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Resenha: Running Wild - Gates To Purgatory (1984)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 315

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Album Cover
Um debut chocante e visceral !
5
17/08/2018

Uma das melhores estreias do heavy metal encontra-se aqui, impressionante o impacto de ouvir esse tesouro oitentista pela primeira vez e constatar que após 34 anos, o choque é quase o mesmo. 
Não há nada que desabone o debut, que preserva a alma visceral do primeiro ao ultimo segundo. O famoso disco para "limpar a casa, o quintal e o abrigo", e se não for rápido o bastante para fazer isso em meia hora, coloque-o no repeat !.

Longe da futura temática pirata, o Running Wild apostava em letras mais sombrias. A speed "Victim of State Power” ia direto ao ponto, com guitarras cortantes e uma bateria que parecia um trem descarrilhado. O que Wolfgang Hagemann toca não é brincadeira.

Marchando para o exército de satã, vamos com outra pedrada mortal chamada "Black Demon", desacelerada em relação a anterior e com um refrão soberano, Black Demon torna-se viciante, levando qualquer banger ao êxtase.

"Preacher" segue a cadencia com vocais cavernosos e alguns riffs a lá Black Sabbath (fase Ozzy) É tão simples, que beira a tosquice, e tosquice das boas. A clássica "Soldier of Hell" já aposta na melodia das guitarras.

Sem perder o folego, o debut segue o ciclo com as velozes "Diabolic Force" e "Adrian S.O.S", faixas que seriam o encontro do Slayer com a pegada inglesa da NWOBHM.
"Gengis Khan" tem duas levadas de guitarra (com exceção do solo) que se repetem com algumas variações. Crueza e intensidade é a palavra adequada, "menos é mais" para o Running Wild.
As portas do purgatório são fechadas com a imortal "Prisoner of Our Time" e seu refrão desgracento e contagiante. Na segunda parte próxima ao fim, a intensidade vocal aumenta juntamente com os solos de guitarra.
Enfim, o batismo de fogo do Running Wild era alcançado com nota máxima, deixando o "Sete Peles" orgulhoso.

Branded Exile de 1985 complementa o trabalho inaugural com o mesmo vigor e rebeldia.
A virada sonora dos alemães surge com Under Jolly Roger (1987) desta vez abandonando as letras satânicas e apostando na temática pirata, alem do refinamento sonoro com maior dose melódica. Deu tão certo que os trabalhos posteriores seguiram a mesma linha, tornando-se marca registrada, assim como os conterrâneos do Tankard fizeram com o mote "cerveja".
Mexer em time que esta ganhando é besteira, mas a certa altura a exploração do tema saturou, junto com a criatividade sonora. Após o excelente Piles of Skulls, o Running Wild tornou-se mera cópia, lançando álbuns medianos, numa formula que perdeu a eficácia e a graça.

Um debut chocante e visceral !
5
17/08/2018

Uma das melhores estreias do heavy metal encontra-se aqui, impressionante o impacto de ouvir esse tesouro oitentista pela primeira vez e constatar que após 34 anos, o choque é quase o mesmo. 
Não há nada que desabone o debut, que preserva a alma visceral do primeiro ao ultimo segundo. O famoso disco para "limpar a casa, o quintal e o abrigo", e se não for rápido o bastante para fazer isso em meia hora, coloque-o no repeat !.

Longe da futura temática pirata, o Running Wild apostava em letras mais sombrias. A speed "Victim of State Power” ia direto ao ponto, com guitarras cortantes e uma bateria que parecia um trem descarrilhado. O que Wolfgang Hagemann toca não é brincadeira.

Marchando para o exército de satã, vamos com outra pedrada mortal chamada "Black Demon", desacelerada em relação a anterior e com um refrão soberano, Black Demon torna-se viciante, levando qualquer banger ao êxtase.

"Preacher" segue a cadencia com vocais cavernosos e alguns riffs a lá Black Sabbath (fase Ozzy) É tão simples, que beira a tosquice, e tosquice das boas. A clássica "Soldier of Hell" já aposta na melodia das guitarras.

Sem perder o folego, o debut segue o ciclo com as velozes "Diabolic Force" e "Adrian S.O.S", faixas que seriam o encontro do Slayer com a pegada inglesa da NWOBHM.
"Gengis Khan" tem duas levadas de guitarra (com exceção do solo) que se repetem com algumas variações. Crueza e intensidade é a palavra adequada, "menos é mais" para o Running Wild.
As portas do purgatório são fechadas com a imortal "Prisoner of Our Time" e seu refrão desgracento e contagiante. Na segunda parte próxima ao fim, a intensidade vocal aumenta juntamente com os solos de guitarra.
Enfim, o batismo de fogo do Running Wild era alcançado com nota máxima, deixando o "Sete Peles" orgulhoso.

Branded Exile de 1985 complementa o trabalho inaugural com o mesmo vigor e rebeldia.
A virada sonora dos alemães surge com Under Jolly Roger (1987) desta vez abandonando as letras satânicas e apostando na temática pirata, alem do refinamento sonoro com maior dose melódica. Deu tão certo que os trabalhos posteriores seguiram a mesma linha, tornando-se marca registrada, assim como os conterrâneos do Tankard fizeram com o mote "cerveja".
Mexer em time que esta ganhando é besteira, mas a certa altura a exploração do tema saturou, junto com a criatividade sonora. Após o excelente Piles of Skulls, o Running Wild tornou-se mera cópia, lançando álbuns medianos, numa formula que perdeu a eficácia e a graça.

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