Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Iced Earth - Incorruptible (2017)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 132

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Um bom trabalho, mas está na hora de mudar
4
29/07/2018

“Incorruptible” é o álbum de estúdio mais recente do Iced Earth, lançado em 2017 por esta espetacular banda de trash metal americana. Lembro-me quando um colega me apresentou o conjunto através do clássico álbum “The Dark Saga”. De queixo caído, me tornei fã. De lá pra cá, a banda seguiu construindo a sua história, que inclui o lançamento de ótimos álbuns e troca de membros constantes.

Apesar das mudanças de formação, o vocalista Stu Block chega ao seu terceiro álbum com a banda e parece ter realmente se encaixado com Jon Schaffer, que até lhe abriu espaço para contribuir com algumas ideias musicais. Stu é um dos destaques e gostaria de começar por ele. Ótimo trabalho de sua parte, principalmente nos registros mais graves e agressivos. Aliás, no lugar de “principalmente”, eu poderia usar a palavra “exclusivamente”, já que as linhas com notas mais altas parecem não soar tão bem, tanto que sempre estão acompanhadas de efeitos extras e vocais dobrados. Não é muito sua culpa, já que canta o que Schaffer compõe. Mas, neste aspecto, Tim Owens e Matt Barlow eram fenomenais.
Além de Stu, é claro que é necessário falar de Jon Schaffer, exímio guitarrista base e que traz novamente os seus característicos, rápidos e pesados riffs, além do talento para compor ótimos refrãos, principalmente nas baladas. É importante também destacar o seu trabalho na parte lírica. Mas, nem tudo são flores e há alguns pontos negativos que merecem um novo parágrafo.

“Incorruptible” é um ótimo álbum! Mas, isso é um ponto negativo? Bem, veja só, se você for seguidor do Iced Earth e conhecedor dos seus trabalhos anteriores, vai perceber que tudo o que foi feito aqui, já foi feito antes, e melhor. Há um certo desgaste na fórmula e muitas das músicas do álbum seguem uma estrutura já explorada por diversas vezes. Sinto que é o momento de ousar novamente, como foi feito em “The Dark Saga”, “Horror Show” e “The Glorious Burden” - este último criticado por alguns, mas que acho brilhante. As trocas de vocalistas permitem mudar um pouco da atmosfera ao redor das canções, mas, como Stu já está em seu terceiro álbum, não consigo encontrar nada aqui diferente do que foi feito com o ótimo “Dystopia” e o bom “Plagues of Babylon “.

Em relação ao tracklist, recomendo conferir as faixas “Great Heathen Army”;  “Black Flag”, que fala sobre piratas; a balada “Raven Wing”, que possui estrutura bem conhecida, mas com grande exibição de Stu; o mesmo serve para “The Veil; e dastaco também a pesadíssima “Seven Headed Whore”. A épica “Clear the Way (December 13th 1862)” possui bons momentos, mas está longe de impressionar como fizeram algumas faixas do passado, como: “A Question of Heaven”, a trinca da “Something Wicked Saga” do “Something Wicked This Way Comes” e a maravilhosa “Gettysburg (1863)”.

“Incorruptible” é um álbum dentro da média e que vale a conferência. Mas, é esperado muito mais de um grupo do nível do Iced Earth. É hora de ousar!

Um bom trabalho, mas está na hora de mudar
4
29/07/2018

“Incorruptible” é o álbum de estúdio mais recente do Iced Earth, lançado em 2017 por esta espetacular banda de trash metal americana. Lembro-me quando um colega me apresentou o conjunto através do clássico álbum “The Dark Saga”. De queixo caído, me tornei fã. De lá pra cá, a banda seguiu construindo a sua história, que inclui o lançamento de ótimos álbuns e troca de membros constantes.

Apesar das mudanças de formação, o vocalista Stu Block chega ao seu terceiro álbum com a banda e parece ter realmente se encaixado com Jon Schaffer, que até lhe abriu espaço para contribuir com algumas ideias musicais. Stu é um dos destaques e gostaria de começar por ele. Ótimo trabalho de sua parte, principalmente nos registros mais graves e agressivos. Aliás, no lugar de “principalmente”, eu poderia usar a palavra “exclusivamente”, já que as linhas com notas mais altas parecem não soar tão bem, tanto que sempre estão acompanhadas de efeitos extras e vocais dobrados. Não é muito sua culpa, já que canta o que Schaffer compõe. Mas, neste aspecto, Tim Owens e Matt Barlow eram fenomenais.
Além de Stu, é claro que é necessário falar de Jon Schaffer, exímio guitarrista base e que traz novamente os seus característicos, rápidos e pesados riffs, além do talento para compor ótimos refrãos, principalmente nas baladas. É importante também destacar o seu trabalho na parte lírica. Mas, nem tudo são flores e há alguns pontos negativos que merecem um novo parágrafo.

“Incorruptible” é um ótimo álbum! Mas, isso é um ponto negativo? Bem, veja só, se você for seguidor do Iced Earth e conhecedor dos seus trabalhos anteriores, vai perceber que tudo o que foi feito aqui, já foi feito antes, e melhor. Há um certo desgaste na fórmula e muitas das músicas do álbum seguem uma estrutura já explorada por diversas vezes. Sinto que é o momento de ousar novamente, como foi feito em “The Dark Saga”, “Horror Show” e “The Glorious Burden” - este último criticado por alguns, mas que acho brilhante. As trocas de vocalistas permitem mudar um pouco da atmosfera ao redor das canções, mas, como Stu já está em seu terceiro álbum, não consigo encontrar nada aqui diferente do que foi feito com o ótimo “Dystopia” e o bom “Plagues of Babylon “.

Em relação ao tracklist, recomendo conferir as faixas “Great Heathen Army”;  “Black Flag”, que fala sobre piratas; a balada “Raven Wing”, que possui estrutura bem conhecida, mas com grande exibição de Stu; o mesmo serve para “The Veil; e dastaco também a pesadíssima “Seven Headed Whore”. A épica “Clear the Way (December 13th 1862)” possui bons momentos, mas está longe de impressionar como fizeram algumas faixas do passado, como: “A Question of Heaven”, a trinca da “Something Wicked Saga” do “Something Wicked This Way Comes” e a maravilhosa “Gettysburg (1863)”.

“Incorruptible” é um álbum dentro da média e que vale a conferência. Mas, é esperado muito mais de um grupo do nível do Iced Earth. É hora de ousar!

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Whitesnake - Forevermore (2011)

O último disco de estúdio, melancólico e vital
4
Por: Carlos Frederico Pereira da Silva Gama, "Swancide"
18/01/2018
Album Cover

Deep Purple - Burn (1974)

O melhor da nova fase púrpura.
5
Por: Márcio Chagas
25/03/2018
Album Cover

Sons Of Apollo - Psychotic Symphony (2017)

Apesar de erros, vale conferir
2.5
Por: Marcio Machado
08/11/2017