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Resenha: Be-Bop Deluxe - Futurama (1975)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 85

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Um disco que passeia por vários estilos diferentes sem se perder
3.5
08/08/2018

Futurama, segundo disco da Be Bop Deluxe é um trabalho que transpira diversão, alegria e nostalgia. Não é algo extraordinário ou acima da média, mas certamente é um disco de rock muito bom, gravado por uma banda mostrando em sua música uma face um pouco diferente do seu disco de estreia, desfilando graça e polimento, oferecendo um belo brilho sonoro ao mesmo tempo em que mostra aquilo que considero ser uma das suas mais belas características, a sua incapacidade de ser rotulada. O maior destaque como sempre fica por conta do seu líder, Bill Nelson, e suas habilidades de guitarrista.

“Stage Whispers” é a faixa que abre os trabalhos do disco. Começa nos fazendo crer que existem uns três guitarristas na banda, mas não, se trata apenas de Bill Nelson apresentando seu cartão de visita. Uma faixa perfeita para definir o tom de todo o disco, com várias mudanças de intensidade e trabalhos de guitarras enérgicos e robustos. Quando parecemos a está entendendo já é o momento da faixa seguinte. Após esse começo cheio de vitalidade e vigor, “Love With the Madman” mostra um som mais reflexivo, uma balada de bela melodia, com vocais oníricos e guitarras igualmente oníricas. 

“Maid in Heaven” mostra quanta coisa boa pode caber em uma música de menos de três minutos. Apesar de compacta é um rock feroz, direto e reto. Linhas de guitarras bastante edificantes e uma cozinha com muita consistência. “Sister Seagull” é certamente uma das músicas mais queridas da banda. Começa com seu conhecido riff e segue sendo “assombrada” por uma linha de guitarra pesada que a vai moldando muito bem. Excelente música. 

“Sound Track” é a faixa que considero o maior destaque do álbum. Apesar de ser um disco onde é nítido que a guitarra é o instrumento que recebe os holofotes, nesta música o trabalho de Nelson está brilhante e furioso de tal forma que é impossível olhá-lo apenas como mais um, é algo além, magnífico. “Sound Track” se intensifica camada por camada chegando num clímax frenético que causa arrepios. Vale destacar também os ótimos trabalhos de teclados. Algumas músicas tem o poder de me fazer cantar o seu refrão inúmeras vezes sem parar sempre que termino de ouvi-la, “Music in Dreamland” é um bom exemplo disso. Uma música de levada calma e grande desenvoltura, teclados que lhes dão uma boa atmosfera, solos de guitarra meio espaciais e vocais que nos incitam cantar junto. 

“Jean Cocteau” como o nome já sugere é uma singela homenagem ao escritor francês e que também foi o diretor da primeira adaptação de A Bela e a Fera para o cinema. Musicalmente é relaxante e graciosa, onde Nelson mostra sua destreza agora no violão em um trabalho edificante. “Between the Worlds” logo no começo mostra um grande contraste em relação à faixa anterior. A música possui uma cozinha sólida, bons toques de piano e uma guitarra às vezes frenética. Uma faixa bastante cativante e contagiante. “Swan Song” é a música que finaliza o álbum. Carrega consigo algumas mudanças de direção, mas mantendo-se sempre bem alinhada. Mais solos e riffs matadores de guitarra, variação entre um rock cru e climas mais bem estruturados e espaciais criados pelos teclados. Conforme a faixa vai se desenvolvendo, mais ela vai se tornando interessante. Um excelente final para o disco. 

Em resumo é um disco muito bom. Apesar de eu citar bastante somente Bill Nelson, todos os músicos desempenham muito bem os seus papeis. Porém, apesar de Nelson ser um excelente guitarrista, da sua voz não se pode dizer a mesma coisa, não consigo me adaptar. De qualquer forma, um disco de muita classe e que passeia por vários estilos diferentes sem se perder, a produção também é muito boa e, claro, com muita ênfase nos trabalhos de guitarra. 

