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Resenha: Ozzy - Diary Of A Madman (1981)

Por: Fábio Arthur

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A Ascensão do Madman
5
12/09/2018

Com a saída do Black Sabbath e a reviravolta gravando seu primeiro disco solo em 1980, Ozzy Osbourne chegou a um nível acima com seu disco sucessor, Diary of a Madman, que data de 1981.

Randy Rhoads mantinha os trabalhos de guitarras com maestria e como um todo a banda em estúdio e ao vivo fluía muito bem. No álbum, as gravações de baixo e bateria, ficaram a cargo de Bob Daysle (ex-Rainbow) e Lee Kerslake (ex-Uriah Heep), no caso dos teclados, Jhonny Cook foi o responsável e a produção foi muito acertada também, Max Normam, junto a Ozzy e Randy, fizeram um trabalho muito bem lapidado e com maior fluência no quesito “peso”. 

O disco tem uma vertente mais Heavy Metal e não tão direcionada ao Hard e/ou Rock Clássico como no primeiro disco. Ozzy nesse momento de carreira fazia shows lotados e mantinha os singles nas paradas; assim flertando de vez com o público aficionado por música pesada e mantendo-se nas paradas britânicas e americanas. 

Over The Mountain é uma pedrada sem limites, os riffs dela são imponentes e sua direção rítmica é totalmente envolvente. A faixa seguinte, Flying High Again, denota uma canção mais cadenciada e, no entanto, é um dos pontos altos do álbum, mantendo um refrão simples, porém muito digno. You Can´t Kill Rock and Roll, uma outra canção com ótima evolução, com violões, melodias acertadas e uma interpretação de Ozzy considerável. Believer, muito tocada ao vivo, marca presença como outra música mais cadenciada e até mesmo meio sombria. Little Dolls merece ser apreciada por sua bateria competente com efeitos em certas partes - dobradas - e que detém a característica do peso metálico inserido ao long play. Tonight, uma balada perfeita como um todo, as bases de guitarra aliadas ao refrão simplório, mas, complementar é outro momento absoluto do disco. Na última parte desse clássico, Ozzy e sua banda nos brindam com S.A.T.O. Rápida, acompanhada de teclados cheios de efeitos e com ritmo pulsante para então, cairmos no clássico de primeira e que dá o título ao disco, Diary of a Madman, com sua letra inspirada em Aleister Crowley e que mostra toda habilidade de Randy Rhoads (R.I.P.) com a fusão do clássico e rock. Um final digno!

Para a capa, nos anos 80 Ozzy sempre se envolvia com algo ao estilo horror, sempre carregando um estilo de filmes antigos como vampiros ou mesmo cenários mais macabros na arte. Isso funcionou muito bem e contribuiu para os discos de certa forma. Nessa feita, em Diary of a Madman, Ozzy encena o “Louco” com sangue e expressão facial alucinada; brilhante ideia e combina perfeitamente com as letras e o disco em si. Vale ouvir, sem pular nenhuma faixa.

A Ascensão do Madman
5
12/09/2018

Com a saída do Black Sabbath e a reviravolta gravando seu primeiro disco solo em 1980, Ozzy Osbourne chegou a um nível acima com seu disco sucessor, Diary of a Madman, que data de 1981.

Randy Rhoads mantinha os trabalhos de guitarras com maestria e como um todo a banda em estúdio e ao vivo fluía muito bem. No álbum, as gravações de baixo e bateria, ficaram a cargo de Bob Daysle (ex-Rainbow) e Lee Kerslake (ex-Uriah Heep), no caso dos teclados, Jhonny Cook foi o responsável e a produção foi muito acertada também, Max Normam, junto a Ozzy e Randy, fizeram um trabalho muito bem lapidado e com maior fluência no quesito “peso”. 

O disco tem uma vertente mais Heavy Metal e não tão direcionada ao Hard e/ou Rock Clássico como no primeiro disco. Ozzy nesse momento de carreira fazia shows lotados e mantinha os singles nas paradas; assim flertando de vez com o público aficionado por música pesada e mantendo-se nas paradas britânicas e americanas. 

Over The Mountain é uma pedrada sem limites, os riffs dela são imponentes e sua direção rítmica é totalmente envolvente. A faixa seguinte, Flying High Again, denota uma canção mais cadenciada e, no entanto, é um dos pontos altos do álbum, mantendo um refrão simples, porém muito digno. You Can´t Kill Rock and Roll, uma outra canção com ótima evolução, com violões, melodias acertadas e uma interpretação de Ozzy considerável. Believer, muito tocada ao vivo, marca presença como outra música mais cadenciada e até mesmo meio sombria. Little Dolls merece ser apreciada por sua bateria competente com efeitos em certas partes - dobradas - e que detém a característica do peso metálico inserido ao long play. Tonight, uma balada perfeita como um todo, as bases de guitarra aliadas ao refrão simplório, mas, complementar é outro momento absoluto do disco. Na última parte desse clássico, Ozzy e sua banda nos brindam com S.A.T.O. Rápida, acompanhada de teclados cheios de efeitos e com ritmo pulsante para então, cairmos no clássico de primeira e que dá o título ao disco, Diary of a Madman, com sua letra inspirada em Aleister Crowley e que mostra toda habilidade de Randy Rhoads (R.I.P.) com a fusão do clássico e rock. Um final digno!

Para a capa, nos anos 80 Ozzy sempre se envolvia com algo ao estilo horror, sempre carregando um estilo de filmes antigos como vampiros ou mesmo cenários mais macabros na arte. Isso funcionou muito bem e contribuiu para os discos de certa forma. Nessa feita, em Diary of a Madman, Ozzy encena o “Louco” com sangue e expressão facial alucinada; brilhante ideia e combina perfeitamente com as letras e o disco em si. Vale ouvir, sem pular nenhuma faixa.

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