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Resenha: Slayer - Reign In Blood (1986)

Por: Fábio Arthur

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Inovador e Clássico!
5
13/09/2018

O Slayer já havia preparado o seu caminho com apenas dois discos lançados, eles tinham fãs, um suporte de gravadora e até mesmo estavam fazendo turnê com o Venom - já conhecido e amado em época -, então, notadamente a banda ainda assim precisava de uma alavancada para chegar ao topo. Passado algum tempo, Rick Rubin, famoso por suas produções, trouxe luz ao caminho da banda, ele os levou para Def Jam Records, uma gravadora que, em seu cast, se valia de artistas na vertente Hip-Hop. 

Com o contrato na Def Jam o Slayer chegou perto do mainstream pela primeira vez e pode ter seu álbum distribuído de forma digna no mercado mundial. Houve um atraso considerável para o lançamento do mesmo, a banda resolveu mudar a temática de suas letras e agora eles não escreviam somente sobre satanismo e sim sobre insanidade, temas religiosos e meditações sobre a morte. 

Nesse momento a banda estava no caminho certo, seu som era inovador, rápido e acima de tudo muito bem elaborado, Reign In Blood é tido como um dos melhores discos de Thrash Metal de todos os tempos; e serviu de influência para muitos, até para bandas de Black Metal.

Kerry King diria mais tarde: “Pela primeira vez, escutamos nossas notas de guitarra corretamente e audível”, era o momento certo para fazer os concertos e vender os discos e foi o que veio a ocorrer, a banda acabou sendo certificada com ouro e passou a um outro patamar. 

Nos seus 29:02 de canções, Reign in Blood se torna uma peça importante na carreira da banda, trazendo para si novos fãs e um grande diferencial em termos sonoros. Angel of Death composta por Jeff Hanneman (R.I.P.), é um dos momentos fantástico do álbum, a canção de forma muito bem elaborada, não somente no instrumental e em termos de letra, fala sobre o carrasco Josef Mengele - famoso médico nazista alemão, conhecido como o Anjo da Morte. Piece By Piece entra logo na sequência, muito avassaladora, digna de um Speed Metal agressivo e matador; e o disco segue ainda mais violento com Necrophobic, com seus 01:40 para a primeira audição é algo surpreendente, uma avalanche sonora e muito impactante. Altar of Sacrifice, com sua letra de conteúdo forte, deixa até mesmo surpreso as composições diabólicas de Black Metal para trás, tamanha elaboração centrada no tema antirreligioso e blasfemo. Jesus Saves, outra faixa de Hanneman com colaboração de King é muito forte, seus riffs aliados à batida imponente já nasceu clássica e também conta com uma letra inflamada. Criminally Insane começa cadenciada pela bateria de Dave Lombardo e remete logo após ao clima rápido do disco, Reborn mantém o nível de canções curtas mas agressivas, são apenas 02:12 que fazem a ponte para Epidemic - ótima, diga-se - com sua levada bem ao estilo Thrash Metal oitentista. Postmortem segue para o final do long play e que consegue emendar perfeitamente com a faixa-título em um turbilhão de notas como a um crescendo em que se segue até o fim dos sons de “chuva de sangue” caindo até cessar, essa, Raining Blood, uma canção pulsante e com fúria, sua letra gritada por Araya e mantida por bumbos duplicados de Lombardo, faz uma fusão perfeita para terminar a obra-prima estabelecida no disco. 

Reign in Blood, tem que ser apreciado como um todo, até mesmo em sua arte de capa. Larry W. Caroll desenvolveu a arte do álbum, o artista em questão fez dois desenhos para a banda, então mediante a uma decisão conjunta, decidiram pedir ao mesmo que fundisse as duas artes e assim obtiveram essência para o que se vê estampado no álbum. Realmente, o Slayer conseguiu uma perfeição digna, chegar com seu terceiro trabalho em 1986, posicionando de forma poderosa, música, arte e acima de tudo sem tocar nas rádios, alcançar um público diferenciado e fiel. 

Esse é um disco em que se tem aquela obrigação de manter em uma discografia e o mesmo não soa datado e nem mesmo se perdeu, sua importância é tida como referência no mundo da música extrema. 

