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Resenha: Return to Forever - Hymn Of The Seventh Galaxy (1973)

Por: Tiago Meneses

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Músicas que combinam muito bem entre si em termos sonoros e atmosféricos.
4.5
01/08/2018

Hymn Of The Seventh Galaxy é sem sombra de dúvida um excelente disco de fusion, mas mesmo assim carrega com ele um ponto negativo (negativo talvez seja até exagero) e que é a sonoridade da guitarra elétrica, na verdade neste caso é mais por conta de Bill Connors não ser exatamente o tipo de guitarrista da minha preferência, quando que por outro lado a banda teria a partir do seu disco seguinte, Al Di Meola e que é um dos meus guitarristas preferidos do gênero. De qualquer forma e como eu já disse, trata-se de um disco excelente e de uma música sendo executada de maneira exímia. 

O disco começa com a faixa título, “Hymn Of The Seventh Galaxy”, uma música com tanto virtuosismo que às vezes é difícil de apontar quais são os seus momentos de destaque. Carrega consigo um groove progressivo, os teclados de Corea são cativantes, Lenny White mostra o porquê de eu considera-lo um dos meus bateristas preferidos de sempre. Apesar de um já ter dito que Bill Connors não é exatamente o tipo de guitarrista do meu gosto, seu estilo é bem apropriado para os temas que compõem o álbum e já prova isso logo em sua abertura.

“After The Cosmic Rain” é uma composição de Stanley Clarke. O piano delicado de Corea consegue transmitir um excelente clima. Há um solo de baixo com bastante distorção mais ou menos na parte do meio. White consegue fazer um preenchimento sensacional com sua bateria. Possui algumas improvisações que começa meio devagar, mas vai ganhando uma maior dinâmica e complexidade até que retorna a sua melodia original. 

“Captain Senor Mouse” é mais uma música com grande melodia, algumas linhas de órgão psicodélicas e outros momentos de influências latinas são apenas duas das muitas atrações do disco. O brilhantismo da cozinha composta por Clarke e White é algo não menos do que sublime. Bill Connors faz aqui provavelmente aquele que seja o seu melhor trabalho em todo o disco. 

“Theme To The Mothership” eu não digo que seja o momento mais fraco do álbum, mas digamos que menos expressivo. Mesmo assim possui um bom groove e cozinha sólida, além de bom solo de guitarra e ideias espaciais de teclado. Mas no geral a música não é algo mais do que improvisações que embora bem direcionadas, não cativam como a encontrada nos demais momentos do disco. 

“Space Circus Part 1 And Part 2” começa através de teclados suaves e que dão de certa forma um descanso dentro de um disco tão caótico, enérgico e de ataques instrumentais bastante ferozes. A música então ganha um maior ritmo com bastante groove, o baixo novamente é muito bom, excelentes trabalhos de teclados e uma guitarra cheia de gingado e energia. 

“The Game Maker” mostra novamente uma música começando suavemente ao teclado com alguns toques de guitarra ao fundo que o fazem continuar. A guitarra elétrica então fica em primeiro plano trazendo uma base bastante técnica de teclado, além de uma cozinha extremamente segura de si. Há um momento que uma explosão musical faz com que cada um dos músicos dê o melhor que pode. A interação entre guitarra e teclado mais para o final é incrível. A banda então fecha o álbum em uma união de forças instrumentais que dá uma impressão poderosa ao ouvinte. 

Hymn Of The Seventh Galaxy é um disco muito bem orientado, o desempenho visto da ótica técnica é complexo e excelente. Dentro de pessoas menos familiarizadas com o gênero talvez não seja um bom exemplo de trabalho cativante, mas não tem como negar que se trata de uma coleção de músicas que combinam muito bem entre si em termos sonoros e atmosféricos.

Músicas que combinam muito bem entre si em termos sonoros e atmosféricos.
4.5
01/08/2018

Hymn Of The Seventh Galaxy é sem sombra de dúvida um excelente disco de fusion, mas mesmo assim carrega com ele um ponto negativo (negativo talvez seja até exagero) e que é a sonoridade da guitarra elétrica, na verdade neste caso é mais por conta de Bill Connors não ser exatamente o tipo de guitarrista da minha preferência, quando que por outro lado a banda teria a partir do seu disco seguinte, Al Di Meola e que é um dos meus guitarristas preferidos do gênero. De qualquer forma e como eu já disse, trata-se de um disco excelente e de uma música sendo executada de maneira exímia. 

O disco começa com a faixa título, “Hymn Of The Seventh Galaxy”, uma música com tanto virtuosismo que às vezes é difícil de apontar quais são os seus momentos de destaque. Carrega consigo um groove progressivo, os teclados de Corea são cativantes, Lenny White mostra o porquê de eu considera-lo um dos meus bateristas preferidos de sempre. Apesar de um já ter dito que Bill Connors não é exatamente o tipo de guitarrista do meu gosto, seu estilo é bem apropriado para os temas que compõem o álbum e já prova isso logo em sua abertura.

“After The Cosmic Rain” é uma composição de Stanley Clarke. O piano delicado de Corea consegue transmitir um excelente clima. Há um solo de baixo com bastante distorção mais ou menos na parte do meio. White consegue fazer um preenchimento sensacional com sua bateria. Possui algumas improvisações que começa meio devagar, mas vai ganhando uma maior dinâmica e complexidade até que retorna a sua melodia original. 

“Captain Senor Mouse” é mais uma música com grande melodia, algumas linhas de órgão psicodélicas e outros momentos de influências latinas são apenas duas das muitas atrações do disco. O brilhantismo da cozinha composta por Clarke e White é algo não menos do que sublime. Bill Connors faz aqui provavelmente aquele que seja o seu melhor trabalho em todo o disco. 

“Theme To The Mothership” eu não digo que seja o momento mais fraco do álbum, mas digamos que menos expressivo. Mesmo assim possui um bom groove e cozinha sólida, além de bom solo de guitarra e ideias espaciais de teclado. Mas no geral a música não é algo mais do que improvisações que embora bem direcionadas, não cativam como a encontrada nos demais momentos do disco. 

“Space Circus Part 1 And Part 2” começa através de teclados suaves e que dão de certa forma um descanso dentro de um disco tão caótico, enérgico e de ataques instrumentais bastante ferozes. A música então ganha um maior ritmo com bastante groove, o baixo novamente é muito bom, excelentes trabalhos de teclados e uma guitarra cheia de gingado e energia. 

“The Game Maker” mostra novamente uma música começando suavemente ao teclado com alguns toques de guitarra ao fundo que o fazem continuar. A guitarra elétrica então fica em primeiro plano trazendo uma base bastante técnica de teclado, além de uma cozinha extremamente segura de si. Há um momento que uma explosão musical faz com que cada um dos músicos dê o melhor que pode. A interação entre guitarra e teclado mais para o final é incrível. A banda então fecha o álbum em uma união de forças instrumentais que dá uma impressão poderosa ao ouvinte. 

Hymn Of The Seventh Galaxy é um disco muito bem orientado, o desempenho visto da ótica técnica é complexo e excelente. Dentro de pessoas menos familiarizadas com o gênero talvez não seja um bom exemplo de trabalho cativante, mas não tem como negar que se trata de uma coleção de músicas que combinam muito bem entre si em termos sonoros e atmosféricos.

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