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Resenha: Faith No More - King for a Day... Fool for a Lifetime (1995)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
Um clássico dos anos 90
5
03/09/2018

Dentre os discos que marcaram os anos 90, King For a Day ... é figurinha carimbada, juntamente com o debut do Rage Against the Machine, Ritual de La Habitual do Jane's Addiction e Meantime do Helmet. Isso para pra não entrar na esfera grunge, o "must" da década.
O quinto álbum dos americanos tem um conjunto de trilhas bem diversificadas. Os que tem coragem terão seus nomes cravados na história, e o Faith No More não só foi corajoso como foi insano. E a recompensa veio na superação do clássico The Real Thing, tanto no amadurecimento musical, quanto na produção, pois o disco de 1989 pisa feio na equalização meia boca, com os agudos estourando nossos tímpanos. Para quem ouviu o vinil nacional, o trauma é dobrado.
King For A Day é feito de extremos, da urgência punk ao hip hop, alem de pinceladas jazzy e baladas.

"Get Out" torna-se um híbrido entre o punk e o rock alternativo, amassando logo de cara a orelha dos roqueiros !!. 
Com "Ricochet" a banda dá uma segurada, alternando momentos cadenciados ao pisar no território grunge.

O ponto mais alto do trabalho é a balada "Evidence". Haja inspiração pra criar algo tão original, sejam nas notas flutuantes de teclado e piano, na levada marota do funk, ou com as límpidas frases e solos jazzísticos. Mais incrível é fazer isso funcionar na voz gaita de Mike Patton. Clássico absoluto dos anos 90 !!.

Focando nos destaques, não dá esquecer a estranha "Star A.D." - sax / trompete e uma cozinha mega competente, transforma o que seria apenas um rock alternativo, em qualquer coisa indecifrável em termos musicais.
Uma bossa nova eletrificada é o que encontramos na soft "Caralho Voador". Mike Patton arrisca umas frases desconexas em português na parte intermediária.

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar ... pura mentira !! em King For a Day o raio veio em formato de balada. Se Evidence é perfeita, o mesmo pode-se dizer de "Take This Bottle". Ah que saudade de ouvir esse tipo de som nas rádios ... 
Na canção mid tempo, encontramos toda a riqueza sonora e qualidade absurda dos músicos. Passado os dois minutos iniciais, o ápice colide com a voz angustiante de Mike Patton. E para quem achava que o jogo viraria de vez, "Take This Bottle" volta a calmaria inicial e assim segue do meio pro fim. Querer previsibilidade com o Faith No More, não é um bom negócio.

"Just A Man" fecha de forma comportada, mesmo saindo da curva na parte do refrão e nos curtos momentos de Red Hot Chilli Peppers. O dramático final com o reforço de um coral gospel, dá o lustre necessário. Baita faixa !!.

"I Started A Joke" (Bee Gees) saiu como bônus. O cover não surpreende no instrumental, e justamente por isso, fique com a original. No fim das contas, comparar a voz de Mike Patton com Robin Gibb é pura covardia.

Um clássico dos anos 90
5
03/09/2018

Dentre os discos que marcaram os anos 90, King For a Day ... é figurinha carimbada, juntamente com o debut do Rage Against the Machine, Ritual de La Habitual do Jane's Addiction e Meantime do Helmet. Isso para pra não entrar na esfera grunge, o "must" da década.
O quinto álbum dos americanos tem um conjunto de trilhas bem diversificadas. Os que tem coragem terão seus nomes cravados na história, e o Faith No More não só foi corajoso como foi insano. E a recompensa veio na superação do clássico The Real Thing, tanto no amadurecimento musical, quanto na produção, pois o disco de 1989 pisa feio na equalização meia boca, com os agudos estourando nossos tímpanos. Para quem ouviu o vinil nacional, o trauma é dobrado.
King For A Day é feito de extremos, da urgência punk ao hip hop, alem de pinceladas jazzy e baladas.

"Get Out" torna-se um híbrido entre o punk e o rock alternativo, amassando logo de cara a orelha dos roqueiros !!. 
Com "Ricochet" a banda dá uma segurada, alternando momentos cadenciados ao pisar no território grunge.

O ponto mais alto do trabalho é a balada "Evidence". Haja inspiração pra criar algo tão original, sejam nas notas flutuantes de teclado e piano, na levada marota do funk, ou com as límpidas frases e solos jazzísticos. Mais incrível é fazer isso funcionar na voz gaita de Mike Patton. Clássico absoluto dos anos 90 !!.

Focando nos destaques, não dá esquecer a estranha "Star A.D." - sax / trompete e uma cozinha mega competente, transforma o que seria apenas um rock alternativo, em qualquer coisa indecifrável em termos musicais.
Uma bossa nova eletrificada é o que encontramos na soft "Caralho Voador". Mike Patton arrisca umas frases desconexas em português na parte intermediária.

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar ... pura mentira !! em King For a Day o raio veio em formato de balada. Se Evidence é perfeita, o mesmo pode-se dizer de "Take This Bottle". Ah que saudade de ouvir esse tipo de som nas rádios ... 
Na canção mid tempo, encontramos toda a riqueza sonora e qualidade absurda dos músicos. Passado os dois minutos iniciais, o ápice colide com a voz angustiante de Mike Patton. E para quem achava que o jogo viraria de vez, "Take This Bottle" volta a calmaria inicial e assim segue do meio pro fim. Querer previsibilidade com o Faith No More, não é um bom negócio.

"Just A Man" fecha de forma comportada, mesmo saindo da curva na parte do refrão e nos curtos momentos de Red Hot Chilli Peppers. O dramático final com o reforço de um coral gospel, dá o lustre necessário. Baita faixa !!.

"I Started A Joke" (Bee Gees) saiu como bônus. O cover não surpreende no instrumental, e justamente por isso, fique com a original. No fim das contas, comparar a voz de Mike Patton com Robin Gibb é pura covardia.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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