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Resenha: The Sea Within - The Sea Within (2018)

Por: André Luiz Paiz

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Destinado a conquistar todos os prêmios de 2018
5
01/08/2018

No início de 2016, o grande guitarrista Roine Stolt fez uma reunião com Thomas Waber – chefe da gravadora Inside Out – demonstrando a intenção de formar um novo grupo, tendo em mente alguns convidados e uma nova abordagem sonora. O primeiro a aderir foi Jonas Reingold, baixista dos Flower Kings e amigo de longa data de Roine. Pensando um pouco sobre a figura certa para assumir os teclados, conseguiram recrutar o talentoso Tom Brislin, que já trabalhou ao lado do Camel e Yes Symphonic. Para as baquetas, Roine já tinha o desejo de trabalhar com Marco Minnemann, pela sua energia e pelo grande trabalho ao lado do The Aristocrats e também com Steven Wilson. Marco é bem conhecido no meio também pela sua participação no reality que elegeu o novo baterista do Dream Theater, vaga que acabou ficando para Mike Mangini.
Com a cozinha montada, o grupo começou a buscar pela figura que assumiria os vocais. Rapidamente Roine pensou em Daniel Gildenlow, que possui ótimo alcance e grande talento para compôr. Como apoio e pensando nas apresentações ao vivo, recrutaram também o ótimo vocalista Casey McPherson, dos grupos Flying Colors e Alpha Rev.

Com a banda formada e o nome definido – escolhido através de uma lista sugerida pelos próprios membros – as músicas começaram a surgir individualmente através de fragmentos, até que começaram a tomar forma com a participação de todos. As gravações demoraram em torno de seis meses e foram feitas no Livingston Studios, em Londres, local escolhido como ponto central de encontro, já que a banda possui seus membros espalhados pelo mundo. As composições foram tomando forma com uma proposta bem abrangente dentro do tema principal, que é o rock progressivo. Todos tiveram liberdade em todos os aspectos: no individualismo do seu instrumento, na sugestão de temas e melodias, e na parte lírica.

Dadas as informações dos parágrafos anteriores, fica uma pergunta no ar: qual o resultado? Meu amigo, o material entregue aqui é simplesmente brilhante. O encaixe foi cirúrgico e a combinação dos elementos e influências de cada membro permitiu a criação de um trabalho extremamente marcante. O álbum homônimo do “The Sea Within” traz uma combinação fantástica de estilos que atravessam pelo rock progressivo clássico, passam pelo sinfônico e chegam até o jazz. Um mix muito bem pensado e executado com maestria, com o mesmo requinte de grandes bandas com proposta similar, como é o caso do Big Big Train. Por se tratar de um álbum duplo (contando o CD bônus), pode parecer cansativo a princípio, mas, uma vez que você bebe da fonte, jamais pensará assim.

“The Sea Within” possui doze faixas que representam uma verdadeira viagem. Podemos encontrar peso e influências do Pain Of Salvation na excelente faixa de abertura “Ashes of Dawn “. A balada “They Know my Name” tem refrão similar ao de “Of Salt”, da banda de Daniel. O vocalista por sinal é destaque absoluto durante toda a audição. Uma faixa excelente e com ótima atmosfera ao som dos teclados. Ainda em tom de balada, quem brilha além de Daniel em “The Void” é Roine Stolt, com solos geniais.
Acelerando as coisas e demonstrando as influências jazzísticas do grupo, “An Eye for an Eye for an Eye” deixa a sua marca positiva. Em seguida, Casey assume os vocais na brilhante balada “Goodbye”. Ótima estratégia recrutá-lo para o grupo. E pensar que Casey chegou até o progressivo graças a Mike Portnoy, que buscava um vocalista mais comercial para o som do Flying Colors. Seu desempenho também merece destaque na balada “The Hiding of Truth” e na épica “Broken Cord”. Esta última é simplesmente fantástica. Uma viagem de 14 minutos ao que o progressivo dos anos setenta tem de melhor. Nos faz lembrar o quanto Genesis e King Crimson impressionaram naquela década de ouro do estilo. 
No segundo CD são apenas quatro faixas. Podemos dizer que são um pouco mais experimentais que as demais, porém o nível segue alto. Vale destacar as faixas “The Roaring Silence”, com ótimas vocalizações e grande performance de Marco Minnemann; “Where Are You Going?”, que tem uma pitada de psicodélico e conta novamente com grande interpretação de Daniel, assim como “Denise”, que é ainda mais sentimental.
Além de grandes composições, o grupo ainda nos presenteia com o luxo da participação de Jon Anderson na faixa “Broken Cord”, Jordan Rudess em “The Hiding of Truth” e Rob Townsend com sax soprano em “The Ashes of Dawn”.

O The Sea Within já está em turnê de divulgação. Infelizmente sem a participação de Daniel, já que combinou com o grupo que não participaria dos show para se dedicar mais à família. Justo pois, depois dos problemas de saúde que teve, deve enxergar a vida com outros olhos. O importante para nós é que esteja bem e presente no próximo álbum.

Graças ao gigante Roine Stolt temos aqui mais um registro que entra para a parte de cima da lista dos melhores álbuns prog de 2018.

