrizantes, além de ser uma composição muito bem elaborada que marca a primeira de outras instrumentais que seriam gravadas pela banda em discos póstumos. Strange World carrega o clima setentista em sua melodia e composição como um todo, mas é brilhantemente executada pela banda e tem solos que casam perfeitamente com a sonoridade imposta. Charlotte the Harlot, a canção de Murray sobre a prostituta - que seria citada mais vezes em outros discos da banda - é fantástica, não somente em termos de riffs, mas nas melodias e também na interpretação de Paul Di ´Anno. O disco, fecha com a faixa título que dá o nome a banda, Iron Maiden, curta, rápida e ao mesmo tempo chama atenção por sua pegada intensa misturada a cozinha de baixo e bateria, além de seu refrão simplório mas cativante.

O Maiden nesse disco deixou sua marca, o tempo não tirou a qualidade e nem mesmo a primeira impressão sob o mesmo. Creio eu, ser um dos álbuns mais amados pelos fãs antigos da banda e, com certeza, ele é item obrigatório em coleção.

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