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Resenha: Iron Maiden - Somewhere In Time (1986)

Por: Fábio Arthur

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Clássico Absoluto!
5
11/09/2018

Somewhere In Time, nasceu logo após o auge da banda em 1984, período que marca a maior turnê executada pelo grupo - foram 13 meses de concertos - inclusive a banda veio ao Brasil para o festival de 1985, o Rock In Rio. 

Em 1986 começaram a desenvolver o que viria ser seu próximo disco, mas a banda tinha que continuar a manter o nível exibido desde então, até aquele momento. O cansaço de outrora da World Slavery Tour 84-85, deixou os membros cansados ao extremo, porém, Rod Smallwood (empresário e fiel escudeiro) havia planejado toda jornada em que o grupo iria trilhar nos próximos anos. O vocalista Bruce Dickinson, era o que mais necessitava de um descanso.

Quando Steve Harris (baixista e fundador), resolveu entrar no quesito ficção científica, em um plano futurista, ele absorveu as ideias de um livro/filme, intitulado de Blade Runner: Caçador de Androides e então, manteve juntamente suas próprias ideias para elaboração dos conceitos que viriam em se transformar no disco póstumo do Iron Maiden.
Sendo assim, Harris e outros membros elaboraram o material e uma nova gama de fatores surgiram, como por exemplo as guitarras sintetizadas e teclados; esse seria um diferencial supremo no som da banda e naquele instante. A arte de capa desenhada por Derek Riggs, denotou tamanha competência, em que os mínimos detalhes perduram por horas para serem visualizados como um todo, são referência inúmeras essas, desde símbolos, nomes de canções da banda e até mesmo coisas corriqueiras. Dentro deste cenário futurista, Eddie o mascote eterno, chegou armado com pistola laser e sem seus cabelos, que agora davam espaço para um tipo de capacete com circuitos interligados; e o mais incrível é que tudo coube exatamente e bem encaixado com o som da banda.
Somewhere In Time é o sexto disco de estúdio e também conhecido como um dos melhores trabalhos pelos fãs e críticos ao redor do mundo todo. 

Martin Birch produziu o álbum e em seus 51:02 de músicas a banda se mostra totalmente focada e inovadora e sem perder a característica típica do Maiden. Logo de cara a abertura Caught Somewhere In Time consegue empolgar, a faixa vem a galopes rápidos com dobras de pedal de bumbo (em um pé somente) de Nicko, que é totalmente fuzilante e assim mesmo com sintetizadores a banda cria uma avalanche sonora, bem ritmada e que pode ser tida como  uma "pauleira" no sentido da palavra mesmo. Wasted Years, nos guia pela sequência magnífica tendo sido feito para essa um videoclipe para vincular na MTV e a mesma tem um refrão muito empolgante; além de solos e riffs muito bem executados - diga-se, obra de Adrian Smith. Em especial, nesse disco, Bruce Dickinson não fez contribuições acirradas (devido ao fator cansaço), então Smith, Harris e até mesmo Dave Murray, cuidaram da criação toda, em especial Adrian Smith. Sea Of Madness segue com um baixo funkeado no melhor estilo musical e da palavra e marca o primeiro momento diferenciado do álbum, indo em frente Heaven Can Wait consegue ser longa como algumas canções de discos antecessores do grupo e prima por ter um refrão simples mas dentro de uma harmonia brilhante. The Loneliness of the Long Distance Runner é uma obra-prima, mesmo em termos de letra e nas melodias inseridas é uma canção ponto alto do disco, com toda certeza. Stranger In A Strange Land, vem mostrar novamente o lado inovador do álbum e essa também chegou na MTV com videoclipe,  Déjà Vu criada por Murray se faz bem ao estilo do Maiden e com um refrão maravilhoso e mesmo sendo repetitivo a canção se faz forte, e eis que o disco termina com o épico furioso e amado pelos fãs, Alexander The Great em que se mostra toda a qualidade trabalhada em riffs, melodias, arranjos, letras e acima de tudo com mudanças no seu andamento, deixando ao término um gosto de querer mais. 

O Iron Maiden dessa fase é impecável, e esse é um álbum obrigatório na coleção dos fãs.  Up The Irons!