Você pode adquirir a sua cópia de “The Sea Within” diretamente no site da InsideOut.

Destinado a conquistar todos os prêmios de 2018
5
01/08/2018

No início de 2016, o grande guitarrista Roine Stolt fez uma reunião com Thomas Waber – chefe da gravadora Inside Out – demonstrando a intenção de formar um novo grupo, tendo em mente alguns convidados e uma nova abordagem sonora. O primeiro a aderir foi Jonas Reingold, baixista dos Flower Kings e amigo de longa data de Roine. Pensando um pouco sobre a figura certa para assumir os teclados, conseguiram recrutar o talentoso Tom Brislin, que já trabalhou ao lado do Camel e Yes Symphonic. Para as baquetas, Roine já tinha o desejo de trabalhar com Marco Minnemann, pela sua energia e pelo grande trabalho ao lado do The Aristocrats e também com Steven Wilson. Marco é bem conhecido no meio também pela sua participação no reality que elegeu o novo baterista do Dream Theater, vaga que acabou ficando para Mike Mangini.
Com a cozinha montada, o grupo começou a buscar pela figura que assumiria os vocais. Rapidamente Roine pensou em Daniel Gildenlow, que possui ótimo alcance e grande talento para compôr. Como apoio e pensando nas apresentações ao vivo, recrutaram também o ótimo vocalista Casey McPherson, dos grupos Flying Colors e Alpha Rev.

Com a banda formada e o nome definido – escolhido através de uma lista sugerida pelos próprios membros – as músicas começaram a surgir individualmente através de fragmentos, até que começaram a tomar forma com a participação de todos. As gravações demoraram em torno de seis meses e foram feitas no Livingston Studios, em Londres, local escolhido como ponto central de encontro, já que a banda possui seus membros espalhados pelo mundo. As composições foram tomando forma com uma proposta bem abrangente dentro do tema principal, que é o rock progressivo. Todos tiveram liberdade em todos os aspectos: no individualismo do seu instrumento, na sugestão de temas e melodias, e na parte lírica.

Dadas as informações dos parágrafos anteriores, fica uma pergunta no ar: qual o resultado? Meu amigo, o material entregue aqui é simplesmente brilhante. O encaixe foi cirúrgico e a combinação dos elementos e influências de cada membro permitiu a criação de um trabalho extremamente marcante. O álbum homônimo do “The Sea Within” traz uma combinação fantástica de estilos que atravessam pelo rock progressivo clássico, passam pelo sinfônico e chegam até o jazz. Um mix muito bem pensado e executado com maestria, com o mesmo requinte de grandes bandas com proposta similar, como é o caso do Big Big Train. Por se tratar de um álbum duplo (contando o CD bônus), pode parecer cansativo a princípio, mas, uma vez que você bebe da fonte, jamais pensará assim.

“The Sea Within” possui doze faixas que representam uma verdadeira viagem. Podemos encontrar peso e influências do Pain Of Salvation na excelente faixa de abertura “Ashes of Dawn “. A balada “They Know my Name” tem refrão similar ao de “Of Salt”, da banda de Daniel. O vocalista por sinal é destaque absoluto durante toda a audição. Uma faixa excelente e com ótima atmosfera ao som dos teclados. Ainda em tom de balada, quem brilha além de Daniel em “The Void” é Roine Stolt, com solos geniais.
Acelerando as coisas e demonstrando as influências jazzísticas do grupo, “An Eye for an Eye for an Eye” deixa a sua marca positiva. Em seguida, Casey assume os vocais na brilhante balada “Goodbye”. Ótima estratégia recrutá-lo para o grupo. E pensar que Casey chegou até o progressivo graças a Mike Portnoy, que buscava um vocalista mais comercial para o som do Flying Colors. Seu desempenho também merece destaque na balada “The Hiding of Truth” e na épica “Broken Cord”. Esta última é simplesmente fantástica. Uma viagem de 14 minutos ao que o progressivo dos anos setenta tem de melhor. Nos faz lembrar o quanto Genesis e King Crimson impressionaram naquela década de ouro do estilo. 
No segundo CD são apenas quatro faixas. Podemos dizer que são um pouco mais experimentais que as demais, porém o nível segue alto. Vale destacar as faixas “The Roaring Silence”, com ótimas vocalizações e grande performance de Marco Minnemann; “Where Are You Going?”, que tem uma pitada de psicodélico e conta novamente com grande interpretação de Daniel, assim como “Denise”, que é ainda mais sentimental.
Além de grandes composições, o grupo ainda nos presenteia com o luxo da participação de Jon Anderson na faixa “Broken Cord”, Jordan Rudess em “The Hiding of Truth” e Rob Townsend com sax soprano em “The Ashes of Dawn”.

O The Sea Within já está em turnê de divulgação. Infelizmente sem a participação de Daniel, já que combinou com o grupo que não participaria dos show para se dedicar mais à família. Justo pois, depois dos problemas de saúde que teve, deve enxergar a vida com outros olhos. O importante para nós é que esteja bem e presente no próximo álbum.

Graças ao gigante Roine Stolt temos aqui mais um registro que entra para a parte de cima da lista dos melhores álbuns prog de 2018.

Você pode adquirir a sua cópia de “The Sea Within” diretamente no site da InsideOut.

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