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Resenha: Savatage - Power Of The Night (1985)

Por: Marcel Z. Dio

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Pegando carona no hard 80
5
29/08/2018

O segundo full length dos americanos, aposta em canções hard / metal de fácil assimilação. Se Sirens e o Ep The Dungeons are Calling foram bem recebidos, com Power of The Night não foi diferente. O disco é o puro retrato da época mais fecunda do heavy metal.
A partir de agora o Savatage transcendia a fronteira americana, expondo a destreza dos irmãos Oliva ao mundo. O mais velho com uma inimitável voz cheia de drives, alem da abordagem quase barroca em linhas bem elaboradas de teclado, exposta com frequência em projetos futuros. O irmão conhecido por Cris Oliva, foi uma promessa na época e atingiu a maturidade em trabalhos mais melódicos, como os excepcionais : Hall of The Mountain King e Gutter Ballet. Sua morte em 1993 foi uma perda incomensurável para os amantes da guitarra, um talento raro que não teve chance de evoluir por completo.
A produção de Max Norman é na medida, nem muito polida e nem tão suja.

Progressões marcantes dão a largada na clássica faixa homônima, uma convocação aos adolescentes sobre a noite nômade. Talvez inspirado em filmes cult como : Selvagens da Noite (1979) se visualizado na versão banger.
E o tema "noite" volta com presença na magnifica "Unusual", o apogeu do disco. Sua letra abre conjecturas diferentes. Entendo-a, como um jovem a encontrar uma garota fantasma no meio da noite, querendo fugir, ao mesmo tempo que é amarrado pelo mistério e algo lhe diz para enfrento-lo.

Outro ponto alto é "Wariors" - cadenciada na abertura com camadas de teclado e vozes distorcidas, a trilha ganha corpo e velocidade, transformando-se num heavy robusto, de refrão contagiante, alem dos solos impecáveis de Cris Oliva.

Sorvendo na fonte de Ratt, Dokken e Motley Crue, o Savatage surpreende com "Hard for Love". Se quisessem seguir por esse caminho de rápido apelo, seriam bem sucedidos do mesmo jeito.

Já em "Skull Session" a identidade volta a forma com bases rápidas costuradas por solos insanos, uma das melhores canções "desconhecidas" do grupo.
Deixar a balada "In the Dream" pra fechar o disco, não foi uma boa ideia na minha opinião, uma canção morna, que poderia ser disfarçada no meio do trabalho. Ok, o Savatage tem crédito pra fazer o que bem entender.

Para muitos o passo em falso da banda, viria no sucessor Fight For the Rock (1986) apesar de entender a crítica em torno do mesmo, consigo extrair bons momentos dele. E se todo erro é seguido de uma redenção, essa veio em forma de Hall of The Mountain King (1987) a obra suprema do Savatage.
Esperamos que Jon Oliva solte algo inédito com a antiga banda. No entanto em termos financeiros, o Trans Siberian Orchestra é o porto seguro do músico, ainda que os trabalhos solos de Jon Oliva's Pain, matem um pouco a nossa sede.

Pegando carona no hard 80
5
29/08/2018

O segundo full length dos americanos, aposta em canções hard / metal de fácil assimilação. Se Sirens e o Ep The Dungeons are Calling foram bem recebidos, com Power of The Night não foi diferente. O disco é o puro retrato da época mais fecunda do heavy metal.
A partir de agora o Savatage transcendia a fronteira americana, expondo a destreza dos irmãos Oliva ao mundo. O mais velho com uma inimitável voz cheia de drives, alem da abordagem quase barroca em linhas bem elaboradas de teclado, exposta com frequência em projetos futuros. O irmão conhecido por Cris Oliva, foi uma promessa na época e atingiu a maturidade em trabalhos mais melódicos, como os excepcionais : Hall of The Mountain King e Gutter Ballet. Sua morte em 1993 foi uma perda incomensurável para os amantes da guitarra, um talento raro que não teve chance de evoluir por completo.
A produção de Max Norman é na medida, nem muito polida e nem tão suja.

Progressões marcantes dão a largada na clássica faixa homônima, uma convocação aos adolescentes sobre a noite nômade. Talvez inspirado em filmes cult como : Selvagens da Noite (1979) se visualizado na versão banger.
E o tema "noite" volta com presença na magnifica "Unusual", o apogeu do disco. Sua letra abre conjecturas diferentes. Entendo-a, como um jovem a encontrar uma garota fantasma no meio da noite, querendo fugir, ao mesmo tempo que é amarrado pelo mistério e algo lhe diz para enfrento-lo.

Outro ponto alto é "Wariors" - cadenciada na abertura com camadas de teclado e vozes distorcidas, a trilha ganha corpo e velocidade, transformando-se num heavy robusto, de refrão contagiante, alem dos solos impecáveis de Cris Oliva.

Sorvendo na fonte de Ratt, Dokken e Motley Crue, o Savatage surpreende com "Hard for Love". Se quisessem seguir por esse caminho de rápido apelo, seriam bem sucedidos do mesmo jeito.

Já em "Skull Session" a identidade volta a forma com bases rápidas costuradas por solos insanos, uma das melhores canções "desconhecidas" do grupo.
Deixar a balada "In the Dream" pra fechar o disco, não foi uma boa ideia na minha opinião, uma canção morna, que poderia ser disfarçada no meio do trabalho. Ok, o Savatage tem crédito pra fazer o que bem entender.

Para muitos o passo em falso da banda, viria no sucessor Fight For the Rock (1986) apesar de entender a crítica em torno do mesmo, consigo extrair bons momentos dele. E se todo erro é seguido de uma redenção, essa veio em forma de Hall of The Mountain King (1987) a obra suprema do Savatage.
Esperamos que Jon Oliva solte algo inédito com a antiga banda. No entanto em termos financeiros, o Trans Siberian Orchestra é o porto seguro do músico, ainda que os trabalhos solos de Jon Oliva's Pain, matem um pouco a nossa sede.

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