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    Violeta de Outono (1987)

    5 Por: Marcel Z. Dio

Resenha: Violeta de Outono - Violeta de Outono (1987)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 207

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Album Cover
O Pink Floyd brasileiro ?
5
08/08/2018

Apostar no rock progressivo na segunda metade dos anos 80, seria como dar um tiro no pé, mas a questão é que o som do Violeta De Outono ia alem. 
E com elementos da psicodelia dos anos 60 e de bandas post-punk, tal qual as manjadas Echo The Bunnymen, The Smiths e The Cure. O grupo andou meio que na contramão do BRock, o que mais tarde lhe renderia o status de banda cult.

Toda a euforia dos mais jovens ao descobrir ou abrir o baú com essa moeda rara do rock nacional, é compreensível, pois eles eram diferentes dos demais.
Apesar de ser lançado por uma Major (RCA) e alguns pseudos hits como "Outono" e "Dia Eterno" terem sua vinculação as rádios, não dava pra competir com sucessos instantâneos feitos por grupos como Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e Paralamas do Sucesso. Ainda mais com letras poéticas e quase introspectivas.

O jovem ouvinte vai se espantar ao ouvir faixas como "Outono", "Declínio de Maio", "Luz" e "Dia Eterno".
Tudo aqui beira a perfeição, seja com os timbres gordurosos de contrabaixo, bateria corpulenta ou os sensacionais licks de guitarra.
Quem é fã dos Beatles, ganha de brinde, o cover espetacular de "Tomorrow Never Knows". Não seria pretensão dizer que a versão da banda paulista ficou melhor que a original.
Dizem que a mesma foi elogiada pelo próprio Paul McCartney.

E sem esquecer da magnifica instrumental "Sombras Flutuantes". Essa, merecedora do apelidado dado aos fãs, quando dizem que o Violeta de Outono é o Pink Floyd brasileiro.
É bem verdade que não temos a abrangência climática ou viajante tomada pelos teclados de Richard White. Seria mais justo dizer que Fabio Golfetti é nosso David Gilmour, pela forma que conduz as linhas melódicas.
"Sombras Flutuantes" é tão boa, que figura junto com Pitágoras (Mutantes) e 1974 (O Terço) como uma das melhores faixas instrumentais do rock nacional. O solo de Fabio Golfetti é algo transcendental e deixou embasbacado quem viu a banda ao vivo nos sesc(s) da vida.

"No jardim noturno o esquecimento
Velha árvore espera o julgamento
Nada explicará meu sentimento
Está em meu coração, o frio do outono"

O Pink Floyd brasileiro ?
5
08/08/2018

Apostar no rock progressivo na segunda metade dos anos 80, seria como dar um tiro no pé, mas a questão é que o som do Violeta De Outono ia alem. 
E com elementos da psicodelia dos anos 60 e de bandas post-punk, tal qual as manjadas Echo The Bunnymen, The Smiths e The Cure. O grupo andou meio que na contramão do BRock, o que mais tarde lhe renderia o status de banda cult.

Toda a euforia dos mais jovens ao descobrir ou abrir o baú com essa moeda rara do rock nacional, é compreensível, pois eles eram diferentes dos demais.
Apesar de ser lançado por uma Major (RCA) e alguns pseudos hits como "Outono" e "Dia Eterno" terem sua vinculação as rádios, não dava pra competir com sucessos instantâneos feitos por grupos como Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e Paralamas do Sucesso. Ainda mais com letras poéticas e quase introspectivas.

O jovem ouvinte vai se espantar ao ouvir faixas como "Outono", "Declínio de Maio", "Luz" e "Dia Eterno".
Tudo aqui beira a perfeição, seja com os timbres gordurosos de contrabaixo, bateria corpulenta ou os sensacionais licks de guitarra.
Quem é fã dos Beatles, ganha de brinde, o cover espetacular de "Tomorrow Never Knows". Não seria pretensão dizer que a versão da banda paulista ficou melhor que a original.
Dizem que a mesma foi elogiada pelo próprio Paul McCartney.

E sem esquecer da magnifica instrumental "Sombras Flutuantes". Essa, merecedora do apelidado dado aos fãs, quando dizem que o Violeta de Outono é o Pink Floyd brasileiro.
É bem verdade que não temos a abrangência climática ou viajante tomada pelos teclados de Richard White. Seria mais justo dizer que Fabio Golfetti é nosso David Gilmour, pela forma que conduz as linhas melódicas.
"Sombras Flutuantes" é tão boa, que figura junto com Pitágoras (Mutantes) e 1974 (O Terço) como uma das melhores faixas instrumentais do rock nacional. O solo de Fabio Golfetti é algo transcendental e deixou embasbacado quem viu a banda ao vivo nos sesc(s) da vida.

"No jardim noturno o esquecimento
Velha árvore espera o julgamento
Nada explicará meu sentimento
Está em meu coração, o frio do outono"

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