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Resenha: Return to Forever - Romantic Warrior (1976)

Por: Tiago Meneses

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Disco de música forte, bem tocada e que se tornou um clássico instantâneo
5
01/08/2018

Nem sempre a reunião de músicos fantásticos pode nos dar a garantia de que teremos em mãos também um disco fantástico, mas em Romantic Warrior o ouvinte pode ficar despreocupado, pois foi exatamente isso que foi entregue pela Return to Forever. Este disco é facilmente um dos álbuns de fusion mais agradáveis e acessíveis que você pode achar por aí, possui um excelente, divertido e complexo conjunto de musicas que apresentam um peso em sua personalidade e virtuosidade, além de serem desprovidas de uma vanguarda que poderiam fazer com que o fusion aqui fosse encarado de certa forma mais difícil principalmente aos ouvintes mais novos no gênero. 

O disco começa através de "Medieval Overture", uma música sem erros ou furos, simplesmente perfeita. Possui algumas mudanças abruptas que a levam do jazz a uma linha mais espacial que são simplesmente impressionantes, em alguns pontos remetendo até mesmo ao King Crimson. O tecladista Chick Corea dentre os quatro músicos geniais é o único que através de sua musicalidade transcende o fusion e mostra elementos progressivos. A interação da banda no seu final dá a ideia de uma verdadeira batalha musical. Excelente forma de começar um disco. 

“Sorceres”  tem um começo bem curto em um teclado onírico e logo em seguida baixo e bateria apresentam-se em uma perfeita sincronia. Embora logicamente seja uma música de linha jazzística, nos momentos mais enlouquecedores de Al Di Meola através de sua guitarra, nota-se também claramente uma musicalidade rock na banda. 

“The Romantic Warrior” também tem uma introdução onírica através do teclado que por sua vez é ajudado pelo violão para alcançar uma excelente atmosfera. Stanley Clarke de repente assume a liderança da faixa e através do seu baixo bem direcionado e apoiado pela bateria de Lenny White guia o restante da banda. Sem muitas alterações durante vários minutos, a faixa vai permitindo que os músicos mostrem suas habilidades em seus respectivos instrumentos, mas sem dúvida com destaque para Clarke. Há também um toque de flamenco (cortesia de Meola). Tudo vai sendo criado cuidadosamente onde cada músico mostra o quão habilidoso pode ser, mas sempre sem perder a coerência. Uma música de performances simplesmente brilhantes. 

Não sei exatamente se isso é apenas coisa da minha cabeça, mas o começo de "Majestic Dance" me remete um pouco a “Aurora” de Jean Luc Ponty. Os teclados são fornecidos em alguns pontos de maneira medieval, em outros existe uma explosão jazzística, enfim, uma verdadeira colisão de sons e estilos que são capazes de tirar o fôlego de qualquer um. A faixa também veste alguns figurinos mais rock e menos jazz. Uma verdadeira obra-prima. 

“The Magician” é mais um dos pontos altos do disco. Através dos humores e atmosferas etéreas criadas por Corea a banda produz o seu som mais progressivo, com os teclados lembrando inclusive Rick Wakeman, mas claro, menos pomposo. Mais uma faixa de mudanças radicais de direção que surpreendem o ouvinte, além de possuir uma seção final bastante cativante. 

“Duel Of The Jester And The Tyrant” é o mini épico e que fecha o disco com chave de ouro. Provavelmente dentro do conceito musical do álbum este seja o ponto central. Passagens sonhadoras e bastante suaves, mas que em outros momentos são interrompidas por poderosas e súbitas explosões de energia e uma melodia subjacente extremamente bela. Uma maneira eficaz de mostrar exatamente o que a banda pode ter de melhor usando cerca de onze minutos e meio. 

Romantic Warrior é um dos melhores discos de fusion já composto. Sua música é escrita pelos quatro grandes gênios que formam esse time Chick Corea, Al Di Meola, Stanley Clarke e Lenny White. É certo que a maior parte das ideias vem do seu líder, o lendário pianista/tecladista Chick Corea, porém, existe espaço suficiente para que todos possam brilhar. Um disco de música bastante forte, bem tocada e que se tornou um clássico instantâneo. Sensacional. 

