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Resenha: Led Zeppelin - In Through the Out Door (1979)

Por: Marcel Z. Dio

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O Zeppelin de chumbo em sua cartada final
4
26/08/2018

Em sua "curta" trajetória, o Led Zeppelin não deixou nenhum trabalho abaixo da média. Existem os preferidos da galera, porém, nenhum que seja uma grande pisada na bola.
Ademais, um dos escolhidos para patinho feio, dividindo o posto com Presence (1976) é In Through the Out Door. Talvez pela maior enfase dos teclados, ou até mesmo pela radiofônica "All My Love", pega para "Cristo" quando o assunto é o grupo inglês. 
Ouvi-lo por uma vez e sair blasfemando contra a obra, não é o mais adequado. No mais, meu sincero respeito a quem não digeriu esse disco transitório.
Para o encarte de In Through the Out Door, os membros decidem investir na produção de seis capas diferentes, a famosa cena no bar, captada por seis ângulos opostos.

O álbum quase "quarentão" apresenta canções interessantes, como a introdutória "In The Evening" - obra recheada de teclados e com um ótimo solo de Page. Se eles ultrapassassem a barreira dos anos 70, aposto que iriam investir ainda mais nos teclados. 
O que difere o Led Zeppelin dos demais, são as levadas criativas com tempos que fogem do convencional, vide "The Wanton Song" e "The Grunge". E "Fool In The Rain" entra nessa relação. Indo alem, ao transformar tudo em um caldeirão sonoro, adicionando até musica caribeña na jogada.

"Hot Dog" pega todos de surpresa com o country/rockabilly de saloon. É bem legal ouvir obras descompromissadas como essa, uma grande mistura de "Led Presley" é o que temos ai.

O talento do maestro John Paul Jones é aproveitado completamente na longa e progressiva "Carouselambra", pois alem de tocar contrabaixo como poucos, se revela um grande tecladista. A faixa é um festival de nuances e texturas sonoras. Ao ouvir pela primeira vez, o jovem roqueiro deve se perguntar ... uau!, o que virá depois desse trecho ?.
E sem me alongar, digo que esse é o melhor trabalho de guitarras do Sr Jimmy Page.

Termino a resenha com outro destaque desse agradável play, a boa, porem manjada "All My Love", uma singela homenagem ao filho de Robert Plant, que tinha falecido a pouco tempo. Evidentemente a letra passou batida pela maioria, aparentando ser uma canção de casal apaixonado.
A massiva exposição de "All My Love" nas rádios, afastou os fãs mais velhos, que a essa altura do campeonato não suportam ouvi-la, assim como a maioria não tem paciência para escutar "Stairway to Heaven". Falo por mim, pois prefiro encontrar o capeta na encruzilhada do que ouvir a tal canção do Vol 4.

O lado triste da história é que a "bolacha" marca a despedida do baterista John Bonham, já que o músico morreria no ano seguinte, culminando o fim da banda.

Ouvir In Through the Out Door é entender um pouco o caminho que eles trilhariam nos anos 80. Pode não ser um Physical Graffiti da vida, porem ainda é Led Zeppelin, e se é Led é Bom.

O Zeppelin de chumbo em sua cartada final
4
26/08/2018

Em sua "curta" trajetória, o Led Zeppelin não deixou nenhum trabalho abaixo da média. Existem os preferidos da galera, porém, nenhum que seja uma grande pisada na bola.
Ademais, um dos escolhidos para patinho feio, dividindo o posto com Presence (1976) é In Through the Out Door. Talvez pela maior enfase dos teclados, ou até mesmo pela radiofônica "All My Love", pega para "Cristo" quando o assunto é o grupo inglês. 
Ouvi-lo por uma vez e sair blasfemando contra a obra, não é o mais adequado. No mais, meu sincero respeito a quem não digeriu esse disco transitório.
Para o encarte de In Through the Out Door, os membros decidem investir na produção de seis capas diferentes, a famosa cena no bar, captada por seis ângulos opostos.

O álbum quase "quarentão" apresenta canções interessantes, como a introdutória "In The Evening" - obra recheada de teclados e com um ótimo solo de Page. Se eles ultrapassassem a barreira dos anos 70, aposto que iriam investir ainda mais nos teclados. 
O que difere o Led Zeppelin dos demais, são as levadas criativas com tempos que fogem do convencional, vide "The Wanton Song" e "The Grunge". E "Fool In The Rain" entra nessa relação. Indo alem, ao transformar tudo em um caldeirão sonoro, adicionando até musica caribeña na jogada.

"Hot Dog" pega todos de surpresa com o country/rockabilly de saloon. É bem legal ouvir obras descompromissadas como essa, uma grande mistura de "Led Presley" é o que temos ai.

O talento do maestro John Paul Jones é aproveitado completamente na longa e progressiva "Carouselambra", pois alem de tocar contrabaixo como poucos, se revela um grande tecladista. A faixa é um festival de nuances e texturas sonoras. Ao ouvir pela primeira vez, o jovem roqueiro deve se perguntar ... uau!, o que virá depois desse trecho ?.
E sem me alongar, digo que esse é o melhor trabalho de guitarras do Sr Jimmy Page.

Termino a resenha com outro destaque desse agradável play, a boa, porem manjada "All My Love", uma singela homenagem ao filho de Robert Plant, que tinha falecido a pouco tempo. Evidentemente a letra passou batida pela maioria, aparentando ser uma canção de casal apaixonado.
A massiva exposição de "All My Love" nas rádios, afastou os fãs mais velhos, que a essa altura do campeonato não suportam ouvi-la, assim como a maioria não tem paciência para escutar "Stairway to Heaven". Falo por mim, pois prefiro encontrar o capeta na encruzilhada do que ouvir a tal canção do Vol 4.

O lado triste da história é que a "bolacha" marca a despedida do baterista John Bonham, já que o músico morreria no ano seguinte, culminando o fim da banda.

Ouvir In Through the Out Door é entender um pouco o caminho que eles trilhariam nos anos 80. Pode não ser um Physical Graffiti da vida, porem ainda é Led Zeppelin, e se é Led é Bom.

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