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Resenha: Nightwish - Endless Forms Most Beautiful (2015)

Por: André Luiz Paiz

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Volta aos trilhos com estilo
4.5
06/09/2018

Para a nossa sorte, o heavy metal também está recheado de grandes talentos femininos, sendo que a maioria dos destaques é diante do microfone. Vocalistas como Anneke van Giersbergen, Cristina Scabbia, Elize Ryd, Sharon den Adel, Anette Olzon, Tarja Turunen, Simone Simons, Alissa White-Gluz, Amy Lee e Floor Jansen, abrilhantam os palcos do heavy metal mostrando não só talento, mas também elegância. Nesta inesgotável lista de talentosas vocalistas, citei Floor Jansen por último de propósito, já que será o nosso assunto principal a partir de agora.

De um lado, conflitos e mais conflitos, diante de uma instabilidade e incerteza que se instalou no Nightwish desde a traumática saída de Tarja Turunen do grupo, lá em 2005. Anette Olzon a substituiu logo em seguida e fez bem. Ganhou alguns desafetos, mas para ela, era uma oportunidade única. Além da mudança de vocalista, a banda mudou também um pouco da sua sonoridade, principalmente em “Imaginaerum”, seguindo um caminho muito próximo das trilhas sonoras de cinema, o que também começou a trazer um certo desinteresse pelo grupo. No meio de tudo isso, Anette teve alguns problemas de saúde durante uma turnê pelos Estados Unidos. Passou mal, foi substituída às pressas (e sem ser informada) por Elize Ryd e Alissa White-Gluz (bootlegs que valem a pena). Melhorou, retornou, fez mais um show e… tchau. Brigas e mais brigas novamente.
Do outro lado da moeda, uma vocalista consolidada e uma das melhores do mundo no estilo, conhecida pelos trabalhos com os grupos After Forever e ReVamp, além das inúmeras participações nos espetaculares projetos do holandês Arjen Lucassen. Desta vez, o Tuomas Holopainen não quis experimentar e foi direto ao que teoricamente seria garantido, convidou Floor em 2012, que aceitou, se encaixou e até hoje está. O resultado disso é: a árvore começou a dar frutos e o primeiro deles se chama “Endless Forms Most Beautiful”, álbum lançado em 2015.

Estamos diante de um trabalho notável, que referencia os discos anteriores, principalmente daquela fase que considero a melhor do grupo, dos discos “Century Child” e “Once”. Ainda há uma sensação que nos remete às trilhas sonoras de cinema, mas na dose exata. Tuomas nitidamente se esforçou na composição, entregando temas sinfônicos, pesados e melódicos, além das tradicionais faixas mais acessíveis. Marco Hietala também contribuiu com algumas das composições mais pesadas. Além disso, Floor ainda é o destaque maior, com performance simplesmente brilhante, soando agressiva, melódica e sensível, sempre quando necessário.
Ainda falando sobre a cozinha, o baixinho e talentoso Emppu Vuorinen segue fazendo bem o seu trabalho nas guitarras. Gosto bastante do seu grupo de hard rock de nome Brother Firetribe. Se você não conhece, fica a dica. Marco Hietala segue apavorando, seja no baixo ou com seus vocais espetaculares. Um fator negativo foi a saída definitiva do baterista Jukka Nevalainen por problemas de insônia. Uma pena, pois transbordava feeling. Seu substituto Kai Hahto fez ótimo trabalho nas gravações e segue com o grupo.
Outro destaque interessante nas músicas do Nightwish é a parte lírica. “Endless Forms Most Beautiful” trata sobre temas distintos relacionados à ciência e razão, mas o conceito mais abordado é o do livro “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.

Sobre o tracklist, “Shudder Before The Beautiful” merece destaque por se encaixar perfeitamente como faixa de abertura. Pomposa e melódica como deve ser. “Weak Fantasy” segue o mesmo caminho.
“Elan” é a banda tentando atingir um público mais distante do heavy metal, assim como faz desde que se tornou mais conhecida. Uma boa faixa, mas não é a minha favorita. “Yours Is An Empty Hope” e a faixa-título são. A primeira extremamente pesada, com destaque para Hietala nos vocais. Já a segunda, é empolgante ao extremo. Perfeita para os palcos.
“Edema Ruh” e “Alpenglow” seguem o caminho de “Elan”, com ótimas melodias. Das três, fico com “Alpenglow”. E o que dizer da interpretação de Floor na balada “Our Decades In The Sun”? Fantástica.
“The Eyes of Sharbat Gula” é uma instrumental que acaba passando despercebida, mas que abre alas para a épica “The Greatest Show On Earth”. Com vinte e quatro minutos, alterna entre momentos de música clássica com peso, muito peso, e um excelente trabalho da banda como um todo. Floor e Marco apavoram. Vale destacar também a bela participação da Orchestre De Grandeur e seus 50 instrumentistas.

A turnê de “Endless Forms Most Beautiful” permitiu uma passagem da banda pelo Brasil para um show espetacular no Rock In Rio 2015. Isso já mostra o sucesso do álbum. Além disso, ver o Nightwish vivo e pulsante é extremamente empolgante. Espero que esta formação fique estável por um bom tempo. Os fãs agradecem.

