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Resenha: Kiss - Animalize (1984)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
O primeiro e único com Mark St. John
4
10/09/2018

É… Vinnie Vincent chegou para substituir Ace Frehley, impressionou, incomodou e saiu. Como músico, contribuiu e muito para a volta do grupo às paradas, principalmente com “Creatures Of The Night”. Como pessoa e como profissional, sofreu para se encaixar e encontrar seu espaço dentro do grupo, além de inúmeros problemas com royalties e contratos. Para aproveitar a fama e a chapa quente, rapidamente formou o grupo Vinnie Vincent Invasion e seguiu adiante.

Neste momento, estava bem claro que o Kiss estava resumido apenas em Gene Simmons e Paul Stanley. Os demais, seriam músicos contratados. Assim, uma vaga surgiu para o posto de guitarrista e foi preenchida por Mark St. John, que participou apenas de dois show completos com a banda, já que vinha apresentando dificuldades em tocar os solos das músicas como deveria. Não por problemas técnicos, mas de saúde, já que descobriu em seguida se tratar de artrite reativa. Sua única aparição em vídeo foi no clipe de “Heaven's On Fire”. Ao sair, Mark foi substituído por Bruce Kulick.

A sonoridade de “Animalize” segue o percurso iniciado com “Lick It Up”, com Gene explorando o rock e Paul o glam. É um álbum direto, com ótimos riffs de guitarra e recheado de bons refrãos. Para quem é fã da fase oitentista do grupo, é um prato cheio.

Como na maioria dos álbuns anteriores, o Kiss abre os seus álbuns com um petardo liderado por Paul Stanley. “I've Had Enough (Into The Fire)” não é diferente. Ótima faixa, com riff de guitarra extremamente empolgante. Em seguida, o maior hit do álbum: “Heaven's On Fire” segue a linha de “Lick It Up” e é um dos hinos da banda. Glam de primeira qualidade.
Gene chega quebrando tudo com “Burn Bitch Burn”. Pesada e conduzida aos riffs de guitarra. Ótima faixa.
Também liderada pelas guitarras, “Get All You Can Take” traz Paul cantando nas alturas. É mais uma faixa glam, não tão boa quanto as anteriores, mas não compromete.
Adoro as faixas que Gene contribuiu com pegada mais setentista, pois me faz lembrar da primeira fase do grupo. “Lonely Is The Hunter” é um bom exemplo.
No estilo “Burn Bitch Burn”, mas agora com Paul nos vocais, “Under The Gun” é de balançar os cabelos. Rápida e pesada. Mais uma vez, um show nas guitarras.
Paul traz mais um ótimo refrão hard e glam com “Thrills In The Night”. Fácil assimilação, perfeito para cantar junto nos shows.
Restam duas faixas e aqui o álbum perde um pouco do gás. “While The City Sleeps” e “Murder In High Heels” são cantadas por Gene e não possuem o mesmo destaque das anteriores. Se for pra escolher uma delas, fico com a última, por ser mais cadenciada, assim como “Lonely Is The Hunter”.

Vale destacar também a colaboração do excelente compositor Desmond Child nas contribuições de Paul Stanley. O cara realmente sabe como transformar uma canção em hit.

“Animalize” vendeu muito, mostrando ao Kiss que era este o caminho a seguir. 

O primeiro e único com Mark St. John
4
10/09/2018

É… Vinnie Vincent chegou para substituir Ace Frehley, impressionou, incomodou e saiu. Como músico, contribuiu e muito para a volta do grupo às paradas, principalmente com “Creatures Of The Night”. Como pessoa e como profissional, sofreu para se encaixar e encontrar seu espaço dentro do grupo, além de inúmeros problemas com royalties e contratos. Para aproveitar a fama e a chapa quente, rapidamente formou o grupo Vinnie Vincent Invasion e seguiu adiante.

Neste momento, estava bem claro que o Kiss estava resumido apenas em Gene Simmons e Paul Stanley. Os demais, seriam músicos contratados. Assim, uma vaga surgiu para o posto de guitarrista e foi preenchida por Mark St. John, que participou apenas de dois show completos com a banda, já que vinha apresentando dificuldades em tocar os solos das músicas como deveria. Não por problemas técnicos, mas de saúde, já que descobriu em seguida se tratar de artrite reativa. Sua única aparição em vídeo foi no clipe de “Heaven's On Fire”. Ao sair, Mark foi substituído por Bruce Kulick.

A sonoridade de “Animalize” segue o percurso iniciado com “Lick It Up”, com Gene explorando o rock e Paul o glam. É um álbum direto, com ótimos riffs de guitarra e recheado de bons refrãos. Para quem é fã da fase oitentista do grupo, é um prato cheio.

Como na maioria dos álbuns anteriores, o Kiss abre os seus álbuns com um petardo liderado por Paul Stanley. “I've Had Enough (Into The Fire)” não é diferente. Ótima faixa, com riff de guitarra extremamente empolgante. Em seguida, o maior hit do álbum: “Heaven's On Fire” segue a linha de “Lick It Up” e é um dos hinos da banda. Glam de primeira qualidade.
Gene chega quebrando tudo com “Burn Bitch Burn”. Pesada e conduzida aos riffs de guitarra. Ótima faixa.
Também liderada pelas guitarras, “Get All You Can Take” traz Paul cantando nas alturas. É mais uma faixa glam, não tão boa quanto as anteriores, mas não compromete.
Adoro as faixas que Gene contribuiu com pegada mais setentista, pois me faz lembrar da primeira fase do grupo. “Lonely Is The Hunter” é um bom exemplo.
No estilo “Burn Bitch Burn”, mas agora com Paul nos vocais, “Under The Gun” é de balançar os cabelos. Rápida e pesada. Mais uma vez, um show nas guitarras.
Paul traz mais um ótimo refrão hard e glam com “Thrills In The Night”. Fácil assimilação, perfeito para cantar junto nos shows.
Restam duas faixas e aqui o álbum perde um pouco do gás. “While The City Sleeps” e “Murder In High Heels” são cantadas por Gene e não possuem o mesmo destaque das anteriores. Se for pra escolher uma delas, fico com a última, por ser mais cadenciada, assim como “Lonely Is The Hunter”.

Vale destacar também a colaboração do excelente compositor Desmond Child nas contribuições de Paul Stanley. O cara realmente sabe como transformar uma canção em hit.

“Animalize” vendeu muito, mostrando ao Kiss que era este o caminho a seguir. 

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