Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Kreator - Endless Pain (1985)

Por: Fábio Arthur

Acessos: 154

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Estreia digna
4.5
17/09/2018

O Kreator chegou após inúmeras demos em outubro de 1985 com Endless Pain, bebendo na fonte do speed, thrash e até mesmo uma variação black metal. Mais tarde, o grupo influenciou muitos grupos com seu estilo marcado com crueza e rapidez bem sólida. 

Horst Muller produziu essa empreitada com o aval da Noise Records, e a distribuição foi realmente boa, mas a produção deixou a desejar. Em termos de faixas, o Kreator conseguiu aliar peso e boas ideias, um padrão diferenciado, digamos assim. 

Mille Petrozza guitarras e vocal, Ventor na bateria e vocal e Rob no baixo, o Power Trio começou a fazer concertos e se apresentar na TV em alguns programas específicos. A formação da banda, logo depois, agregaria mais um guitarrista. No disco, Ventor e Mille, dividem os vocais, cada qual em uma faixa e assim por adiante. Nota-se um efeito vocal na voz de Mille, que aos poucos em discos futuros, seriam retirados, deixando totalmente o vocal apenas com drive e cru. 

Se observarmos a banda como o primórdio da música pesada, notaremos a inovação e também um seguimento que estava sendo feito nos EUA por bandas como Exodus e Testament, mas aqui, notadamente o diferencial é a veia speed com a sujeira dos sons das guitarras e dos vocais. Endless Pain, marca a banda como clássica desde seu nascimento; uma obra firme mas com estrutura pouco trabalhada e no entanto, ainda assim, um álbum importante na história do metal.

Endless Pain com ventor na voz, abre furiosa aos berros, riffs cortantes e bateria acelerada, essa vem seguida por Mille executando no vocal Total Death, curta rápida e bem elaborada. Storm of the Beast vem mostrar a pegada de dois bumbos, ainda em treinamento, mas consistente de Ventor, além de ser bem encaixada para sua voz. Tormentor, Son of Evil e Flag of Hate são obras fundamentais do disco também, tem conteúdo muito apurado, uma sonoridade única. Cry War denota um refrão simples, com alguma diversidade de andamento e no momento seguinte Bonebreaker é outra faixa de Mille veloz e que mantém o lado mais speed do disco. Living in Fear e Dying Victims soam perfeitas para finalizarem o álbum. Enfim, um disco que trouxe uma espécie de inovação como já dito, mas também um direcionamento que a banda deixaria para trás em trabalhos futuros. O álbum tem como um todo uma conotação bem anos 80, mas ainda assim permanece como uma obra de arte intocável e reconhecida por críticos e fãs. 

Creio eu, que seja um disco para se ouvir por inteiro, em alto volume se possível.

Estreia digna
4.5
17/09/2018

O Kreator chegou após inúmeras demos em outubro de 1985 com Endless Pain, bebendo na fonte do speed, thrash e até mesmo uma variação black metal. Mais tarde, o grupo influenciou muitos grupos com seu estilo marcado com crueza e rapidez bem sólida. 

Horst Muller produziu essa empreitada com o aval da Noise Records, e a distribuição foi realmente boa, mas a produção deixou a desejar. Em termos de faixas, o Kreator conseguiu aliar peso e boas ideias, um padrão diferenciado, digamos assim. 

Mille Petrozza guitarras e vocal, Ventor na bateria e vocal e Rob no baixo, o Power Trio começou a fazer concertos e se apresentar na TV em alguns programas específicos. A formação da banda, logo depois, agregaria mais um guitarrista. No disco, Ventor e Mille, dividem os vocais, cada qual em uma faixa e assim por adiante. Nota-se um efeito vocal na voz de Mille, que aos poucos em discos futuros, seriam retirados, deixando totalmente o vocal apenas com drive e cru. 

Se observarmos a banda como o primórdio da música pesada, notaremos a inovação e também um seguimento que estava sendo feito nos EUA por bandas como Exodus e Testament, mas aqui, notadamente o diferencial é a veia speed com a sujeira dos sons das guitarras e dos vocais. Endless Pain, marca a banda como clássica desde seu nascimento; uma obra firme mas com estrutura pouco trabalhada e no entanto, ainda assim, um álbum importante na história do metal.

Endless Pain com ventor na voz, abre furiosa aos berros, riffs cortantes e bateria acelerada, essa vem seguida por Mille executando no vocal Total Death, curta rápida e bem elaborada. Storm of the Beast vem mostrar a pegada de dois bumbos, ainda em treinamento, mas consistente de Ventor, além de ser bem encaixada para sua voz. Tormentor, Son of Evil e Flag of Hate são obras fundamentais do disco também, tem conteúdo muito apurado, uma sonoridade única. Cry War denota um refrão simples, com alguma diversidade de andamento e no momento seguinte Bonebreaker é outra faixa de Mille veloz e que mantém o lado mais speed do disco. Living in Fear e Dying Victims soam perfeitas para finalizarem o álbum. Enfim, um disco que trouxe uma espécie de inovação como já dito, mas também um direcionamento que a banda deixaria para trás em trabalhos futuros. O álbum tem como um todo uma conotação bem anos 80, mas ainda assim permanece como uma obra de arte intocável e reconhecida por críticos e fãs. 

Creio eu, que seja um disco para se ouvir por inteiro, em alto volume se possível.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Kreator

Album Cover

Kreator - Pleasure To Kill (1986)

Entre o Death e o Thrash
5
Por: Fábio Arthur
29/09/2018
Album Cover

Kreator - Terrible Certainty (1987)

Ataque sonoro de puro Thrash Metal alemão
4.5
Por: Vitor Sobreira
16/03/2018
Album Cover

Kreator - Renewal (1992)

Um álbum controverso, polêmico, injustiçado, e bom!
3
Por: Tarcisio Lucas
15/09/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Metallica - Master Of Puppets (1986)

Master of Puppets é uma obra-prima de influência eterna.
5
Por: Tiago Meneses
20/12/2017
Album Cover

Napalm Death - Harmony Corruption (1990)

Do Grindcore ao Death Metal
5
Por: Fábio Arthur
14/09/2018
Album Cover

Megadeth - Dystopia (2016)

Renovação acompanhada de um brazuca
4
Por: André Luiz Paiz
25/07/2017