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    The Years Of Decay (1989)

    5 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Overkill - The Years Of Decay (1989)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 238

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O thrash metal devastador dos americanos
5
11/08/2018

De certa forma o Overkill pode ser considerado uma banda injustiçada, assim como Nuclear Assault e os canadenses do Annihilator. Uma discografia tão consistente, embora sem tanto reconhecimento dentro da alta patente do thrash.
É claro que os verdadeiros fãs do estilo, entendem e respeitam a importância deles no cenário, afinal, quem gosta do grupo, pouco importa com a negligencia da mídia.
O quarto disco The Years of Decay dá uma freada na rapidez thrash dos primeiros lançamentos e esbarra de forma ousada em sons mais compassados, como o doom metal por exemplo.

A abertura com "Time to Kill" é uma bela surpresa, o demoníaco Bobby "Blitz" Ellsworth canta tal qual o Udo Dirkschneider, pelo timbre rasgado e raivoso.  A seção rítmica é de respeito, DD Verni com seu timbre médio agudo estalado, tem uma técnica absurda e o batera Bob "Sid" Falck dispensa comentários.

"Elimination" e "I Hate" pegam elementos do contemporâneo Anthrax (fase State of Euphoria) embarcando também pelo lado do speed.

O espirito inovador de The Years of Decay aparece com mais força na clássica e modulante "Nothing to Die For".  Entrosamento perfeito e uma parede devastadora de riffs, sobre uma "cozinha" complexa. DD Verni brinca com o contrabaixo, arriscando até uns slaps no meio da faixa.

A união do heavy com seu filho doom, é um êxtase sonoro, ainda mais na mão de quem sabe fazer. "Playing with Spiders/Skullcrusher" é um bom exemplo desse crossover e escancara a evolução perante aos primeiros lançamentos.
Obvio que a canção de ritmo marchado, não se arrastaria somente em notas densas e pausadas, "Playing with Spiders/Skullcrusher" tem seus momentos rápidos intercalados de forma brilhante. Interessante que a canção ultrapassa a casa dos dez minutos e em momento algum torna-se massante.

Só os mais antenados percebem que a estranha introdução e os dedilhados de "Who Tends the Fire" tem influencia de Gustav Holst, na épica The Planets - Mars, the Bringer of War,  emprestada descaradamente pela obscura banda Andromeda e posteriormente colocada em pratica na longa introdução de  Am I Evil ? do Diamond Head. No minuto final os americanos dão uma verdadeira aula de entrosamento, com frases rápidas e quebradas. 

A introspectiva faixa título começa com um belo dedilhado, e assim progride por três minutos, ganhando a força da bateria e dos riffs abafados, mantendo a estrutura harmônica quase até o final. Méritos para o ótimo solo de Bobby Gustafson.

"E.vil N.ever D.ies" é um hino, e se faz obrigatória em todos os shows do Overkill, sob pena de morte se ousarem menospreza-la. 
Uma obra sem igual do thrash, dispondo em seu refrão o ponto crucial. A sacada do curto dedilhado ao final do refrão é genial.
O melhor registro do Overkill, tem como característica, a habilidade dos músicos e as frequentes variações rítmicas e nuances, segurando e hipnotizando o ouvinte até o final.
E como baixista, faço uma ressalva a DD Verni, colocando o músico no panteão dos grandes baixistas do thrash metal, ao lado de Cliff Burton, David Ellefson e Dan Lilker.

O thrash metal devastador dos americanos
5
11/08/2018

De certa forma o Overkill pode ser considerado uma banda injustiçada, assim como Nuclear Assault e os canadenses do Annihilator. Uma discografia tão consistente, embora sem tanto reconhecimento dentro da alta patente do thrash.
É claro que os verdadeiros fãs do estilo, entendem e respeitam a importância deles no cenário, afinal, quem gosta do grupo, pouco importa com a negligencia da mídia.
O quarto disco The Years of Decay dá uma freada na rapidez thrash dos primeiros lançamentos e esbarra de forma ousada em sons mais compassados, como o doom metal por exemplo.

A abertura com "Time to Kill" é uma bela surpresa, o demoníaco Bobby "Blitz" Ellsworth canta tal qual o Udo Dirkschneider, pelo timbre rasgado e raivoso.  A seção rítmica é de respeito, DD Verni com seu timbre médio agudo estalado, tem uma técnica absurda e o batera Bob "Sid" Falck dispensa comentários.

"Elimination" e "I Hate" pegam elementos do contemporâneo Anthrax (fase State of Euphoria) embarcando também pelo lado do speed.

O espirito inovador de The Years of Decay aparece com mais força na clássica e modulante "Nothing to Die For".  Entrosamento perfeito e uma parede devastadora de riffs, sobre uma "cozinha" complexa. DD Verni brinca com o contrabaixo, arriscando até uns slaps no meio da faixa.

A união do heavy com seu filho doom, é um êxtase sonoro, ainda mais na mão de quem sabe fazer. "Playing with Spiders/Skullcrusher" é um bom exemplo desse crossover e escancara a evolução perante aos primeiros lançamentos.
Obvio que a canção de ritmo marchado, não se arrastaria somente em notas densas e pausadas, "Playing with Spiders/Skullcrusher" tem seus momentos rápidos intercalados de forma brilhante. Interessante que a canção ultrapassa a casa dos dez minutos e em momento algum torna-se massante.

Só os mais antenados percebem que a estranha introdução e os dedilhados de "Who Tends the Fire" tem influencia de Gustav Holst, na épica The Planets - Mars, the Bringer of War,  emprestada descaradamente pela obscura banda Andromeda e posteriormente colocada em pratica na longa introdução de  Am I Evil ? do Diamond Head. No minuto final os americanos dão uma verdadeira aula de entrosamento, com frases rápidas e quebradas. 

A introspectiva faixa título começa com um belo dedilhado, e assim progride por três minutos, ganhando a força da bateria e dos riffs abafados, mantendo a estrutura harmônica quase até o final. Méritos para o ótimo solo de Bobby Gustafson.

"E.vil N.ever D.ies" é um hino, e se faz obrigatória em todos os shows do Overkill, sob pena de morte se ousarem menospreza-la. 
Uma obra sem igual do thrash, dispondo em seu refrão o ponto crucial. A sacada do curto dedilhado ao final do refrão é genial.
O melhor registro do Overkill, tem como característica, a habilidade dos músicos e as frequentes variações rítmicas e nuances, segurando e hipnotizando o ouvinte até o final.
E como baixista, faço uma ressalva a DD Verni, colocando o músico no panteão dos grandes baixistas do thrash metal, ao lado de Cliff Burton, David Ellefson e Dan Lilker.

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