Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Giorgio Moroder - From Here To Eternity (1977)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 237

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Daqui para a eternidade...
5
28/08/2018

Saindo totalmente do mundo roqueiro, apresento aos não iniciados em musica eletrônica, um disco que foi o pilar fundamental para o desenvolvimento do estilo. Usado e copiado até hoje no que se conhece por trance, house, entre outras formas de música eletrônica moderna.
Os DJS e adeptos dessa esfera musical, tem por obrigação agradecer Giorgio todo santo dia!, assim como os roqueiros agradecem Chuck Berry, Elvis Presley, e os antigos tocadores de Blues.
Italiano de nascimento, o lendário Giorgio Moroder fez carreira em Munique, na Alemanha, e como músico e produtor teve seu auge no meio da década de 70, juntamente com o "boom" da discoteca.
Giorgio trabalhou em famosas trilhas de filmes, e com artistas consagrados da disco music, vide a diva Dona Summer, que sobre a mão talentosa do produtor, eclodiu com o sucesso "I Feel Love".
A sonoridade criada em From Here To Eternity era o próprio futuro!, o álbum é tão avant-garde que até hoje impressiona.
O primeiro lado é composto por um único mix de 15 minutos, distribuído em cinco faixas.

A canção título tem algo de hipnótico, com vocais bem interessantes e um etéreo coral feminino no apoio. Desenrolando perfeitamente ao se encontrar com "Faster Than The Speed Of Love", essa, com maior foco na vocalização robótica.

"Utopia" transcende a imaginação com sequenciadores e o espiritual coral. Pulsante e enigmática ao mesmo tempo, as trilhas vão se conectando umas às outras.

Na introdução da fantástica "Too Hot to Handle" um indefinido efeito de sintetizador vai fazendo looping no alto falante, passando rapidamente de uma caixa para outra.

Outro destaque é "First Hand Experience In Second Hand Love", o segundo hit, se contar com a faixa homônima. Uma obra tão estranha, exótica e viciante quanto a primeira, sendo sensual e provocante ao mesmo tempo em que soa completamente inócua, e para ser perfeitamente honesto, meio idiota. As letras bregas certamente contribuem para a atmosfera bizarra que norteia o trabalho.

Minha história com From Here to Eternity vem da infância, pois meu irmão possuia o LP e ouvia-o todo santo dia, e por tabela também comecei a apreciar o som.
Apesar de ser pouco comentado, o disco de 1977 vendeu bem no Brasil. Garanto que muitos apreciadores do velho "bolachão" já deram de "cara" com sua capa e passaram batido. Ok, todo mundo erra, então na próxima vez fiquem atentos.

Daqui para a eternidade...
5
28/08/2018

Saindo totalmente do mundo roqueiro, apresento aos não iniciados em musica eletrônica, um disco que foi o pilar fundamental para o desenvolvimento do estilo. Usado e copiado até hoje no que se conhece por trance, house, entre outras formas de música eletrônica moderna.
Os DJS e adeptos dessa esfera musical, tem por obrigação agradecer Giorgio todo santo dia!, assim como os roqueiros agradecem Chuck Berry, Elvis Presley, e os antigos tocadores de Blues.
Italiano de nascimento, o lendário Giorgio Moroder fez carreira em Munique, na Alemanha, e como músico e produtor teve seu auge no meio da década de 70, juntamente com o "boom" da discoteca.
Giorgio trabalhou em famosas trilhas de filmes, e com artistas consagrados da disco music, vide a diva Dona Summer, que sobre a mão talentosa do produtor, eclodiu com o sucesso "I Feel Love".
A sonoridade criada em From Here To Eternity era o próprio futuro!, o álbum é tão avant-garde que até hoje impressiona.
O primeiro lado é composto por um único mix de 15 minutos, distribuído em cinco faixas.

A canção título tem algo de hipnótico, com vocais bem interessantes e um etéreo coral feminino no apoio. Desenrolando perfeitamente ao se encontrar com "Faster Than The Speed Of Love", essa, com maior foco na vocalização robótica.

"Utopia" transcende a imaginação com sequenciadores e o espiritual coral. Pulsante e enigmática ao mesmo tempo, as trilhas vão se conectando umas às outras.

Na introdução da fantástica "Too Hot to Handle" um indefinido efeito de sintetizador vai fazendo looping no alto falante, passando rapidamente de uma caixa para outra.

Outro destaque é "First Hand Experience In Second Hand Love", o segundo hit, se contar com a faixa homônima. Uma obra tão estranha, exótica e viciante quanto a primeira, sendo sensual e provocante ao mesmo tempo em que soa completamente inócua, e para ser perfeitamente honesto, meio idiota. As letras bregas certamente contribuem para a atmosfera bizarra que norteia o trabalho.

Minha história com From Here to Eternity vem da infância, pois meu irmão possuia o LP e ouvia-o todo santo dia, e por tabela também comecei a apreciar o som.
Apesar de ser pouco comentado, o disco de 1977 vendeu bem no Brasil. Garanto que muitos apreciadores do velho "bolachão" já deram de "cara" com sua capa e passaram batido. Ok, todo mundo erra, então na próxima vez fiquem atentos.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Kylie Minogue - Kylie Christmas (2015)

Oportunidade desperdiçada
2.5
Por: Roberto Rillo Bíscaro
03/04/2018
Album Cover

Midge Ure - Orchestrated (2017)

Líder do Ultravox em lindo álbum com orquestra
4
Por: Roberto Rillo Bíscaro
25/08/2018
Album Cover

Simple Minds - Big Music (2014)

Veteranos escoceses encontram o equilíbrio
3
Por: Roberto Rillo Bíscaro
07/11/2017