Clássico Absoluto!
5
11/09/2018

Somewhere In Time, nasceu logo após o auge da banda em 1984, período que marca a maior turnê executada pelo grupo - foram 13 meses de concertos - inclusive a banda veio ao Brasil para o festival de 1985, o Rock In Rio. 

Em 1986 começaram a desenvolver o que viria ser seu próximo disco, mas a banda tinha que continuar a manter o nível exibido desde então, até aquele momento. O cansaço de outrora da World Slavery Tour 84-85, deixou os membros cansados ao extremo, porém, Rod Smallwood (empresário e fiel escudeiro) havia planejado toda jornada em que o grupo iria trilhar nos próximos anos. O vocalista Bruce Dickinson, era o que mais necessitava de um descanso.

Quando Steve Harris (baixista e fundador), resolveu entrar no quesito ficção científica, em um plano futurista, ele absorveu as ideias de um livro/filme, intitulado de Blade Runner: Caçador de Androides e então, manteve juntamente suas próprias ideias para elaboração dos conceitos que viriam em se transformar no disco póstumo do Iron Maiden.
Sendo assim, Harris e outros membros elaboraram o material e uma nova gama de fatores surgiram, como por exemplo as guitarras sintetizadas e teclados; esse seria um diferencial supremo no som da banda e naquele instante. A arte de capa desenhada por Derek Riggs, denotou tamanha competência, em que os mínimos detalhes perduram por horas para serem visualizados como um todo, são referência inúmeras essas, desde símbolos, nomes de canções da banda e até mesmo coisas corriqueiras. Dentro deste cenário futurista, Eddie o mascote eterno, chegou armado com pistola laser e sem seus cabelos, que agora davam espaço para um tipo de capacete com circuitos interligados; e o mais incrível é que tudo coube exatamente e bem encaixado com o som da banda.
Somewhere In Time é o sexto disco de estúdio e também conhecido como um dos melhores trabalhos pelos fãs e críticos ao redor do mundo todo. 

Martin Birch produziu o álbum e em seus 51:02 de músicas a banda se mostra totalmente focada e inovadora e sem perder a característica típica do Maiden. Logo de cara a abertura Caught Somewhere In Time consegue empolgar, a faixa vem a galopes rápidos com dobras de pedal de bumbo (em um pé somente) de Nicko, que é totalmente fuzilante e assim mesmo com sintetizadores a banda cria uma avalanche sonora, bem ritmada e que pode ser tida como  uma "pauleira" no sentido da palavra mesmo. Wasted Years, nos guia pela sequência magnífica tendo sido feito para essa um videoclipe para vincular na MTV e a mesma tem um refrão muito empolgante; além de solos e riffs muito bem executados - diga-se, obra de Adrian Smith. Em especial, nesse disco, Bruce Dickinson não fez contribuições acirradas (devido ao fator cansaço), então Smith, Harris e até mesmo Dave Murray, cuidaram da criação toda, em especial Adrian Smith. Sea Of Madness segue com um baixo funkeado no melhor estilo musical e da palavra e marca o primeiro momento diferenciado do álbum, indo em frente Heaven Can Wait consegue ser longa como algumas canções de discos antecessores do grupo e prima por ter um refrão simples mas dentro de uma harmonia brilhante. The Loneliness of the Long Distance Runner é uma obra-prima, mesmo em termos de letra e nas melodias inseridas é uma canção ponto alto do disco, com toda certeza. Stranger In A Strange Land, vem mostrar novamente o lado inovador do álbum e essa também chegou na MTV com videoclipe,  Déjà Vu criada por Murray se faz bem ao estilo do Maiden e com um refrão maravilhoso e mesmo sendo repetitivo a canção se faz forte, e eis que o disco termina com o épico furioso e amado pelos fãs, Alexander The Great em que se mostra toda a qualidade trabalhada em riffs, melodias, arranjos, letras e acima de tudo com mudanças no seu andamento, deixando ao término um gosto de querer mais. 

O Iron Maiden dessa fase é impecável, e esse é um álbum obrigatório na coleção dos fãs.  Up The Irons!

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