Volta aos trilhos com estilo
4.5
06/09/2018

Para a nossa sorte, o heavy metal também está recheado de grandes talentos femininos, sendo que a maioria dos destaques é diante do microfone. Vocalistas como Anneke van Giersbergen, Cristina Scabbia, Elize Ryd, Sharon den Adel, Anette Olzon, Tarja Turunen, Simone Simons, Alissa White-Gluz, Amy Lee e Floor Jansen, abrilhantam os palcos do heavy metal mostrando não só talento, mas também elegância. Nesta inesgotável lista de talentosas vocalistas, citei Floor Jansen por último de propósito, já que será o nosso assunto principal a partir de agora.

De um lado, conflitos e mais conflitos, diante de uma instabilidade e incerteza que se instalou no Nightwish desde a traumática saída de Tarja Turunen do grupo, lá em 2005. Anette Olzon a substituiu logo em seguida e fez bem. Ganhou alguns desafetos, mas para ela, era uma oportunidade única. Além da mudança de vocalista, a banda mudou também um pouco da sua sonoridade, principalmente em “Imaginaerum”, seguindo um caminho muito próximo das trilhas sonoras de cinema, o que também começou a trazer um certo desinteresse pelo grupo. No meio de tudo isso, Anette teve alguns problemas de saúde durante uma turnê pelos Estados Unidos. Passou mal, foi substituída às pressas (e sem ser informada) por Elize Ryd e Alissa White-Gluz (bootlegs que valem a pena). Melhorou, retornou, fez mais um show e… tchau. Brigas e mais brigas novamente.
Do outro lado da moeda, uma vocalista consolidada e uma das melhores do mundo no estilo, conhecida pelos trabalhos com os grupos After Forever e ReVamp, além das inúmeras participações nos espetaculares projetos do holandês Arjen Lucassen. Desta vez, o Tuomas Holopainen não quis experimentar e foi direto ao que teoricamente seria garantido, convidou Floor em 2012, que aceitou, se encaixou e até hoje está. O resultado disso é: a árvore começou a dar frutos e o primeiro deles se chama “Endless Forms Most Beautiful”, álbum lançado em 2015.

Estamos diante de um trabalho notável, que referencia os discos anteriores, principalmente daquela fase que considero a melhor do grupo, dos discos “Century Child” e “Once”. Ainda há uma sensação que nos remete às trilhas sonoras de cinema, mas na dose exata. Tuomas nitidamente se esforçou na composição, entregando temas sinfônicos, pesados e melódicos, além das tradicionais faixas mais acessíveis. Marco Hietala também contribuiu com algumas das composições mais pesadas. Além disso, Floor ainda é o destaque maior, com performance simplesmente brilhante, soando agressiva, melódica e sensível, sempre quando necessário.
Ainda falando sobre a cozinha, o baixinho e talentoso Emppu Vuorinen segue fazendo bem o seu trabalho nas guitarras. Gosto bastante do seu grupo de hard rock de nome Brother Firetribe. Se você não conhece, fica a dica. Marco Hietala segue apavorando, seja no baixo ou com seus vocais espetaculares. Um fator negativo foi a saída definitiva do baterista Jukka Nevalainen por problemas de insônia. Uma pena, pois transbordava feeling. Seu substituto Kai Hahto fez ótimo trabalho nas gravações e segue com o grupo.
Outro destaque interessante nas músicas do Nightwish é a parte lírica. “Endless Forms Most Beautiful” trata sobre temas distintos relacionados à ciência e razão, mas o conceito mais abordado é o do livro “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.

Sobre o tracklist, “Shudder Before The Beautiful” merece destaque por se encaixar perfeitamente como faixa de abertura. Pomposa e melódica como deve ser. “Weak Fantasy” segue o mesmo caminho.
“Elan” é a banda tentando atingir um público mais distante do heavy metal, assim como faz desde que se tornou mais conhecida. Uma boa faixa, mas não é a minha favorita. “Yours Is An Empty Hope” e a faixa-título são. A primeira extremamente pesada, com destaque para Hietala nos vocais. Já a segunda, é empolgante ao extremo. Perfeita para os palcos.
“Edema Ruh” e “Alpenglow” seguem o caminho de “Elan”, com ótimas melodias. Das três, fico com “Alpenglow”. E o que dizer da interpretação de Floor na balada “Our Decades In The Sun”? Fantástica.
“The Eyes of Sharbat Gula” é uma instrumental que acaba passando despercebida, mas que abre alas para a épica “The Greatest Show On Earth”. Com vinte e quatro minutos, alterna entre momentos de música clássica com peso, muito peso, e um excelente trabalho da banda como um todo. Floor e Marco apavoram. Vale destacar também a bela participação da Orchestre De Grandeur e seus 50 instrumentistas.

A turnê de “Endless Forms Most Beautiful” permitiu uma passagem da banda pelo Brasil para um show espetacular no Rock In Rio 2015. Isso já mostra o sucesso do álbum. Além disso, ver o Nightwish vivo e pulsante é extremamente empolgante. Espero que esta formação fique estável por um bom tempo. Os fãs agradecem.

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