Disco de música forte, bem tocada e que se tornou um clássico instantâneo
5
01/08/2018

Nem sempre a reunião de músicos fantásticos pode nos dar a garantia de que teremos em mãos também um disco fantástico, mas em Romantic Warrior o ouvinte pode ficar despreocupado, pois foi exatamente isso que foi entregue pela Return to Forever. Este disco é facilmente um dos álbuns de fusion mais agradáveis e acessíveis que você pode achar por aí, possui um excelente, divertido e complexo conjunto de musicas que apresentam um peso em sua personalidade e virtuosidade, além de serem desprovidas de uma vanguarda que poderiam fazer com que o fusion aqui fosse encarado de certa forma mais difícil principalmente aos ouvintes mais novos no gênero. 

O disco começa através de "Medieval Overture", uma música sem erros ou furos, simplesmente perfeita. Possui algumas mudanças abruptas que a levam do jazz a uma linha mais espacial que são simplesmente impressionantes, em alguns pontos remetendo até mesmo ao King Crimson. O tecladista Chick Corea dentre os quatro músicos geniais é o único que através de sua musicalidade transcende o fusion e mostra elementos progressivos. A interação da banda no seu final dá a ideia de uma verdadeira batalha musical. Excelente forma de começar um disco. 

“Sorceres”  tem um começo bem curto em um teclado onírico e logo em seguida baixo e bateria apresentam-se em uma perfeita sincronia. Embora logicamente seja uma música de linha jazzística, nos momentos mais enlouquecedores de Al Di Meola através de sua guitarra, nota-se também claramente uma musicalidade rock na banda. 

“The Romantic Warrior” também tem uma introdução onírica através do teclado que por sua vez é ajudado pelo violão para alcançar uma excelente atmosfera. Stanley Clarke de repente assume a liderança da faixa e através do seu baixo bem direcionado e apoiado pela bateria de Lenny White guia o restante da banda. Sem muitas alterações durante vários minutos, a faixa vai permitindo que os músicos mostrem suas habilidades em seus respectivos instrumentos, mas sem dúvida com destaque para Clarke. Há também um toque de flamenco (cortesia de Meola). Tudo vai sendo criado cuidadosamente onde cada músico mostra o quão habilidoso pode ser, mas sempre sem perder a coerência. Uma música de performances simplesmente brilhantes. 

Não sei exatamente se isso é apenas coisa da minha cabeça, mas o começo de "Majestic Dance" me remete um pouco a “Aurora” de Jean Luc Ponty. Os teclados são fornecidos em alguns pontos de maneira medieval, em outros existe uma explosão jazzística, enfim, uma verdadeira colisão de sons e estilos que são capazes de tirar o fôlego de qualquer um. A faixa também veste alguns figurinos mais rock e menos jazz. Uma verdadeira obra-prima. 

“The Magician” é mais um dos pontos altos do disco. Através dos humores e atmosferas etéreas criadas por Corea a banda produz o seu som mais progressivo, com os teclados lembrando inclusive Rick Wakeman, mas claro, menos pomposo. Mais uma faixa de mudanças radicais de direção que surpreendem o ouvinte, além de possuir uma seção final bastante cativante. 

“Duel Of The Jester And The Tyrant” é o mini épico e que fecha o disco com chave de ouro. Provavelmente dentro do conceito musical do álbum este seja o ponto central. Passagens sonhadoras e bastante suaves, mas que em outros momentos são interrompidas por poderosas e súbitas explosões de energia e uma melodia subjacente extremamente bela. Uma maneira eficaz de mostrar exatamente o que a banda pode ter de melhor usando cerca de onze minutos e meio. 

Romantic Warrior é um dos melhores discos de fusion já composto. Sua música é escrita pelos quatro grandes gênios que formam esse time Chick Corea, Al Di Meola, Stanley Clarke e Lenny White. É certo que a maior parte das ideias vem do seu líder, o lendário pianista/tecladista Chick Corea, porém, existe espaço suficiente para que todos possam brilhar. Um disco de música bastante forte, bem tocada e que se tornou um clássico instantâneo. Sensacional. 

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