Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: GTR - GTR (1986)

Por: Marcel Zangirolami

Acessos: 114

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Duas lendas, e um ótimo disco baseado no rock / pop
3.5
04/08/2018

Quando encontramos um disco feito por duas lendas do rock, existe sempre uma grande expectativa e um pé atrás com esse tipo de projeto, a história mostra que muitos foram verdadeiros tiro n'agua.
Convenhamos que o GTR divide opiniões, quem é fã xiita de Yes e Genesis e odiou a fase pop prog oitentista, obviamente torce o nariz para trabalho. A questão é esquecer os nomes envolvidos e curtir o som sem preconceito. Existem pérolas
radiofônicas aqui e acola, basta ouvir com clareza e dar uma chance ao novo conceito. Agora se for avesso ao rock de arena e trilhas do cigarro Hollyood, nem perca seu tempo !.

"When The Heart Rules The Mind" trás um belo exemplo de som radiofônico e agradável, Max Bacon faz um trabalho acurado nos vocais. A grande cartada aqui é o refrão, bons refrões são meio caminho andado no rock pop. A escolha sobre Max foi acertada, a voz do cidadão é bem compatível para a sonoridade AOR.

Mantendo a proposta anterior, "The Hunter" (composta por Geoff Downes) também virou single. Mais cadenciada que "When The Heart Rules The Mind", a semi balada é outro destaque de GTR.

Em "Here I Wait", Steve Howe tem seu momento de Trevor Rabin nos acordes iniciais.
Incrível como o músico se despoja da forma como toca no Yes, parece outro guitarrista !! Ele criou um estilo em sua ex-banda e com poucas notas era facilmente reconhecido. No Asia e em outros projetos, o guitarrista tira aquela "capa" e fica livre para navegar em um som mais moderno.

Ficou combinado que cada guitarrista teria uma música instrumental em GTR. "Sketches In The Sun" é o instante em que Steve Howe volta ao Yes, parece ter uma chavinha que faz a mudança, ora no modo Yes, ora no modo livre. A curta e acústica canção tem um pezinho na musica oriental.

"Jekyll And Hyde" é o momento de plenitude. Apesar de não entrar como hit e não ter divulgação da faixa de abertura, ela se sobressai. Tudo perfeito, desde as camadas dos teclados até a marcação do baixo, alem das guitarras deliciosamente grudentas.

A mediana "You Can Still Get Through" força a barra, e não tem muito a contar, dando a impressão de ser uma faixa menosprezada do projeto Phenomena, assim como a fraca "Reach Out".

"Toe The Line" poderia ser cantada por Jon Anderson, a música é a cara do inglês de voz imaculada. Vale mesmo pelo solo final no lap steel.

A composição mais progressiva do álbum foi composta por Steve Hackett. Sua abordagem em "Hackett to Bits" vai desde o embalo fusion até os dedilhados barroco, lembrando os bons momentos de sua antiga banda e da própria carreira.

"Imagining" é quase uma continuação da instrumental "Hackett to Bits", já que as harmonias se encaixam na proposta mais intrincada. Percebam que o tremolo inicial do violão, se aproxima de Recuerdos de la Alhambra, do violonista Francisco Tarrega.

Após uma turnê mal sucedida, a insatisfação de Hackett com a gerência financeira da banda levou ao fim do grupo.
GTR é um ótimo trabalho dos anos 80, e quanto mais se ouve, se percebe novos detalhes.

Duas lendas, e um ótimo disco baseado no rock / pop
3.5
04/08/2018

Quando encontramos um disco feito por duas lendas do rock, existe sempre uma grande expectativa e um pé atrás com esse tipo de projeto, a história mostra que muitos foram verdadeiros tiro n'agua.
Convenhamos que o GTR divide opiniões, quem é fã xiita de Yes e Genesis e odiou a fase pop prog oitentista, obviamente torce o nariz para trabalho. A questão é esquecer os nomes envolvidos e curtir o som sem preconceito. Existem pérolas
radiofônicas aqui e acola, basta ouvir com clareza e dar uma chance ao novo conceito. Agora se for avesso ao rock de arena e trilhas do cigarro Hollyood, nem perca seu tempo !.

"When The Heart Rules The Mind" trás um belo exemplo de som radiofônico e agradável, Max Bacon faz um trabalho acurado nos vocais. A grande cartada aqui é o refrão, bons refrões são meio caminho andado no rock pop. A escolha sobre Max foi acertada, a voz do cidadão é bem compatível para a sonoridade AOR.

Mantendo a proposta anterior, "The Hunter" (composta por Geoff Downes) também virou single. Mais cadenciada que "When The Heart Rules The Mind", a semi balada é outro destaque de GTR.

Em "Here I Wait", Steve Howe tem seu momento de Trevor Rabin nos acordes iniciais.
Incrível como o músico se despoja da forma como toca no Yes, parece outro guitarrista !! Ele criou um estilo em sua ex-banda e com poucas notas era facilmente reconhecido. No Asia e em outros projetos, o guitarrista tira aquela "capa" e fica livre para navegar em um som mais moderno.

Ficou combinado que cada guitarrista teria uma música instrumental em GTR. "Sketches In The Sun" é o instante em que Steve Howe volta ao Yes, parece ter uma chavinha que faz a mudança, ora no modo Yes, ora no modo livre. A curta e acústica canção tem um pezinho na musica oriental.

"Jekyll And Hyde" é o momento de plenitude. Apesar de não entrar como hit e não ter divulgação da faixa de abertura, ela se sobressai. Tudo perfeito, desde as camadas dos teclados até a marcação do baixo, alem das guitarras deliciosamente grudentas.

A mediana "You Can Still Get Through" força a barra, e não tem muito a contar, dando a impressão de ser uma faixa menosprezada do projeto Phenomena, assim como a fraca "Reach Out".

"Toe The Line" poderia ser cantada por Jon Anderson, a música é a cara do inglês de voz imaculada. Vale mesmo pelo solo final no lap steel.

A composição mais progressiva do álbum foi composta por Steve Hackett. Sua abordagem em "Hackett to Bits" vai desde o embalo fusion até os dedilhados barroco, lembrando os bons momentos de sua antiga banda e da própria carreira.

"Imagining" é quase uma continuação da instrumental "Hackett to Bits", já que as harmonias se encaixam na proposta mais intrincada. Percebam que o tremolo inicial do violão, se aproxima de Recuerdos de la Alhambra, do violonista Francisco Tarrega.

Após uma turnê mal sucedida, a insatisfação de Hackett com a gerência financeira da banda levou ao fim do grupo.
GTR é um ótimo trabalho dos anos 80, e quanto mais se ouve, se percebe novos detalhes.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de GTR

Album Cover

GTR - GTR (1986)

Um bom disco de AOR.
3
Por: Tiago Meneses
27/03/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Cervello - Melos (1973)

Um dos mais belos discos do período clássico do progressivo italiano
5
Por: Tiago Meneses
16/05/2018
Album Cover

Emerson, Lake And Powell - Emerson, Lake and Powell (1986)

Um ícone progressivo em um breve respiro nos anos 80
3
Por: Marcel Zangirolami
28/07/2018
Album Cover

Wobbler - From Silence To Somewhere (2017)

Clássico instantâneo do prog sinfônico
5
Por: Roberto Rillo Bíscaro
06/06/2018