Um disco que passeia por vários estilos diferentes sem se perder
3.5
08/08/2018

Futurama, segundo disco da Be Bop Deluxe é um trabalho que transpira diversão, alegria e nostalgia. Não é algo extraordinário ou acima da média, mas certamente é um disco de rock muito bom, gravado por uma banda mostrando em sua música uma face um pouco diferente do seu disco de estreia, desfilando graça e polimento, oferecendo um belo brilho sonoro ao mesmo tempo em que mostra aquilo que considero ser uma das suas mais belas características, a sua incapacidade de ser rotulada. O maior destaque como sempre fica por conta do seu líder, Bill Nelson, e suas habilidades de guitarrista.

“Stage Whispers” é a faixa que abre os trabalhos do disco. Começa nos fazendo crer que existem uns três guitarristas na banda, mas não, se trata apenas de Bill Nelson apresentando seu cartão de visita. Uma faixa perfeita para definir o tom de todo o disco, com várias mudanças de intensidade e trabalhos de guitarras enérgicos e robustos. Quando parecemos a está entendendo já é o momento da faixa seguinte. Após esse começo cheio de vitalidade e vigor, “Love With the Madman” mostra um som mais reflexivo, uma balada de bela melodia, com vocais oníricos e guitarras igualmente oníricas. 

“Maid in Heaven” mostra quanta coisa boa pode caber em uma música de menos de três minutos. Apesar de compacta é um rock feroz, direto e reto. Linhas de guitarras bastante edificantes e uma cozinha com muita consistência. “Sister Seagull” é certamente uma das músicas mais queridas da banda. Começa com seu conhecido riff e segue sendo “assombrada” por uma linha de guitarra pesada que a vai moldando muito bem. Excelente música. 

“Sound Track” é a faixa que considero o maior destaque do álbum. Apesar de ser um disco onde é nítido que a guitarra é o instrumento que recebe os holofotes, nesta música o trabalho de Nelson está brilhante e furioso de tal forma que é impossível olhá-lo apenas como mais um, é algo além, magnífico. “Sound Track” se intensifica camada por camada chegando num clímax frenético que causa arrepios. Vale destacar também os ótimos trabalhos de teclados. Algumas músicas tem o poder de me fazer cantar o seu refrão inúmeras vezes sem parar sempre que termino de ouvi-la, “Music in Dreamland” é um bom exemplo disso. Uma música de levada calma e grande desenvoltura, teclados que lhes dão uma boa atmosfera, solos de guitarra meio espaciais e vocais que nos incitam cantar junto. 

“Jean Cocteau” como o nome já sugere é uma singela homenagem ao escritor francês e que também foi o diretor da primeira adaptação de A Bela e a Fera para o cinema. Musicalmente é relaxante e graciosa, onde Nelson mostra sua destreza agora no violão em um trabalho edificante. “Between the Worlds” logo no começo mostra um grande contraste em relação à faixa anterior. A música possui uma cozinha sólida, bons toques de piano e uma guitarra às vezes frenética. Uma faixa bastante cativante e contagiante. “Swan Song” é a música que finaliza o álbum. Carrega consigo algumas mudanças de direção, mas mantendo-se sempre bem alinhada. Mais solos e riffs matadores de guitarra, variação entre um rock cru e climas mais bem estruturados e espaciais criados pelos teclados. Conforme a faixa vai se desenvolvendo, mais ela vai se tornando interessante. Um excelente final para o disco. 

Em resumo é um disco muito bom. Apesar de eu citar bastante somente Bill Nelson, todos os músicos desempenham muito bem os seus papeis. Porém, apesar de Nelson ser um excelente guitarrista, da sua voz não se pode dizer a mesma coisa, não consigo me adaptar. De qualquer forma, um disco de muita classe e que passeia por vários estilos diferentes sem se perder, a produção também é muito boa e, claro, com muita ênfase nos trabalhos de guitarra. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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