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    Sabbatum: A Medieval Tribute to Black Sabbath (2003)

    4 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Rondellus - Sabbatum: A Medieval Tribute to Black Sabbath (2003)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 109

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Album Cover
Muito mais que um tributo, uma obra transcendental.
4
30/08/2018

Não sou muito chegado a discos tributos, se for para ouvir uma obra cover, por questões obvias, prefiro a original. Em 95% dos casos, elas ficam muito aquém da matriz, ainda mais tratando-se de Black Sabbath. No caso do Rondellus, abro uma exceção, exatamente por soar bem diferente dos tributos caça niqueis que temos por aí.
Os arranjos feitos por instrumentos como: vielas, gaitas de fole, alaúde, salterio e harpa, dão uma dimensão totalmente singular a obra sabbathica, ao serem transformadas em som medieval. 
Letras traduzidas em latim, dão o toque exótico, fazendo o ouvinte trabalhar a audição em certas músicas. Os arranjos são tão diferentes, que deixam uma interrogação no ar, como um jogo de adivinhação. A não ser que o ouvinte conheça o idioma latim.

Em "Junior Eyes", juro que passei batido!, e olha que meus ouvidos são treinados quando o assunto é Black Sabbath. O mesmo aconteceu com "Symptom of the Universe", cheguei a ficar decepcionado por não descobrir. Então, peço ao leitor que não olhe o nome das canções antes de ouvir. Sejam solidários a mim, e passem raiva também. 
A transformação em "Solitude" ficou fantástica, assim como a percussão em "Wheels of Confusion". Digo percussão, pelo desconhecimento em instrumentos antigos, o que é feito aqui, parece som de canos de PVC com amplificação, o que não deixa de ser bem interessante.
Uma celestial harpa resplandece em "Planet Caravan", se a faixa original por si só é estranha, com o Rondellus ela fica no meio termo entre o medieval e o meditativo som japonês.
E o melhor encontra-se no fim !, com a incrível versão de "Spiral Architect", tomando contornos angelicais no vocal feminino em encontro com o alaude (instrumento de cordas dedilhadas de origem árabe)
O trabalho aborda somente a fase Ozzy Osbourne, talvez por questões contratuais, ou até mesmo pelo gosto dos músicos.

Achei falta de canções como "Black Sabbath" e a balada "Changes", ficariam atraentes nesse conceito sonoro. No mais, é um tributo daqueles que você ama ou odeia. E apesar de minha aversão com canto gregoriano e afins, eu gostei do resultado e recomendo a experiencia.

Muito mais que um tributo, uma obra transcendental.
4
30/08/2018

Não sou muito chegado a discos tributos, se for para ouvir uma obra cover, por questões obvias, prefiro a original. Em 95% dos casos, elas ficam muito aquém da matriz, ainda mais tratando-se de Black Sabbath. No caso do Rondellus, abro uma exceção, exatamente por soar bem diferente dos tributos caça niqueis que temos por aí.
Os arranjos feitos por instrumentos como: vielas, gaitas de fole, alaúde, salterio e harpa, dão uma dimensão totalmente singular a obra sabbathica, ao serem transformadas em som medieval. 
Letras traduzidas em latim, dão o toque exótico, fazendo o ouvinte trabalhar a audição em certas músicas. Os arranjos são tão diferentes, que deixam uma interrogação no ar, como um jogo de adivinhação. A não ser que o ouvinte conheça o idioma latim.

Em "Junior Eyes", juro que passei batido!, e olha que meus ouvidos são treinados quando o assunto é Black Sabbath. O mesmo aconteceu com "Symptom of the Universe", cheguei a ficar decepcionado por não descobrir. Então, peço ao leitor que não olhe o nome das canções antes de ouvir. Sejam solidários a mim, e passem raiva também. 
A transformação em "Solitude" ficou fantástica, assim como a percussão em "Wheels of Confusion". Digo percussão, pelo desconhecimento em instrumentos antigos, o que é feito aqui, parece som de canos de PVC com amplificação, o que não deixa de ser bem interessante.
Uma celestial harpa resplandece em "Planet Caravan", se a faixa original por si só é estranha, com o Rondellus ela fica no meio termo entre o medieval e o meditativo som japonês.
E o melhor encontra-se no fim !, com a incrível versão de "Spiral Architect", tomando contornos angelicais no vocal feminino em encontro com o alaude (instrumento de cordas dedilhadas de origem árabe)
O trabalho aborda somente a fase Ozzy Osbourne, talvez por questões contratuais, ou até mesmo pelo gosto dos músicos.

Achei falta de canções como "Black Sabbath" e a balada "Changes", ficariam atraentes nesse conceito sonoro. No mais, é um tributo daqueles que você ama ou odeia. E apesar de minha aversão com canto gregoriano e afins, eu gostei do resultado e recomendo a experiencia.

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