Slayeeerrrrrrr...

Inovador e Clássico!
5
13/09/2018

O Slayer já havia preparado o seu caminho com apenas dois discos lançados, eles tinham fãs, um suporte de gravadora e até mesmo estavam fazendo turnê com o Venom - já conhecido e amado em época -, então, notadamente a banda ainda assim precisava de uma alavancada para chegar ao topo. Passado algum tempo, Rick Rubin, famoso por suas produções, trouxe luz ao caminho da banda, ele os levou para Def Jam Records, uma gravadora que, em seu cast, se valia de artistas na vertente Hip-Hop. 

Com o contrato na Def Jam o Slayer chegou perto do mainstream pela primeira vez e pode ter seu álbum distribuído de forma digna no mercado mundial. Houve um atraso considerável para o lançamento do mesmo, a banda resolveu mudar a temática de suas letras e agora eles não escreviam somente sobre satanismo e sim sobre insanidade, temas religiosos e meditações sobre a morte. 

Nesse momento a banda estava no caminho certo, seu som era inovador, rápido e acima de tudo muito bem elaborado, Reign In Blood é tido como um dos melhores discos de Thrash Metal de todos os tempos; e serviu de influência para muitos, até para bandas de Black Metal.

Kerry King diria mais tarde: “Pela primeira vez, escutamos nossas notas de guitarra corretamente e audível”, era o momento certo para fazer os concertos e vender os discos e foi o que veio a ocorrer, a banda acabou sendo certificada com ouro e passou a um outro patamar. 

Nos seus 29:02 de canções, Reign in Blood se torna uma peça importante na carreira da banda, trazendo para si novos fãs e um grande diferencial em termos sonoros. Angel of Death composta por Jeff Hanneman (R.I.P.), é um dos momentos fantástico do álbum, a canção de forma muito bem elaborada, não somente no instrumental e em termos de letra, fala sobre o carrasco Josef Mengele - famoso médico nazista alemão, conhecido como o Anjo da Morte. Piece By Piece entra logo na sequência, muito avassaladora, digna de um Speed Metal agressivo e matador; e o disco segue ainda mais violento com Necrophobic, com seus 01:40 para a primeira audição é algo surpreendente, uma avalanche sonora e muito impactante. Altar of Sacrifice, com sua letra de conteúdo forte, deixa até mesmo surpreso as composições diabólicas de Black Metal para trás, tamanha elaboração centrada no tema antirreligioso e blasfemo. Jesus Saves, outra faixa de Hanneman com colaboração de King é muito forte, seus riffs aliados à batida imponente já nasceu clássica e também conta com uma letra inflamada. Criminally Insane começa cadenciada pela bateria de Dave Lombardo e remete logo após ao clima rápido do disco, Reborn mantém o nível de canções curtas mas agressivas, são apenas 02:12 que fazem a ponte para Epidemic - ótima, diga-se - com sua levada bem ao estilo Thrash Metal oitentista. Postmortem segue para o final do long play e que consegue emendar perfeitamente com a faixa-título em um turbilhão de notas como a um crescendo em que se segue até o fim dos sons de “chuva de sangue” caindo até cessar, essa, Raining Blood, uma canção pulsante e com fúria, sua letra gritada por Araya e mantida por bumbos duplicados de Lombardo, faz uma fusão perfeita para terminar a obra-prima estabelecida no disco. 

Reign in Blood, tem que ser apreciado como um todo, até mesmo em sua arte de capa. Larry W. Caroll desenvolveu a arte do álbum, o artista em questão fez dois desenhos para a banda, então mediante a uma decisão conjunta, decidiram pedir ao mesmo que fundisse as duas artes e assim obtiveram essência para o que se vê estampado no álbum. Realmente, o Slayer conseguiu uma perfeição digna, chegar com seu terceiro trabalho em 1986, posicionando de forma poderosa, música, arte e acima de tudo sem tocar nas rádios, alcançar um público diferenciado e fiel. 

Esse é um disco em que se tem aquela obrigação de manter em uma discografia e o mesmo não soa datado e nem mesmo se perdeu, sua importância é tida como referência no mundo da música extrema. 

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