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Resenha: Black Sabbath - Born Again (1983)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
A reencarnação sabbathica
4.5
07/08/2018

Na década de oitenta, o Deep Purple especulava uma reunião da formação MK II, que acabou acontecendo em 1984 com Perfect Strangers. Mas antes Ian Gillan usaria o Black Sabbath de "escada" para dar um up na situação financeira, que não era das melhores.
Obvio que a duração do super grupo seria curta, o ex Deep Purple não tinha muito a ver com a negra alma sabbathica. Creio que o acordo feito enquanto eles bebiam num pub inglês, foi realmente para um disco. No entanto o "projeto" deu liga, apesar do desgosto da banda e a rejeição de alguns fãs. No Brasil o álbum sempre foi sucesso, o que deixou Gillan espantado ao saber.
Bill Ward gravou o disco, mas não ficou para a turnê, devido a problemas de saúde e acabou dando lugar a Bev Bevan (The Move e Electric Light Orchestra)

A capa também não agradou, pudera !! um bebê demoníaco que mais parecia um rascunho. Gillan chegou a jogar uma caixa de LPs pela janela, por conta da ilustração grotesca, que usou a matriz baseada na foto de um bebê, publicada pela revista Mind Alive (1968). A mixagem também não agradou o cantor.

O repertório trazia um som diferente de tudo que o Sabbath tinha feito. A rápida "Trashed" tinha um peso descomunal. Sua letra foi baseada no acidente que Ian Gillan sofreu guiando o carro de Bill Ward numa pista de kart. Pois é, o Bill sempre se ferra !!.

"Stonehenge" é uma instrumental nebulosa feita com sintetizadores, nos moldes de EB 5150 de Mob Rules. Interessante é que na turnê, a equipe levou um cenário sobre o tema Stonehenge (famosa formação de pilares de pedra encontrada na Inglaterra) Alguns desses cenários mal cabiam no palco de shows menores, gerando uma confusão geral na montagem.

"Disturbing To Priest" é um híbrido entre Trashed e Zero the Hero, com direito a risadas macabras de Ian Gillan sobre a perturbada e herege composição.

A sinistra "The Dark" funciona como ponte para a entrada de "Zero The Hero", considerada por muitos a melhor faixa de Born Again.
E de fato ela é arrebatadora, os riffs funestos de Tony e o baixão cheio de efeitos, dão o suporte para o vocalista brilhar. As notas espaçadas do teclado, aumentam o tom macabro. Destaque para o longo e incrível solo de Iommi, cujo a estridência das notas chega a zumbir os ouvidos, deixando claro que a mixagem de Born Again pisa na bola em todos os sentidos, seja no grave muito distorcido ou nos agudos estridentes demais.

Outro destaque fica pela faixa título. A emblemática canção é uma aula de heavy metal !! Gillan mostrou seu poder de fogo para os garotos espinhentos do heavy metal e deixou todos de cabelo em pé com os potentes agudos.
Duvido que alguém consiga cantar metade do que ele cantou em Born Again. Somente Ronnie Dio conseguiria tal façanha, Tony Martin teria infarte na metade do primeiro refrão...
Assim como foi feito em Over and Over e Lonely is the Word, Tony Iommi foge a regra e deixa um ótimo solo para o final.

Fechando o aniversário de 35 anos do clássico, destaco o groove e a dinâmica de "Kepp Warm", com o baixo sacolejante de Gezzer Butler mesclando as linhas encorpadas e suingadas de Dirty Women e Wishing Well.

A reencarnação sabbathica
4.5
07/08/2018

Na década de oitenta, o Deep Purple especulava uma reunião da formação MK II, que acabou acontecendo em 1984 com Perfect Strangers. Mas antes Ian Gillan usaria o Black Sabbath de "escada" para dar um up na situação financeira, que não era das melhores.
Obvio que a duração do super grupo seria curta, o ex Deep Purple não tinha muito a ver com a negra alma sabbathica. Creio que o acordo feito enquanto eles bebiam num pub inglês, foi realmente para um disco. No entanto o "projeto" deu liga, apesar do desgosto da banda e a rejeição de alguns fãs. No Brasil o álbum sempre foi sucesso, o que deixou Gillan espantado ao saber.
Bill Ward gravou o disco, mas não ficou para a turnê, devido a problemas de saúde e acabou dando lugar a Bev Bevan (The Move e Electric Light Orchestra)

A capa também não agradou, pudera !! um bebê demoníaco que mais parecia um rascunho. Gillan chegou a jogar uma caixa de LPs pela janela, por conta da ilustração grotesca, que usou a matriz baseada na foto de um bebê, publicada pela revista Mind Alive (1968). A mixagem também não agradou o cantor.

O repertório trazia um som diferente de tudo que o Sabbath tinha feito. A rápida "Trashed" tinha um peso descomunal. Sua letra foi baseada no acidente que Ian Gillan sofreu guiando o carro de Bill Ward numa pista de kart. Pois é, o Bill sempre se ferra !!.

"Stonehenge" é uma instrumental nebulosa feita com sintetizadores, nos moldes de EB 5150 de Mob Rules. Interessante é que na turnê, a equipe levou um cenário sobre o tema Stonehenge (famosa formação de pilares de pedra encontrada na Inglaterra) Alguns desses cenários mal cabiam no palco de shows menores, gerando uma confusão geral na montagem.

"Disturbing To Priest" é um híbrido entre Trashed e Zero the Hero, com direito a risadas macabras de Ian Gillan sobre a perturbada e herege composição.

A sinistra "The Dark" funciona como ponte para a entrada de "Zero The Hero", considerada por muitos a melhor faixa de Born Again.
E de fato ela é arrebatadora, os riffs funestos de Tony e o baixão cheio de efeitos, dão o suporte para o vocalista brilhar. As notas espaçadas do teclado, aumentam o tom macabro. Destaque para o longo e incrível solo de Iommi, cujo a estridência das notas chega a zumbir os ouvidos, deixando claro que a mixagem de Born Again pisa na bola em todos os sentidos, seja no grave muito distorcido ou nos agudos estridentes demais.

Outro destaque fica pela faixa título. A emblemática canção é uma aula de heavy metal !! Gillan mostrou seu poder de fogo para os garotos espinhentos do heavy metal e deixou todos de cabelo em pé com os potentes agudos.
Duvido que alguém consiga cantar metade do que ele cantou em Born Again. Somente Ronnie Dio conseguiria tal façanha, Tony Martin teria infarte na metade do primeiro refrão...
Assim como foi feito em Over and Over e Lonely is the Word, Tony Iommi foge a regra e deixa um ótimo solo para o final.

Fechando o aniversário de 35 anos do clássico, destaco o groove e a dinâmica de "Kepp Warm", com o baixo sacolejante de Gezzer Butler mesclando as linhas encorpadas e suingadas de Dirty Women e Wishing Well.

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