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Resenha: Paul McCartney - Flowers In The Dirt (1989)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Preparando para a terceira decolagem
4.5
19/08/2018

Após diversas críticas sobre os últimos lançamentos e alguns sinais claros de um certo bloqueio criativo, Paul empregou todas as suas forças na realização de um trabalho marcante. Em 1989 foi lançado: “Flowers In The Dirt”. Assim, McCartney seguia em direção à conquista do mundo musical pela terceira vez.

Como a ideia de contar com um braço direito nas composições não deu certo com Eric Stewart em “Press To Play”, Paul insistiu, trazendo para figurar ao seu lado ninguém menos que Elvis Costello. Juntos, compuseram o ótimo hit “My Brave Face” e três outras músicas que contribuíram muito para a originalidade e diversidade do álbum: "You Want Her Too", "Don't Be Careless Love" e "That Day Is Done". Ótimas faixas, que trazem McCartney se reinventando como sempre.
Além das canções já citadas, o álbum mostra claramente que a intenção de Paul era a volta aos palcos. Músicas diretas, com pitadas pop e melodias cativantes. Tudo com a sonoridade característica do final da década de oitenta. Como exemplo, sugiro as ótimas "Figure Of Eight" e "This One", além da já citada “My Brave Face”. Já as baladas – tópico que sempre foi especialidade de Paul – mostram que Macca conseguiu ótimos resultados, principalmente em “Distractions”, "Put It There", “Motor Of Love” e "How Many People". Esta última, uma linda balada reggae em homenagem ao brasileiro e ativista Chico Mendes.
Para finalizar, deixei duas das minhas favoritas para o final. A levada funky de “Rough Ride” é fantástica. Uma faixa que combina melodia, ótima performance vocal e instrumental. “We Got Married” é bem diferente, sendo que começa de um jeito e termina de outro, assim como Paul fez em “Band On The Run”. A primeira é obviamente inferior à segunda, mas gosto muito do resultado. Além disso, conta com a participação de David Gilmour nas guitarras.
A versão em CD trouxe também a faixa pop “Ou Est Le Soleil?”, que não consigo gostar.

“Flowers In The Dirt” precedeu uma fase fantástica na carreira de Paul. O lançamento de um ótimo álbum, nova banda e uma nova turnê mundial, permitiram que Paul tocasse ao vivo no Brasil pela primeira vez, atingindo um recorde absurdo de pessoas em seu show no Maracanã: 184.368 fãs!
A turnê ficou eternizada com o DVD “Get Back” e também com o maravilhoso LP triplo “Tripping the Live Fantastic”.

Os tropeços de “Give My Regards to Broad Street” e “Press To Play”, acompanhados de uma tentativa de reciclagem em “CHOBA B CCCP”, permitiram que Paul chegasse até “Flowers In The Dirt” calejado e preparado. E deu muito certo!

Preparando para a terceira decolagem
4.5
19/08/2018

Após diversas críticas sobre os últimos lançamentos e alguns sinais claros de um certo bloqueio criativo, Paul empregou todas as suas forças na realização de um trabalho marcante. Em 1989 foi lançado: “Flowers In The Dirt”. Assim, McCartney seguia em direção à conquista do mundo musical pela terceira vez.

Como a ideia de contar com um braço direito nas composições não deu certo com Eric Stewart em “Press To Play”, Paul insistiu, trazendo para figurar ao seu lado ninguém menos que Elvis Costello. Juntos, compuseram o ótimo hit “My Brave Face” e três outras músicas que contribuíram muito para a originalidade e diversidade do álbum: "You Want Her Too", "Don't Be Careless Love" e "That Day Is Done". Ótimas faixas, que trazem McCartney se reinventando como sempre.
Além das canções já citadas, o álbum mostra claramente que a intenção de Paul era a volta aos palcos. Músicas diretas, com pitadas pop e melodias cativantes. Tudo com a sonoridade característica do final da década de oitenta. Como exemplo, sugiro as ótimas "Figure Of Eight" e "This One", além da já citada “My Brave Face”. Já as baladas – tópico que sempre foi especialidade de Paul – mostram que Macca conseguiu ótimos resultados, principalmente em “Distractions”, "Put It There", “Motor Of Love” e "How Many People". Esta última, uma linda balada reggae em homenagem ao brasileiro e ativista Chico Mendes.
Para finalizar, deixei duas das minhas favoritas para o final. A levada funky de “Rough Ride” é fantástica. Uma faixa que combina melodia, ótima performance vocal e instrumental. “We Got Married” é bem diferente, sendo que começa de um jeito e termina de outro, assim como Paul fez em “Band On The Run”. A primeira é obviamente inferior à segunda, mas gosto muito do resultado. Além disso, conta com a participação de David Gilmour nas guitarras.
A versão em CD trouxe também a faixa pop “Ou Est Le Soleil?”, que não consigo gostar.

“Flowers In The Dirt” precedeu uma fase fantástica na carreira de Paul. O lançamento de um ótimo álbum, nova banda e uma nova turnê mundial, permitiram que Paul tocasse ao vivo no Brasil pela primeira vez, atingindo um recorde absurdo de pessoas em seu show no Maracanã: 184.368 fãs!
A turnê ficou eternizada com o DVD “Get Back” e também com o maravilhoso LP triplo “Tripping the Live Fantastic”.

Os tropeços de “Give My Regards to Broad Street” e “Press To Play”, acompanhados de uma tentativa de reciclagem em “CHOBA B CCCP”, permitiram que Paul chegasse até “Flowers In The Dirt” calejado e preparado. E deu muito certo!

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