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Resenha: Lonely Robot - The Big Dream (2017)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Progressivo de um lado, acessível de outro
3.5
10/09/2018

O álbum de estreia do grupo liderado pelo excelente guitarrista John Mitchell (Arena, It Bites, Frost*, Kino, etc.) foi muito bem recebido pela crítica em geral, o que permitiu até que a banda pudessem excursionar para um bom público já em seu primeiro lançamento. Estamos aqui para falar um pouco sobre o seu sucessor, que segue a mesma temática, porém mais aprofundada.

Quando lançou o seu primeiro trabalho, o álbum “Please Come Home”, John Mitchell afirmou que este projeto seria uma continuação do grupo Kino, até então colocado em standby por problemas de agenda com os demais integrantes. Apesar de bem diferente, já que o Kino se aproxima bem do Crossover Prog, o álbum permitiu a John fazer algo como um projeto solo com nome de banda. Deu certo e cá está o seu sucessor. Enquanto isso, o Kino também voltou, lançou um segundo álbum e todos ficaram felizes.

“Please Come Home” é um trabalho interessante, principalmente por realçar ainda mais o que eu disse no parágrafo anterior sobre "projeto solo com nome de banda". Aqui, John entrega alguns temas e passagens instrumentais (até certo ponto em excesso) que nos fazem lembrar do Pink Floyd na fase Gilmour, porém seguindo uma sonoridade mais espacial, atmosférica. Do outro lado, integra ao conteúdo algumas baladas de excelente qualidade e alguns temas mais marcantes, com encaixe perfeito para a sua voz. Ainda sobre a sonoridade espacial, o álbum não é conceitual, mas mantém os temas líricos ao redor do personagem do primeiro álbum, denominado como "O Astronauta".

No geral, você curtirá algumas faixas, mas pensará em pulá-las na segunda audição. Exemplos claros são “Prologue (Deep Sleep)”, “Epilogue (Sea Beams)” e a faixa-título. “Hello World Goodbye” também é candidata, mas agrada um pouco mais. É preciso deixar bem claro que todas possuem qualidade, só que não emplacam. Simples assim.
Das que se destacam, “Sigma” é a melhor do álbum, seguida por “Awakenings” e “False Lights”. As baladas “In Floral Green” e “The Divine Art of Being” também são belíssimas. As demais alternam entre bons e não tão bons momentos.

Com todos estes projetos em andamento, é praticamente impossível que John consiga entregar um álbum clássico em cada um deles. “The Big Dream” não faz feio, pois possui produção fantástica e bons momentos. Mas, pela sua sonoridade mais dramática e até certo ponto exagerada em comparação com o álbum primogênito, se tiver que escolher entre um ou outro, eu fico com “Please Come Home”.

Progressivo de um lado, acessível de outro
3.5
10/09/2018

O álbum de estreia do grupo liderado pelo excelente guitarrista John Mitchell (Arena, It Bites, Frost*, Kino, etc.) foi muito bem recebido pela crítica em geral, o que permitiu até que a banda pudessem excursionar para um bom público já em seu primeiro lançamento. Estamos aqui para falar um pouco sobre o seu sucessor, que segue a mesma temática, porém mais aprofundada.

Quando lançou o seu primeiro trabalho, o álbum “Please Come Home”, John Mitchell afirmou que este projeto seria uma continuação do grupo Kino, até então colocado em standby por problemas de agenda com os demais integrantes. Apesar de bem diferente, já que o Kino se aproxima bem do Crossover Prog, o álbum permitiu a John fazer algo como um projeto solo com nome de banda. Deu certo e cá está o seu sucessor. Enquanto isso, o Kino também voltou, lançou um segundo álbum e todos ficaram felizes.

“Please Come Home” é um trabalho interessante, principalmente por realçar ainda mais o que eu disse no parágrafo anterior sobre "projeto solo com nome de banda". Aqui, John entrega alguns temas e passagens instrumentais (até certo ponto em excesso) que nos fazem lembrar do Pink Floyd na fase Gilmour, porém seguindo uma sonoridade mais espacial, atmosférica. Do outro lado, integra ao conteúdo algumas baladas de excelente qualidade e alguns temas mais marcantes, com encaixe perfeito para a sua voz. Ainda sobre a sonoridade espacial, o álbum não é conceitual, mas mantém os temas líricos ao redor do personagem do primeiro álbum, denominado como "O Astronauta".

No geral, você curtirá algumas faixas, mas pensará em pulá-las na segunda audição. Exemplos claros são “Prologue (Deep Sleep)”, “Epilogue (Sea Beams)” e a faixa-título. “Hello World Goodbye” também é candidata, mas agrada um pouco mais. É preciso deixar bem claro que todas possuem qualidade, só que não emplacam. Simples assim.
Das que se destacam, “Sigma” é a melhor do álbum, seguida por “Awakenings” e “False Lights”. As baladas “In Floral Green” e “The Divine Art of Being” também são belíssimas. As demais alternam entre bons e não tão bons momentos.

Com todos estes projetos em andamento, é praticamente impossível que John consiga entregar um álbum clássico em cada um deles. “The Big Dream” não faz feio, pois possui produção fantástica e bons momentos. Mas, pela sua sonoridade mais dramática e até certo ponto exagerada em comparação com o álbum primogênito, se tiver que escolher entre um ou outro, eu fico com “Please Come Home”.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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